segunda-feira, 9 de outubro de 2017

MODELO DE REDAÇÃO ESTILO ENEM (5) - TEMA: A IMPORTÂNCIA DOS VALORES ÉTICOS PARA O DESENVOLVIMENTO NA NAÇÃO

Olá, galera! Hoje compartilho com vocês um modelo de redação estilo Enem sobre um tema postado aqui no blog, em 11 de julho deste ano, que trata da IMPORTÂNCIA DOS VALORES ÉTICOS PARA O DESENVOLVIMENTO DA NAÇÃO - Proposta de Redação 32 - acessível pelo link https://decifrandotextosecontextos.blogspot.com.br/2017/07/.

Para iniciar a nossa conversa, é necessário destacar que o primeiro passo para desenvolver um bom texto dissertativo-argumentativo é a correta interpretação do tema proposto. 
Normalmente, verifico em minhas aulas que muitos estudantes tendem a selecionar algumas palavras que eles consideram principais do tema para desenvolver o seu texto, ou fazem interpretação equivocada sobre o problema principal que deveria ser abordado. 
Ao aplicar a redação em sala sobre o tema A IMPORTÂNCIA DOS VALORES ÉTICOS PARA O DESENVOLVIMENTO DA NAÇÃO, percebi que muitos, mas muitos mesmos, dos meus alunos dedicaram o seu texto a falar da corrupção, como se esse fosse o único problema ético que enfrentamos, outros falaram dos valores éticos, porém deixaram de comentar da importância desses valores para o desenvolvimento da nação. 
Abordagens equivocadas do tema podem levar o candidato a tirar nota ZERO na redação por FUGA AO TEMA ou, caso haja uma abordagem incompleta da temática proposta, o candidato pode perder muitos pontos por TANGENCIAMENTO, uma espécie de FUGA PARCIAL DO TEMA.
Portanto, ressalto mais uma vez aqui no blog que devemos ter muito cuidado e atenção ao ler a proposta de redação da prova do Enem, pois um dos principais aspectos avaliados é a correta e completa abordagem do tema, a fim de que vocês possam garantir uma nota alta nessa prova.

Professora Suziane Brasil


MODELO DE REDAÇÃO ESTILO ENEM
TEMA: A IMPORTÂNCIA DOS VALORES ÉTICOS PARA O DESENVOLVIMENTO DE UMA NAÇÃO
Para o filósofo espanhol contemporâneo Fernando Savater, “todos os seres humanos agem buscando sua própria felicidade e, portanto, a ética deveria ser uma ferramenta para tornar a felicidade possível para o maior número de pessoas”, isto é, partindo desse princípio defendido por Savater, entende-se que a ética é um fator essencial para a construção de uma nação que visa ao bem coletivo e não apenas a interesses mesquinhos e individualistas, como, infelizmente, constatamos no comportamento de muitos brasileiros, desde políticos a cidadãos comuns. Nessa vereda, destaca-se que a formação de valores éticos é imprescindível a todos os indivíduos que compõem uma sociedade para que ainda possa haver um resquício de esperança de se viver em um país mais justo e íntegro.
Nesse panorama conflituoso de valores do mundo hodierno, uma sociedade que se vangloria de praticar ações corruptas, desonestas e oportunistas, como se isso fosse sinal de esperteza, de sabedoria, com certeza, vive uma crise em seus valores éticos, pois, em nome de sorrateiros interesses, perde-se toda e qualquer dignidade, honestidade, integridade, inclusive, a própria vergonha que, muitas vezes, ainda nos impede de praticar atos ilícitos. Assim como o personagem Fernando Seixas, no livro Senhora, de José de Alencar, não se envergonha de descumprir covardemente sua promessa de casamento com Aurélia para casar-se com Adelaide por dinheiro e status social, uma parcela significativa da população brasileira também adota esse mesmo comportamento individualista e mesquinho, diante de situações da vida cotidiana e política no Brasil.
Em acréscimo, sobreleva notar que, para o desenvolvimento de uma nação, a questão ética é essencial e deve fazer parte do corpo social que compõe todas as esferas de atuação humana, como família, escola, igreja, trabalho e, impreterivelmente, a política. Necessita-se reconhecer, portanto, que a ética deve almejar sempre o bem – estar coletivo e não o individual, assim como defende o filósofo Fernando Savater, pois somente, quando os valores éticos se tornarem intrínsecos ao comportamento do brasileiro, presenciar-se-á a construção de uma sociedade mais justa e íntegra para todos; de uma sociedade que será capaz de indignar-se diante de um caso de corrupção, por exemplo, não porque não pode usufruir também dos desvios de dinheiro, mas porque reconhece que tal ato é ilícito e prejudica todos os cidadãos do país.
Face às considerações aduzidas, confirma-se a ideia da urgente mudança de comportamento da sociedade em relação à formação dos valores éticos de seus constituintes para o pleno desenvolvimento da nação. Para atingir esse propósito, destaca-se a importância de os pais ensinarem aos seus filhos, por meio de atitudes concretas no dia a dia, que todo cidadão deve cultivar padrões éticos, a fim de que ações corruptas e desonestas possam ser minadas do corpo social. Ademais, ressalta-se ainda que a escola, como meio formador de conhecimento e comportamento, deve desenvolver projetos pedagógicos que despertem nos alunos a consciência do bem comum, da coletividade, por meio de ações sociais em prol da comunidade, para que todos os envolvidos possam praticar o altruísmo e não o individualismo, evitando agir como o personagem Fernando Seixas, no livro Senhora.

Autora: Professora Suziane Brasil

terça-feira, 3 de outubro de 2017

PEOPOSTA DE REDAÇÃO ESTILO ENEM (34)



PROPOSTA DE REDAÇÃO
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO em NORMA PADRÃO da língua portuguesa sobre o tema “O USO COMPULSIVO DE CELULARES E SUAS IMPLICAÇÕES NO COMPORTAMENTO DAS PESSOAS”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista.

TEXTO I:
SAÚDE 14/09/2016
Uso compulsivo de celular será discutido em encontro de psiquiatria

Há pessoas que podem entrar num estado de ansiedade e angústia quando estão sem o celular ou a bateria dele está no fim. A nomofobia é um termo recente relacionado ao uso compulsivo da Internet. Esse será um dos temas abordados na 38ª Jornada Cearense de Psiquiatria, que ocorrerá de amanhã a sábado, 17, no Hotel Sonata de Iracema, na Praia de Iracema.
O nome vem da junção das palavras no, mobile e phobia, ou seja, a fobia de permanecer sem conexão móvel. “A nomofobia é um transtorno secundário associado a outros primários, como ansiedade e transtorno de pânico”, cita Antônio Martins, pós-graduando em Terapia Cognitivo-comportamental.
Psiquiatra do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) e uma das palestrantes sobre Mídias Sociais e Saúde Mental no evento, Tatiana Pinho explica que o problema pode estar ligado a transtorno de ansiedade e depressão e prejudicar relações sociais e profissionais. “Esse fenômeno é novo e ainda está começando a ser estudado, mas isso deixa de ser um hábito comum quando começa a prejudicar as atividades e as relações interpessoais”, esclarece.

Diminuição drástica do tempo e da qualidade de sono, negligência nos contatos sociais, como família e amigos, queda de desempenho no trabalho e estudos são algumas das consequências da compulsão.
De acordo com a especialista, pessoas que sofrem de nomofobia deixam o celular ligado 24 horas por dia e enfrentam sintomas de abstinência quando estão sem o aparelho. Medo, ansiedade e estresse ao pensar em sair sem celular são indícios da dependência. Os sintomas podem levar a outros efeitos colaterais, como tremores, sudorese, tontura, dificuldade em respirar, náuseas, dor no peito, aceleração da frequência cardíaca. (...)
 (Ana Rute Ramires/Especial para O POVO)

TEXTO II:
 


Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/350717889708629220/ Acesso em: 04/04/2017, às 17: 16.

TEXTO III:
Pessoas que não conseguem ficar sem celular podem sofrer ansiedade típica da modernidade; 35% dos brasileiros mexem no celular a cada dez minutos
(...) Exagero
No ano passado, um instalador de ar-condicionado reagiu a um assalto, em Vitória, capital de Espírito Santo, e tirou uma selfie, acompanhado do assaltante. Em testemunho o rapaz afirmou que estava andando pela rua quando foi abordado pelo homem, que estava em cima de uma bicicleta, que o mandou entregar o celular. Após negar duas vezes a condição imposta, o jovem empurrou a bicicleta do homem, que ao tentar correr caiu na calçada, o imobilizou com uma chave de braço e tirou a foto enquanto a polícia chegava ao local.
Selfie no México
Óscar Otero Aguilar, um jovem mexicano de 21 anos, morreu no meio do ano passado quando tentou fazer uma selfie para postar na rede social Facebook. O rapaz tentou fazer uma foto em que apontava uma das armas que possuía para sua cabeça, porém Óscar estava embriagado e acidentalmente puxou o gatilho da arma invés de tirar a foto. Segundo a revista “Excelsior” quando os policiais chegaram ao local chamaram de imediato os paramédicos que confirmaram a morte imediata do rapaz.
 


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

ATIVIDADE DE INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO - GÊNERO TEXTUAL: RELATO PESSOAL



MINHA FUGA DA COREIA DO NORTE: RELATO DE UMA SOBREVIVENTE

"Quando eu era pequena, achava que meu país era o melhor do mundo. Cresci cantando uma canção chamada "Nada a Invejar" e eu tinha muito orgulho. Na escola, passávamos muito tempo estudando a história de Kim II-Sung, mas nunca ouvíamos falar muito do mundo lá fora, exceto que os EUA, a Coréia do Sul e o Japão eram inimigos. Embora eu muitas vezes tivesse curiosidade a respeito do mundo externo, eu achava que passaria minha vida inteira na Coréia do Norte, até que tudo mudou de repente.
Quando tinha sete anos, vi pela primeira vez uma execução pública, mas eu achava que a minha vida na Coreia do Norte era normal. Minha família não era pobre, e eu, particularmente, nunca tivera a experiência de passar fome.
Mas um dia, em 1995, minha mãe chegou em casa com uma carta da irmã de um colega de trabalho. Dizia assim, "Quando você ler isso, todos os cinco membros da família não existirão mais neste mundo, porque nós não comemos faz duas semanas. Estamos deitados juntos no chão, e nossos corpos estão tão fracos, que estamos prontos para morrer."
Fiquei muito chocada. Esta foi a primeira vez que fiquei sabendo que pessoas no meu país estavam sofrendo. Pouco tempo depois, quando eu passava por uma estação de trem, vi algo terrível que não consigo apagar da minha memória. Uma mulher sem vida estava deitada no chão, enquanto uma criança magra e faminta em seus braços olhava, desamparada, fixamente para o rosto da mãe. Mas ninguém os ajudava, porque todos estavam muito concentrados em cuidar de si mesmos e de suas famílias.
Uma vasta escassez de alimento atingiu a Coreia do Norte em meados da década de 1990. No fim das contas, mais de um milhão de norte-coreanos morreram durante o período de fome, e muitos só sobreviveram comendo capim, insetos e cascas de árvores. Interrupções no fornecimento de energia elétrica também se tornaram cada vez mais frequentes, então tudo ao meu redor era completamente escuro à noite exceto pelo mar de luzes na China, logo do outro lado do rio perto da minha casa. Sempre me perguntei por que eles tinham luz e nós não. Esta é uma foto de satélite, mostrando a Coreia do Norte à noite, comparada com os países vizinhos.
Este é o rio Amrok, que delimita parte da fronteira entre a Coreia do Norte e a China. Como vocês podem ver, o rio é bem estreito em determinados locais, o que permite que norte-coreanos secretamente atravessem para o outro lado. Mas muitos morrem. Às vezes eu via corpos boiando rio abaixo. Não posso revelar muitos detalhes sobre como saí da Coréia do Norte, mas só posso dizer que, durante os anos difíceis de escassez, eu fui mandada para a China para morar com parentes distantes. Mas eu achei que só ficaria separada da minha família por pouco tempo. Nunca poderia imaginar que levaríamos quatorze anos até voltarmos a viver juntos.
Na China, era difícil viver sendo uma jovem garota, sem minha família. Eu não fazia ideia de como seria a vida como uma refugiada norte-coreana, mas logo descobri que isso não é apenas extremamente difícil, é também muito perigoso, já que refugiados norte-coreanos são considerados, na China, como imigrantes ilegais. Por isso eu vivia constantemente com medo de que minha identidade fosse descoberta, e de que eu fosse repatriada e tivesse um destino terrível de volta à Coreia do Norte. (...)


01. O texto em análise apresenta características comuns ao gênero textual
a) Notícia
b) Relato pessoal
c) Reportagem
d) Crônica
e) Relato de viagem

02. Uma característica linguística marcante desse gênero textual é o uso
 a) da 3ª pessoa do singular por se tratar de um comentário imparcial.
b) verbos no tempo presente para dar a sensação de algo que acabou de acontecer.
c) verbos no pretérito mais que perfeito por indicar uma história muito antiga.
d) da 1ª pessoa do singular por se tratar de um texto de caráter pessoal.
e) da 1ª pessoa do plural para retratar o coletivo dos coreanos que querem fugir da Coreia.

03. O texto é um relato pessoal de uma coreana sobre tudo que viveu para conseguir sair da Coreia do Norte. A partir da leitura do texto, podem-se considerar como características do relato os itens
I. Uma alta carga emotiva por se tratar de experiências pessoais.
II. Um texto de linguagem clara, objetiva e imparcial que dá mais ênfase às ações do que aos sentimentos.
III. É característica do relato a apresentação de uma análise crítica sobre os fatos mencionados.
IV. A subjetividade é uma marca necessária ao gênero relato considerando a sua função comunicativa.
V. A descrição não é a tipologia predominante em um relato, mas é essencial para a sua construção.
VI. Os pronomes como seu, sua, teu, tua, nosso e nossa são uma marca linguística comum nos relatos.

a) Estão corretos os itens I, IV e V.
b) Estão corretos os itens I, III e IV.
c) Estão errados os itens III, V e VI.
d) Estão errados os itens II, IV e V.
e) Estão corretos os itens I, V e VI.

04. A tipologia textual predominante neste gênero textual é
 a) Narrativa, com predominância de verbos no pretérito perfeito e mais-que-perfeito.
b) Descritiva, com destaque para o uso marcante de adjetivos.
c) Expositiva, com predominância de explicações fundamentadas em teorias.
d) Argumentativa, com o objetivo de defender o ponto de vista da coreana.
e) Narrativa, com predominância de verbos no pretérito imperfeito e perfeito.

05. A primeira vez que a norte-coreana percebeu que a situação em que a população vivia na Coreia do Norte era realmente muito difícil foi quando
a) na escola, as crianças passavam muito tempo estudando a história de Kim II-Sung.
b) viu pela primeira vez uma execução pública.
c) sua mãe recebeu uma carta que falava sobre a morte de uma família por fome.
d) uma vasta escassez de alimento atingiu a Coreia do Norte.
e) viu uma mulher sem vida estava deitada no chão com seu filho deitado ao seu lado.

06. O maior de todos os medos da protagonista era de que
a) ela passasse fome com sua família.
b) ela fosse repatriada para a Coréia.
c) algum refugiado morresse na travessia.
d) não conseguisse sobreviver na China.
e) ficasse longe de sua família por muito tempo.

07. “Eu não fazia ideia de como seria a vida como uma refugiada norte-coreana, mas logo descobri que isso não é apenas extremamente difícil, é também muito perigoso, já que refugiados norte-coreanos são considerados, na China, como imigrantes ilegais”. No período em destaque, observam-se três conjunções destacadas e, de acordo com o sentido em que elas foram usadas, pode-se afirmar que indicam, respectivamente, ideias de
a) contradição – explicação – conformidade.
b) conclusão – causa – comparação.
c) oposição – explicação – causa.
d) oposição – causa – comparação. 
e) adição – consequência – causa.

Charge

Disponível em https://pt.slideshare.net/markoabreu/os-refugiados-e-a-crise-migratria. Acesso em 27/09/2017, às 09:57.

08. De acordo com a análise da linguagem não- verbal, pode-se concluir que

I. Os imigrantes, provavelmente, são de origem africana.
II.  A bandeira representa a união europeia.
III. O muro representa a necessidade de se manter a segurança contra os inimigos.
IV. O homem de paletó representa os líderes dos países que não querem receber os imigrantes.
V. O balão com as reticências indica que o líder europeu está em dúvida se permitirá a entrada dos refugiados.
VI. Muitos refugiados entram principalmente nos países europeus por terra.

a) os itens I, II e VI estão corretos.
b) os itens II , III e IV estão corretos.
c) os itens I, II e IV estão corretos.
d) os itens II, V e VI estão corretos.
e) os itens I, III e V estão corretos.

09. Com relação ao uso do “porquê”, pode-se afirmar corretamente que
a) Em “por que você acha que nós viemos aqui roubar?”, o porquê utilizado está incorreto.
b) No primeiro caso, deveria ter sido usado “porque”, junto e sem acento.
c) Em “Porque foi isso que fizemos quando invadimos o seu país”, o porquê foi utilizado está incorreto.
d) No segundo caso, deveria ter sido usado “por quê”, separado e com acento.
e) Em ambas as situações os porquês foram empregados de forma correta.

10. Em “Porque foi isso que fizemos quando invadimos o seu país”, a conjunção subordinativa “quando”  pode ser classificada, de acordo com o sentido que expressa, como
a) condicional.
b) temporal.
c) consecutiva.
d) proporcional.
e) concessiva.



GABARITO: 01. B; 02. D; 03. A; 04. E; 05. C; 06. B; 07. D; 08.C; 09. E; 10.B.