terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

MEU POEMA LÁGRIMAS MARRONS

Inspirada pelo poema de Carlos Drummond de Andrade, postado aqui no meu blog, quis manifestar minha indignação e revolta por ver como desastres humanos e ambientais acontecem em nosso país, promovidos por empresas que não apresentam a menor responsabilidade pelas atividades lucrativas que desenvolvem,  além de não serem punidas ou não cumprirem as supostas "punições" atribuídas por uma justiça tendenciosa a defender os interesses de quem detém o dinheiro e o poder. A escrita faz parte da minha vida, pois é através dela que encontro o desabafo!

POEMA 

LÁGRIMAS MARRONS





LÁGRIMAS MARRONS

A parede rompe
A lama vem
Exterminando tudo
Como a convém
Quanto Valem dezenas, centenas, milhares de vida
Diante do lucro voraz?
São histórias e amores que não voltam jamais!
Sem voz e sem vez
Ficamos estáticos
Vítimas perfeitas
Da ganância alheia!
Transbordam o choro e a indignação
Daqueles que perderam o coração!
Quanto Vale uma tragédia
Antes de cair na amnésia?

SUZIANE BRASIL COELHO


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Poema de Carlos Drummond de Andrade O Rio é doce?

A última proposta de redação postada no blog, de número 49, foi "O conflito entre os interesses econômicos e a responsabilidade ambiental". Para refletir mais um pouco sobre isso, resgatamos um poema do brilhante escritor Carlos Drummond de Andrade, que nos permite perceber a já antecipada preocupação do poeta em relação às atividades da mineradora Vale e de outras empresas que exploram as nossas riquezas e o nosso povo, sem a menor responsabilidade sobre os possíveis danos causados. Se quiser, podem usá-lo como repertório sociocultural na redação. Fica a dica!!!!