quarta-feira, 10 de outubro de 2018

TD DE PREPARAÇÃO PARA O SPAECE 2018 PORTUGUÊS


T.D DE PREPARAÇÃO PARA O SPAECE - PORTUGUÊS
(SISTEMA PERMANENTE DE EDUCAÇÃO BÁSICA DO CEARÁ)
NÍVEL – 3º ANO DO ENSINO MÉDIO

Texto 01– Questões 01 à 07.

A PARANOIA DO CORPO

Em geral, a melhor maneira de resolver a insatisfação com o físico é cuidar da parte emocional. Não é fácil parecer com Katie Holmes, a musa do seriado preferido dos “teens", Dawson's Creek ou com os galãs musculosos do seriado Malhação.  Mas os jovens bem que tentam. Nunca se cuidou tanto do corpo nessa faixa etária como hoje. A Runner, uma grande rede de academias de ginástica, com 23000 alunos espalhados em nove unidades na cidade de São Paulo, viu o público adolescente crescer mais que o adulto nos últimos cinco anos. “Acho que a academia é para os jovens de hoje o que foi a discoteca para a geração dos anos 70”, acredita José Otávio Marfará, sócio de outra academia paulistana, a Reebok Sports Club. "É o lugar de confraternização, de diversão."
É saudável preocupar-se com o físico. Na adolescência, no entanto, essa preocupação costuma ser excessiva. É a chamada paranoia do corpo. Alguns exemplos. Nunca houve uma oferta tão grande de produtos de beleza destinados a adolescentes.
Hoje em dia é possível resolver a maior parte dos problemas de estrias, celulite e espinhas com a ajuda da ciência. Por isso, a tentação de exagerar nos medicamentos é grande. "A garota tem a mania de recorrer aos remédios que os amigos estão usando, e muitas vezes eles não são indicados para seu tipo de pele”, diz a dermatologista Iara Yoshinaga, de São Paulo, que atende adolescentes em seu consultório. São cada vez mais frequentes os casos de meninas que procuram um cirurgião plástico em busca da solução de problemas que poderiam ser resolvidos facilmente com ginástica, cremes ou mesmo com o crescimento normal. Nunca houve também tantos casos de anorexia e bulimia. "Há dez anos essas doenças eram consideradas raríssimas. Hoje constituem quase um caso de saúde pública”, avalia o psiquiatra Táki Cordás, da Universidade de São Paulo.
                É claro que existem variedades de calvície, obesidade ou doenças de pele que realmente precisam de tratamento continuado. Na maioria das vezes, no entanto, a paranoia do corpo é apenas isso: paranoia. Para curá-la, a melhor maneira é tratar da mente. Nesse processo, a autoestima é fundamental. “É preciso fazer uma análise objetiva e descobrir seus pontos fortes. Todo mundo tem uma parte do corpo que acha mais bonita”, sugere a psicóloga paulista Ceres Alves de Araújo, especialista em crescimento. Um dia, o “teen” acorda e percebe que aqueles problemas físicos que pareciam insolúveis desapareceram como num passe de mágica. Em geral, não foi o corpo que mudou. Foi a cabeça. Quando começa a se aceitar e resolve as questões emocionais básicas, o adolescente dá o primeiro passo para se tornar um adulto.
(CASTRO, Letícia de. Veja Jovens. Setembro/2001, p. 56.)

D9 Reconhecer gênero discursivo.
01. O texto “A paranoia do corpo” apresenta caraterísticas textuais que podem enquadrá-lo com pertencente ao gênero
(A) editorial.
(B) conto fantástico.
(C) crônica narrativa.
(D) artigo de opinião
(E) carta argumentativa.

D5 Identificar o tema ou assunto de um texto.
02. A idéia CENTRAL do texto é
(A) a preocupação do jovem com o físico.
(B) as doenças raras que atacam os jovens.
(C) os diversos produtos de beleza para jovens.
(D) o uso exagerado de remédios pelos jovens.
(E) o padrão de beleza que todos devem seguir.

D16 Estabelecer relação entre tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la.
03. Para dar mais credibilidade ao texto, a autora faz uso, principalmente, de
(A) depoimentos de adolescentes.
(B) citação de dados estatísticos.
(C) referência a momentos históricos.
(D) confronto de pensamentos opostos.
(E) opiniões de especialistas.

D1 Localizar informação explícita.
04. A conclusão do texto é de que
(A) o jovem deve se preocupar mais com o físico do que com a mente.
(B) o jovem deve se aceitar como é e valorizar os seus pontos fortes.
(C) o adolescente está mais preocupado com a questão psicológica.
(D) o “teen” não entende as mudanças que o tempo faz na vida das pessoas.
(E) o adolescente não precisa seguir a “ditadura” da beleza.

D6 Distinguir fato de opinião relativa ao fato.
05. Dentre as frases a seguir, percebe-se que a única que indica um FATO  é
(A) “Em geral, a melhor maneira de resolver a insatisfação com o físico é cuidar da parte emocional”.
(B) “Não é fácil parecer com Katie Holmes, a musa do seriado preferido dos “teens”, Dawson's Creek ou com os galãs musculosos do seriado Malhação”. 
(C) “É preciso fazer uma análise objetiva e descobrir seus pontos fortes. Todo mundo tem uma parte do corpo que acha mais bonita...”
(D) “Acho que a academia é para os jovens de hoje o que foi a discoteca para a geração dos anos 70”, acredita José Otávio Marfará...”
(E) “A Runner, uma grande rede de academias de ginástica, com 23000 alunos espalhados em nove unidades na cidade de São Paulo, viu o público adolescente crescer mais que o adulto nos últimos cinco anos”.

 D17 Reconhecer o sentido das relações lógico-discursivas marcadas por conjunções, advérbios etc.
06. Em “Hoje em dia é possível resolver a maior parte dos problemas de estrias, celulite e espinhas com a ajuda da ciência. Por isso, a tentação de exagerar nos medicamentos é grande”, a conjunção “POR ISSO” liga o período posterior ao anterior estabelecendo entre eles uma ideia de
(A) condição.
(B) alternância.
(C) explicação.
(D) conclusão.
(E) contrariedade.

D20 Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.
07. No texto, a frase "É o lugar de confraternização, de diversão” veio indicada pelas aspas. O uso desse recurso (“ ”) se deu pelo fato de
(A) indicar a ironia na fala do empresário, sócio da academia.
(B) indicar que há palavras estrangeira na fala do empresário.
(C) representar a fala do empresário, sócio da academia.
(D) indicar uma ambiguidade na fala do empresário.
(E) destacar a opinião contraditória do empresário.

Texto 02 – Questões 08 e 09.

Disponível em http://jananias.blogspot.com.br/2009/10/charges-interessantes.html. Acesso em 13/05/2017.


D4 Interpretar textos não verbais e textos que articulam elementos verbais e não verbais.
08. A charge critica a política executada pelos planos de saúde, pois
(A) cobram mais caro dos jovens e mais barato dos idosos, porque estes precisam mais.
(B) cobram muito caro da população e não prestam um serviço de qualidade.
(C) privilegiam os jovens, já que eles usam muito os planos de saúde.
(D) os planos de saúde agem de forma humana e tratam todos os pacientes com igualdade.
(E) privilegiam os jovens, que usam pouco, e discrimina os velhos, que usam mais os planos de saúde.

D4 Interpretar textos não verbais e textos que articulam elementos verbais e não verbais.
09. A imagem do esqueleto com a foice nas mãos representa na charge
(A) o interesse dos planos de saúde em cuidar bem das pessoas idosas.
(B) o descaso e o desinteresse com que os planos de saúde tratam seus clientes idosos.
(C) a realidade cruel do sistema público de saúde e a má assistência aos idosos.
(D) o número elevado de mortes de idosos que são atendidos nos hospitais pelos planos de saúde.
(E) a fase da vida de uma pessoa em que ela mais precisa de atendimento pelos planos de saúde.

TEXTO 03 – Questões 10 à 12.

As Sem Razões do Amor (Carlos Drummond de Andrade, in 'O Corpo')
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou de mais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

D2 Inferir informação em texto verbal.
10. No poema de Drummond, percebe-se que o sentimento do amor retratado pelo poeta
(A) é complexo e opressor.
(B) é egoísta e possessivo.
(C) é gratuito e deprimente.
(D) é desprendido e sem explicação.
(E) é avassalador e destruidor.

D2 Inferir informação em texto verbal.
11.  A partir dos versos “Eu te amo porque não amo bastante ou de mais a mim”, pode-se concluir que
(A) para amar, uma pessoa não deve gostar de si mesmo.
(B) para amar, uma pessoa não pode ser egocêntrico e individualista.
(C) para amar, uma pessoa deve escolher bem o ser amado.
(D) para amar, uma pessoa não deve se preocupar com nada.
(E) para amar, uma pessoa deve amar se o outro merecer.

D3 Inferir o sentido de palavra ou expressão.
12. A frase “Amor foge a dicionários” foi empregada no sentido figurado e quer dizer que
(A) o amor é o maior sentimento dentre todos os outros.
(B) o amor é uma palavra que não existe no dicionário.
(C) o amor é um sentimento sem definição e explicação.
(D) o amor não é uma palavra comum no dia a dia.
(E) o amor não é um sentimento que surge para todos.

TEXTO 4 - Questões 13 e 14


Descritor: D4 Interpretar textos não verbais e textos que articulam elementos verbais e não verbais.
 13. Ao analisar o infográfico, identifica-se que o motivo que mais influencia as crianças e os jovens a buscarem livros para ler corresponde a
(A) prazer, gosto ou necessidade espontânea.
(B) exigência escolar ou acadêmica.
(C) exigência do trabalho.
(D) atualização cultural.
(E) motivos religiosos.

Descritor: D4 Interpretar textos não verbais e textos que articulam elementos verbais e não verbais.
 14. Com base nas informações fornecidas pelo infográfico, pode-se afirmar que
(A) os motivos religiosos são os que despertam menos interesse das crianças e jovens pela leitura.
(B) a exigência acadêmica desperta mais intensamente o interesse dos jovens de 14 a 17 anos.
(C) os jovens estão à frente na leitura, quando envolve motivos profissionais e de trabalho.
(D) os pré-adolescentes leem mais, quando o motivo é atualização cultural.
(E) as crianças leem mais, quando o motivo é pelo prazer e por gosto.

TEXTO 5 - Questões 15, 16 e 17
A Beleza do Alce

A água do lago estava tão limpa que parecia um espelho. Todos os animais que foram beber água viram suas imagens refletidas no lago. O urso e seu filhote pararam admirados e foram embora. O alce continuou admirando a sua imagem:
- Mas que bela cabeça eu tenho!
De repente, observando as próprias pernas, ficou desapontado e disse: Nunca tinha reparado nas minhas pernas. Como são feias! Elas estragam toda a minha beleza!
Enquanto examinava sua imagem refletida no lago, o alce não percebera a aproximação de um bando de lobos que afugentara todos os seus companheiros. Quando finalmente se deu conta do perigo, o alce correu assustado para o mato. Mas, enquanto corria, seus chifres se embaraçavam nos galhos, deixando-o quase ao alcance dos lobos. Por fim, o alce conseguiu escapar dos perseguidores, graças às suas pernas, finas e ligeiras. Ao perceber que já estava a salvo, o alce exclamou aliviado:
- Que susto! Os meus chifres são lindos, mas quase me fizeram morrer! Ah, se não fossem as minhas pernas!
Eliseu Antonio

Descritor: D8 Reconhecer gênero discursivo.
15. O texto do escritor Eliseu Antônio apresenta características muito comuns ao gênero
(A) crônica, pois o narrador faz reflexões sobre sua aparência e seu comportamento.
(B) artigo, pois faz uma análise crítica sobre como a vaidade pode prejudicar uma pessoa.
(C) conto, pois narra história de ficção científica sobre animais que vivem em uma floresta.
(D) relato, pois o personagem principal conta sua própria história, destacando um fato específico.
(E) fábula, pois é uma narrativa cujos personagens são animais e apresenta uma lição de moral.

Descritor: D2 Inferir informação em texto verbal.
16. O texto “A beleza do alce” apresenta um ensinamento que pode ser representado pela seguinte ideia
(A) devemos nos aceitar como a natureza nos fez.
(B) quem desdenha de si mesmo sofre as consequências.
(C) quem não se ama, também não é respeitado pelos outros.
(D) a humildade é o caminho para a ampliação do conhecimento.
(E) cada um deve buscar a sua felicidade da forma que o convém.

Descritor: D19 Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.
17. Em “Elas estragam toda a minha beleza!”, foi usado um ponto de exclamação na fala do alce, que está expressando uma ideia de
(A) contentamento.
(B) perplexidade.
(C) compaixão.
(D) decepção.
(E) deboche.



GABARITO:

01. D
02. A
03. E
04. B
05. E
06. D
07. C
08. E
09. B
10. D
11. B
12. C
13. B
14. C
15. E
16. A
17. D




sábado, 29 de setembro de 2018

MODELO DE REDAÇÃO ESTILO ENEM (7)


Galera, no dia 25 de setembro, postei no blog uma proposta de redação sobre a "Questão do preconceito linguístico no Brasil". Esse tema é quentíssimo para o Enem 2018! Não deixem de conferir a proposta completa aqui no blog! 

Agora, postei uma redação modelo feita por mim para ajudar aqueles que ainda têm dificuldade em escrever sobre esse tema!

REDAÇÃO MODELO – PROFESSORA SUZIANE

TEMA: A QUESTÃO DO PRECONCEITO LINGUÍSTICO NO BRASIL

Desde a colonização do Brasil, quando os portugueses impuseram o idioma português aos índios e aos negros, colocaram-no como o único correto e prestigiado para as pessoas se comunicarem adequadamente. As línguas indígenas e as dos negros trazidos da África eram consideradas inferiores e, por isso, deviam ser eliminadas do processo de comunicação interpessoal no Brasil. Desse modo, observa-se que a ideia de uma língua detentora de mais prestígio do que outras permanece até hoje na sociedade, gerando um preconceito descabido contra as formas de falar diferentes do padrão culto formal ensinado nas escolas e defendido por boa parte dos gramáticos.
Prefacialmente, cumpre informar que a concepção de “certo x errado” nas línguas surgiu na Grécia antiga, quando os gregos, ao estudarem os textos clássicos, acharam por bem considerar correto só o que estivesse de acordo com os clássicos e vice-versa. No Brasil, esse pensamento perdurou até o início século XX, quando as regras gramaticais eram criadas conforme o uso que era feito no português de Portugal e nas obras clássicas da literatura. Dessa forma, percebe-se que as obras dos grandes escritores ditaram as normas linguísticas, mesmo que a população já não as usasse mais no seu dia a dia para se comunicar ou as usasse de outra forma, diferente daquela considerada correta e ideal, o que acaba, por vezes, gerando um preconceito linguístico que se estende à questão cultural e social, visto que muitos que não utilizam o padrão culto da língua apresentam baixa escolaridade ou pertencem a grupos marginalizados na sociedade.
Outrossim, segundo o sociólogo Max Weber, “uma atitude hostil, negativa ou agressiva em relação a um determinado grupo, pode ser classificada como preconceito”. Então, partindo desse princípio, pode-se afirmar que a própria mídia incentiva o preconceito linguístico, quando destaca em filmes ou novelas, por exemplo, a fala nordestina como algo caricatural, engraçado e errado, estimulando no público um comportamento de rejeição e de deboche em relação a modos de falar diferentes daqueles que são valorizados nos telejornais e em programas que exigem dos apresentadores uma linguagem sem sotaque e entonações específicas de cada região do país.
Em suma, há de se perceber perfeitamente que o preconceito linguístico está presente em nosso cotidiano de várias formas, desde a escola até as mídias de modo geral. Desta feita, é fulcral que as instituições educadoras atualizem o ensino de português, tomando como base teorias linguistas mais modernas, a fim de mostrar às crianças e aos jovens as diferentes maneiras de interagir verbalmente e, assim, valorizar todas as formas de comunicação e cultura. Ademais, faz-se necessário que a mídia, principalmente a televisão, procure colocar, em seus programas, profissionais que falem com sotaques diferentes, sem exigir uma padronização, enaltecendo a riqueza e a variedade de linguagens presentes em todo território brasileiro para não estimular no público atitudes hostis e ofensivas, conforme destacou Max Weber.   

Professora Suziane Brasil Coelho

terça-feira, 25 de setembro de 2018

PROPOSTA DE REDAÇÃO ESTILO ENEM (47) - PRECONCEITO LINGUÍSTICO



PROPOSTA DE REDAÇÃO ESTILO ENEM 

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “A QUESTÃO DO PRECONCEITO LINGUÍSTICO NO BRASIL”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.


TEXTO 1

O que é o Preconceito linguístico?

Preconceito linguístico é a discriminação existente entre os falantes de um mesmo idioma, onde não há o respeito pelas variações linguísticas, como sotaques, regionalismos, dialetos, gírias e demais diferenças da fala de determinado grupo.
Como preconceito linguístico entende-se qualquer forma de julgamento depreciativo contra o modo como alguém fala, principalmente pelo fato desta ter características regionais, históricas, culturais ou sociais que influenciam na sua estruturação.
A língua é dinâmica e mutável e está em constante desenvolvimento, se adaptando aos seus falantes. Afinal de contas, o principal objetivo da linguagem é a comunicação entre as pessoas de um mesmo grupo.
Todos os idiomas apresentam as suas gramáticas normativas, assim como diferentes variações linguísticas que se formam de acordo com uma série de fatores influenciadores, como a região, a faixa etária, o grupo social, aspectos culturais e demais fatores culturais dos seus falantes.

Disponível em https://www.significados.com.br/preconceito-linguistico/. Acesso em 25/09/2018.

TEXTO 2
Miss lamenta preconceito e declara ter orgulho do Ceará
Após sofrer críticas por causa do sotaque, a cearense Melissa Gurgel defende a diversidade de culturas

A Miss Brasil coroada no último sábado (27), Melissa Gurgel, pronunciou-se ontem pela primeira vez, por meio de uma rede social, sobre a discriminação sofrida após ter sido eleita a mulher mais bonita do Brasil. Depois da vitória no concurso, usuários de redes sociais postaram comentários de cunho preconceituoso, criticando o sotaque e a preferência dos jurados pela candidata cearense.
Na tarde desta terça-feira (30), Melissa Gurgel usou seu perfil pessoal no Instagram, rede dedicada ao compartilhamento de imagens, para opinar sobre a situação. A Miss declarou ser uma pessoa totalmente livre de preconceitos e lamentou o julgamento apenas pelo que as pessoas aparentam ser ou pelas características culturais.
Declarou ainda o amor pelo País, bem como o orgulho de ter nascido no Ceará, alegando que o Brasil é um país desenvolvido e acolhedor, sendo, portanto, desnecessárias situações retrógradas como a vivida por ela.
"Resolvi usar este espaço para me posicionar sobre este assunto tão triste que é o preconceito, seja do que for: religião, cor, estado de origem, orientação sexual... Enfim. O Brasil é um país com tanta diversidade de povos e culturas. Cada região tem a sua peculiaridade, seja no clima, na cultura ou no sotaque. E nós precisamos saber conviver com todas ela, admirá-las e respeitá-las. Só assim seremos reconhecidos lá fora como uma nação unida que preza pelos seus. Obrigada pelo carinho!", escreveu Melissa. Em seguida, vários admiradores apoiaram suas palavras, com comentários em apoio à Miss Brasil.
Crime
Na última segunda-feira (29), a Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará (OAB-CE) enviou ao Ministério Público Federal (MPF) representação e notícia-crime para que os responsáveis pelas publicações preconceituosas contra Melissa possam ser identificados e punidos.
Dentre as postagens discriminatórias na internet, usuários de redes sociais postaram mensagens como "Miss Ceará é bonita até abrir a boca e vir aquele sotaquezinho sofrível" e "Lembrem de deixar a TV no mudo quanto a Miss Ceará for dar a palestra dela no Miss Brasil do ano que vem".
De acordo com o presidente da OAB-CE em exercício, Ricardo Bacelar, o ato é classificado como racismo e incitação ao racismo, podendo levar à pena de dois a cinco anos de prisão.

Ranniery Melo
Repórter

TEXTO 3




TEXTO 4  
    
ENTREVISTA DO PROFESSOR, LINGUISTA, PESQUISADOR E POETA MARCOS BAGNO AO JORNAL EXTRA CLASSE DO RIO GRANDE DO SUL EM FEVEREIRO DE 2008
EC - Qual é a relação entre linguagem e poder?

Bagno - A linguagem é um importantíssimo elemento de dominação sociocultural e política, talvez o mais importante instrumento de dominação e opressão. Quem está no poder quer continuar nele e, para isso, a maneira de falar dos poderosos, dos privilegiados, se transforma numa arma de defesa do poder contra a eventual insurreição dos oprimidos. O lingüista italiano Maurizzio Gnerre, que trabalhou no Brasil, escreveu que a normapadrão tradicional é uma "cerca de arame farpado", que separa uma pequena elite de iluminados do resto da população. Não é por acaso que, em todas as sociedades européias, o modelo de língua "certa" tenha sempre se baseado no modo de falar das regiões mais ricas, politicamente importantes, centros do poder. Não é por acaso também que o inglêspadrão é chamado de "inglês da Rainha". Assim como o rei francês Luís XV dizia que "o Estado sou eu", os poderosos também podem dizer "língua é a minha" - o resto é "jargão", "algaravia", "dialeto", "caçanje", ou simplesmente "não é português".



segunda-feira, 3 de setembro de 2018

PROPOSTA DE REDAÇÃO ESTILO ENEM (46) - PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO-CULTURAL



A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “OS DESAFIOS DA PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO-CULTURAL NO BRASIL”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I

Opinião
Incêndio do Museu Nacional é vitória da intolerância e morte do conhecimento
por Felipe Milanez — publicado 03/09/2018

Mais de 12 horas de fogo consumiram itens fundamentais da história do Brasil
Na noite de domingo, 2 de setembro, na Quinta da Boa Vista, o cenário era de perplexidade diante da dimensão catastrófica do incêndio do Museu Nacional. A polícia tentava barrar pessoas indignadas que vinham oferecer seus braços para remediar a tragédia, alguns professores, estudantes e funcionários montaram vigília e estavam lá estarrecidos ao verem seus trabalhos de vida ardendo em chamas.
Bombeiros chegavam impotentes. Poucos jatos de agua cortavam a fumaça caindo nas brasas, numa falta evidente de planejamento para uma tragédia dessa dimensão que poderia ocorrer – descaso não dos bombeiros que estavam lá trabalhando, mas daqueles que construíram de forma objetiva a “falta de condições”.
Foi um domingo quente de sol no Rio, já uns dias sem chover, o que contribuiu para deixar todo o ar mais inflamável. Hidrantes estavam sem água. Há cada 20 minutos ou meia hora, chegava um caminhão pipa com água, apressado. Na escuridão do breu da mata da Quinta, reluzia ainda mais assustadora as chamas imensas que ganhavam um contorno mais apocalíptico nesse cenário devastador.
(...) O fogo no Museu Nacional é uma das maiores tragédias da humanidade - sim, muito além do Brasil -, é como a queima da Biblioteca de Alexandria da história do Brasil, da história da fauna, da flora, da história dos povos indígenas, da colonização... É uma destruição de memórias, de livros, de peças, de artefatos, de áudios, de imagens, de fósseis que sobreviveram a milhares de anos, de vidas inteiras dedicadas a pesquisa, de conhecimento acumulado para a humanidade, um acervo imprescindível para as futuras gerações. Mataram o conhecimento e, nesse sentido, provocaram um epistemicídio.
Ainda que não exista até o momento a determinação das causas do incêndio, certamente as condições para que ele ocorresse de forma tão devastadoras é sim um crime. E ao mesmo tempo, reflexo do País que nos tornamos, um país bruto, insensível, ignorante, desigual, autoritário.
Cortes das bolsas, falta de investimentos básicos. Se foi com Temer que ruiu o Museu, assim como tantos outros espaços públicos estão sendo destruídos, é evidente que muito poderia ter sido feito antes. Mas é difícil no país que se construiu, algum ministro ou governante pensar em um projeto que deve levar mais de dez anos, como seriam necessários para realizar verdadeiras obras no Museu Nacional.
O estrangulamento da Universidade Federal do Rio de Janeiro, os cortes seguidos do governo federal, o descaso, o desdém não são apenas falta de interesse, mas sim “um projeto”, como já disse Darcy Ribeiro. (...)
Destruir o Museu Nacional é uma vitória da intolerância, do Brasil escravista e colonizador, talvez esses alguns fantasmas que podem ter sido exumados pelo fogo e que estão vivendo tão junto na nossa contemporaneidade.



TEXTO II




TEXTO III
PROTEÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL

Um povo é conhecido e identificado quando se analisa e se compreende seus valores, sua história e sua cultura. Para tanto, é consensual nos dias atuais, que é função do Estado e um dever da sociedade proteger o patrimônio histórico cultural, pois se trata da preservação da identidade de um povo.
Como se trata de uma função do Estado e um dever da sociedade, a Constituição Federal de 1988 coloca em seu artigo 5º, inciso LXXIII a disposição de qualquer cidadão, a proteção do Patrimônio Histórico Cultural através da propositura de uma Ação Popular:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;
Percebe-se daí, a importância dada, pela constituição à proteção do Patrimônio Histórico Cultural. Além disso, a Magna Carta coloca a competência dos entes políticos, a União, Estados, Distrito Federal e Municípios a proteção de documentos, obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, na medida em que inclui os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos, inclusive devendo ser impedidas as destruições e descaracterizações de tais objetos, conforme o art. 23, III e IV. Isso clareia a função dos entes políticos em tomar medidas administrativas e políticas que venham a preservar e valorizar a cultura.




segunda-feira, 27 de agosto de 2018

PROPOSTA DE REDAÇÃO ESTILO ENEM (45) - OS AGROTÓXICOS E SEUS EFEITOS.



PROPOSTA DE REDAÇÃO ESTILO ENEM 

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “A TOLERÂNCIA AOS AGROTÓXICOS E SEUS EFEITOS NO BRASIL”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I
Projeto de lei quer mudar legislação dos agrotóxicos no Brasil; entenda
Inca, Fiocruz, Ministério Público Federal (MPF), Ibama, Anvisa, entre outras instituições, publicaram notas públicas contra o projeto de Blairo Maggi.

A produção de agrotóxicos no Brasil pode sofrer mudanças nos critérios de aprovação, na análise de riscos e até no nome que será dado aos produtos. Essas alterações estão previstas em um projeto de lei elaborado pela atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP). A proposta está em discussão na Câmara dos Deputados, foi aprovada em comissão, composta principalmente pelos deputados da base ruralista, e é defendida por empresários e duramente criticada por ambientalistas e entidades médicas.
O projeto de lei quer mudar o nome dos agrotóxicos para "defensivos agrícolas" e "produtos fitossanitários". Vai liberar licenças temporárias, e também prevê que a análise dos produtos proíba apenas as substâncias que apresentem "risco inaceitável".
Mas existem riscos aceitáveis quando se fala em saúde pública e proteção ao meio ambiente? A questão é levantada por organizações e institutos ouvidos pelo G1. Por acreditarem que a resposta é "não", os opositores chamam a iniciativa de "PL do Veneno".
O projeto de Lei 6.299, de 2002, agregou outras 28 propostas que já tramitavam no Congresso. Ele é defendido pelo setor ligado ao agronegócio na Câmara como uma modernização das normas estabelecidas até hoje. Os favoráveis dizem que o processo para avaliação e liberação dos agrotóxicos é muito caro e demorado.
Atualmente, é necessário o aval de diferentes órgãos para que um novo produto seja aprovado, entre eles a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde e o Ministério da Agricultura.
Do lado contrário ao projeto de lei estão ONGs da área do meio ambiente, a Anvisa, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (Ministério da Saúde), o Instituto Nacional do Câncer (Inca) e o Ibama, entre outras instituições. Eles apresentam estudos científicos e argumentam que as mudanças podem trazer riscos à saúde e ao meio ambiente.


TEXTO II
O “alarmante” uso de agrotóxicos no Brasil atinge 70% dos alimentos
Mais da metade das substâncias usadas aqui é proibida em países da UE e nos EUA

(...) Desde 2008, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de consumo de agrotóxicos. Enquanto nos últimos dez anos o mercado mundial desse setor cresceu 93%, no Brasil, esse crescimento foi de 190%, de acordo com dados divulgados pela Anvisa. Segundo o Dossiê Abrasco - um alerta sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde, publicado nesta terça-feira no Rio de Janeiro, 70% dos alimentos in natura consumidos no país estão contaminados por agrotóxicos. Desses, segundo a Anvisa, 28% contêm substâncias não autorizadas. "Isso sem contar os alimentos processados, que são feitos a partir de grãos geneticamente modificados e cheios dessas substâncias químicas", diz Friederich. De acordo com ela, mais da metade dos agrotóxicos usados no Brasil hoje são banidos em países da União Europeia e nos Estados Unidos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre os países em desenvolvimento, os agrotóxicos causam, anualmente, 70.000 intoxicações agudas e crônicas.

20/08/18.


TEXTO III




TEXTO IV

Taxa de bebês com má-formação em Limoeiro do Norte é 75% maior do que em outras regiões do Brasil

O uso abusivo de agrotóxicos pode ser a causa do nascimento de bebês com má-formação congênita e início da puberdade precoce, indica pesquisa da UFC

Por Tribuna do Ceará em Ceará, em 8 de agosto de 2018


O uso excessivo de agrotóxicos pode ser umas das causas do nascimento de bebês com má-formação congênita e desenvolvimento da puberdade precocemente em crianças no distrito de Tomé, em Limoeiro do Norte.
A pesquisa realizada pela Universidade Federal do Ceará (UFC) relaciona a situação dessas crianças com o uso abusivo de agrotóxicos na região.
Os estudos apontam ainda que, devido à grande exposição dos agrotóxicos, o número de câncer na cidade de Limoeiro do Norte é 38% maior que em outras cidades que não possuem grandes lavouras no estado, e o número de má-formação em bebês é 75% maior do que em outras regiões do país.
A professora Luci Oliveira afirmou que a filha teve crescimento precoce das mamas. “A moça que cuidava dela começou a perceber o avanço. Eu procurei um médico, e ele pediu uma ultrassom da mama. Foi diagnosticado a telarca prematura, que é o início de puberdade precoce… o médico disse que, se não começasse o tratamento, poderia menstruar com 3 ou 4 anos”. 
A dona de casa Cleudiana Martins já perdeu dois filhos. “A primeira vez tive um aborto com três meses. A segunda, ela ficou viva quase três meses, no aparelho direto”.
A situação preocupa quem não acompanha os resultados da pesquisa. Os desafios aumentam quando o número de pessoas com câncer na região crescem. A aposentada Maria de Fátima perdeu o irmão para a doença. “Ele faleceu com 62 anos, há 4 anos. Minha sobrinha morreu também”.
A professora Luci ainda comenta que na cidade já houve casos de crianças que nasceram sem os membros superiores e inferiores.


terça-feira, 14 de agosto de 2018

PROPOSTA DE REDAÇÃO ESTILO ENEM (44) - VACINAÇÃO E SUA IMPORTÂNCIA



Galera, vocês não deixar de escrever sobre a vacinação no Brasil, pois os temas da área da saúde estão entre os mais cotados para o Enem 2018 e a questão da imunização da população é preponderante nesses últimos tempos em que vem sendo constada a redução do número de vacinados.

PROPOSTA DE REDAÇÃO ESTILO ENEM (44)

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO PARA A SAÚDE DA POPULAÇÃO BRASILEIRA”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I
Doenças erradicadas voltam a assustar; veja os desafios da vacinação
No Amazonas e em Roraima, há cerca de 500 casos confirmados de sarampo

Publicado em 03/07/2018 - 15:31
Por Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil   Brasília

Doenças já erradicadas no Brasil voltaram a ser motivo de preocupação entre autoridades sanitárias e profissionais de saúde. Baixas coberturas vacinais, de acordo com o próprio Ministério da Saúde, acendem "uma luz vermelha" no país. No Amazonas e em Roraima, com o surto de sarampo, há cerca de 500 casos confirmados e mais de 1,5 mil em investigação. No outro extremo do país, o Rio Grande do Sul também confirmou seis casos da doença este ano. Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do vírus.

Em junho, países do Mercosul fizeram um acordo para evitar a reintrodução de doenças já eliminadas na região das Américas, incluindo o sarampo, a poliomielite e a rubéola. Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile se comprometeram a reforçar ações de saúde nas fronteiras e a fornecer assistência aos migrantes numa tentativa de manter baixa a transmissão de casos. No último dia 8, a Opas enviou alerta aos países após a detecção de um caso da doença na Venezuela. Dados do governo federal mostram que 312 municípios brasileiros estão com cobertura vacinal contra pólio abaixo de 50%.

O grupo de doenças pode voltar a circular no Brasil caso a cobertura vacinal, sobretudo entre crianças, não aumente. O alerta é da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), que defende uma taxa de imunização de 95% do público-alvo. (...)

TEXTO II

Vacinação em queda no Brasil preocupa autoridades por risco de surtos e epidemias de doenças fatais
29 agosto 2017
Desde 2013, a cobertura de vacinação para doenças como caxumba, sarampo e rubéola vem caindo ano a ano em todo o país e ameaça criar bolsões de pessoas suscetíveis a doenças antigas, mas fatais. O desabastecimento de vacinas essenciais, municípios com menos recursos para gerir programas de imunização e pais que se recusam a vacinar seus filhos são alguns dos fatores que podem estar por trás da drástica queda nas taxas de vacinação do país.
O Brasil é reconhecido internacionalmente por seu amplo programa de imunização, que disponibiliza vacinas gratuitamente à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Criado em 1973, o Programa Nacional de Imunização (PNI) teve início com quatro tipos de vacina e hoje oferece 27 à população, sem qualquer custo. Nem mesmo a crise econômica afeta o bilionário orçamento da iniciativa, estimado em R$ 3,9 bilhões para 2017.
No entanto, a cobertura vacinal no país está em queda. Números do PNI analisados pela BBC Brasil mostram que o governo tem tido cada vez mais dificuldade em bater a meta de vacinar a maior parte da população. Um exemplo é a poliomielite: a doença, responsável pela paralisia infantil, está erradicada no país desde 1990.
Em 2016, no entanto, o país registrou a pior taxa de imunização dos últimos doze anos: 84% no total, contra meta de 95%, recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os dados de 2016 são parciais até outubro, mas emitidos após a campanha nacional de multivacinação, finalizada em setembro.
Para o governo, é cedo para dizer se há tendência de queda real ou se são oscilações por mudanças em curso no sistema de notificação - porém, os números já preocupam. "Ainda é muito precoce para dizer se há oscilação real, mas estamos preocupados, sim. O sinal amarelo acendeu," afirma Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunização.

Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-41045273. Acesso em 14/08/18

TEXTO III




terça-feira, 17 de julho de 2018

ATIVIDADE DE COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO - GÊNEROS DIVERSOS



TEXTO I

A Geração “Floco De Neve”: Pessoas Sensíveis Que Se Ofendem Por Tudo
Portal Raízes

Quando imaginamos um floco de neve, nós o associamos à beleza e singularidade, mas também à sua enorme vulnerabilidade e fragilidade. Estas são precisamente duas das características que definem as pessoas que atingiram a idade adulta na década de 2010. Afirma-se que a geração “floco de neve” seja formada por pessoas extremamente sensíveis aos pontos de vista que desafiam sua visão do mundo e que respondem com uma suscetibilidade excessiva às menores queixas, com pouca resiliência.
A voz de alarme, por assim dizer, foi dada por alguns professores de universidades como Yale, Oxford e Cambridge, que notaram que a nova geração de alunos que frequentavam suas aulas era particularmente suscetível, não tolerante à frustração e particularmente inclinados a fazerem uma tempestade em um copo de água.
Cada geração reflete a sociedade que eles viveram
Dizem que as crianças saem mais ao padrão da sua geração que aos pais. Não há dúvida de que, para entender a personalidade e o comportamento de alguém, é impossível abstrair do relacionamento que estabeleceu com seus pais durante a infância e a adolescência, mas também é verdade que os padrões e expectativas sociais também desempenham um papel importante no estilo educacional e moldam algumas características de personalidade. Em resumo, podemos dizer que a sociedade é a terra onde a semente é plantada e crescida e os pais são os jardineiros que são responsáveis por fazer crescer.
Isso não significa que todas as pessoas de uma geração respondam ao mesmo padrão, felizmente há sempre diferenças individuais. No entanto, não se pode negar que as diferentes gerações têm metas, sonhos e formas de comportamento característico que são o resultado das circunstâncias que tiveram que viver e, em alguns casos, tornam-se inimagináveis em outras gerações.
Claro, o mais importante é não colocar rótulos, mas analisemos para entender o que está na base desse fenômeno, para não repetir os erros e para que possamos dar a devida importância a habilidades de vida tão importantes quanto a Inteligência Emocional e a resiliência.

Disponível em https://www.portalraizes.com/geracao-floco-de-neve/. Acesso em 23/04/2018.

01. De acordo com o texto, a geração “Floco de neve” se comporta de modo
A) questionador e crítico.
B) desencorajador e pessimista.
C) melindroso e apático.
D) impaciente e improvisado.
E) imprudente e passivo.

02. Sobre a influência dos padrões sociais de uma época na construção da personalidade de uma pessoa, percebe-se que o autor
A) concorda totalmente com essa afirmação, sem considerar exceções.
B) discorda desse pensamento e atribui à família a influência comportamental.
C) concorda parcialmente com essa afirmação, sem considerar o papel da família.
D) concorda em parte com essa afirmação, reconhecendo exceções.
E) discorda do posicionamento de alguns psicólogos sobre o comportamento dos jovens.

03. Nesse texto, verifica-se que a presença da opinião do autor em relação ao tema é visível em alguns momentos do texto. Então, assinale a alternativa que evidencia melhor uma dessas opiniões do autor.

A) “Quando imaginamos um floco de neve, nós o associamos à beleza e singularidade, mas também à sua enorme vulnerabilidade e fragilidade”
B) “Não há dúvida de que, para entender a personalidade e o comportamento de alguém, é impossível abstrair do relacionamento que estabeleceu com seus pais...”
C) “A voz de alarme, por assim dizer, foi dada por alguns professores de universidades como Yale, Oxford e Cambridge...”
D) “Afirma-se que a geração “floco de neve” seja formada por pessoas extremamente sensíveis aos pontos de vista que desafiam sua visão do mundo...”.


04. No período “...é impossível abstrair do relacionamento que estabeleceu com seus pais durante a infância e a adolescência, mas também é verdade que os padrões e expectativas sociais também desempenham...”, a expressão destacada liga ideias que
A) se somam.
B) se contradizem.
C) indicam finalidade.
D) indicam consequência.
E) indicam proporção.

Texto II - Charge


Disponível em https://mnm162dg1.wordpress.com/2016/10/27/charges-combate-a-intolerancia/. Acesso em 17/07/18.

05. A charge acima representa uma situação com a qual a sociedade brasileira está lidando nos últimos tempos que diz respeito

A) à capacidade crítica da população que vem se acentuando nos últimos tempos.
B) à luta pela tolerância e pelo respeito à diversidade em todas as esferas da vida do cidadão.
C) aos sentimentos pessimistas e depressivos que afligem as pessoas nos tempos modernos.
D) a julgamentos comportamentais superficiais e precipitados que algumas pessoas fazem das outras.
E) às opiniões contraditórias que enriquecem o pensamento crítico.

06. O uso das reticências (...) no primeiro balão tem a função de
A) interromper um pensamento que o falante julgou ser inconveniente.
B) mostrar que o falante esqueceu o que ele ia dizer.
C) mostrar que as pessoas se indignam diante de comentários preconceituosos.
D) mostrar que a pessoa ficou com medo de falar.

E) mostrar a intolerância das pessoas que não deixaram o personagem terminar de falar.

Texto III - Tirinha


Disponível em http://tiras-do-calvin.tumblr.com/. Acesso em 17/07/18

07. Através da fala do Calvin no último quadrinho, pode-se concluir que

A) ele conseguiu convencer a professora e foi brincar no parquinho.
B) ele esperou pacientemente a permissão da professora.
C) ele não conseguiu o que pretendia mesmo argumentando com a professora.
D) ele não quis assistir à aula e também não foi brincar no parquinho.
E) ele não respeitou a ordem da professora e mesmo assim foi brincar no parquinho.

08. Ao falar com a professora o personagem Calvin utilizou uma linguagem
A) informal, porque tinha intimidade com a professora.
B) formal, porque a professora pertence a uma classe social mais elevada.
C) coloquial, porque ele usou muitas gírias e expressões populares.
D) conotativa, porque ele usou palavras no sentido figurado.
E) culta, porque ele usou a modalidade formal da língua, já que se retratava a sua professora.

09. Que estratégia argumentativa leva o personagem Calvin a persuadir sua interlocutora?
A) Uso de uma prova concreta incontestável.
B) Demonstração de um raciocínio lógico.
C) Citação de uma opinião unânime.
D) Comparação entre dois pensamentos opostos.
E) Convencimento através da exposição de vantagens.

10. A palavra “prerrogativa” pode ser substituída na fala de Calvin por qual outra palavra que não provoque alteração de sentido?
A) Privilégio.
B) Capacidade.
C) Direito.
D) Vantagem.
E) Oportunidade

11. A expressão “sendo assim” usada no terceiro quadrinho é um operador argumentativo que pode ser substituído por
A) desse modo.
B) ou seja.
C) em contrapartida.
D) de outra forma.
E) mesmo assim.




GABARITO: 01. C/ 02. D/ 03. B/ 04. A/ 05. D/ 06. E/ 07. C/ 08. E/ 09. B/ 10. C/ 11. A