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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

ATIVIDADE DE COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO - GÊNERO TEXTUAL: ARTIGO DE OPINIÃO


GÊNERO TEXTUAL: ARTIGO DE OPINIÃO
ATIVIDADE DE COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
Caos no Espírito Santo: Mais do que um problema policial, um problema ético!
Por: João Neto Pitta
Tiro para o lado, tiro para o outro, assaltos a lojas e a vidas, feitos, não só por quem já é de costume fazê-lo, mas por cidadãos que batem panelas contra a corrupção, que pregam que bandido bom é bandido morto, pelo João de esquerda, pelo José de direita, e também pelo conhecido cidadão de bem.  E claro que isso vai muito além de uma crise policial, estamos vivendo um declínio ético-moral.
Basta pensar o seguinte: quem faz o bem ou deixa de fazer o mal apenas porque está sendo fiscalizado, não é bom, nem ético, é simplesmente alguém astuto. O caso que citei acima, não é abstrato, aconteceu no Espírito Santo, e enquanto muitas pessoas pararam para pensar somente na crise policial, deixaram de pensar no que é ainda mais grave: o problema ético estrutural. A célebre pergunta da filosofia cai bem, quando o assunto é ética – “por que fazemos o que fazemos?”
O romano Cícero costumava dizer que quem faz o que faz, pensando não no bem da atitude em si, mas na boa aparência que o bem traz para quem o faz, não é ético, é esperto.  Ajudar uma velhinha a atravessar a rua visando o júbilo dos olhares que acompanham e não o bem-estar da senhora é atitude de quem visa à aprovação, à aparência, e não à bondade em si, à atitude virtuosa.
O que você faria se fosse invisível?  Longe de qualquer câmera ou de qualquer olhar observador, somente você e a sua sombra tentando resistir à sedução de seus demônios interiores: pegar ou não pegar o celular perdido, o dinheiro, o tênis de marca. São questões que deixo pra você. (...)
Alguém disse certa vez que o Brasileiro se indigna com a corrupção, não pelo motivo de esta ser uma perversão da ética, e sim por não estar participando dela, estando, portanto, na categoria de besta. E uma coisa que o brasileiro não quer ser é besta, um malandro nunca aceitaria tal alcunha.
Somos defensores da ética da conveniência ”Se está bom pra mim, tudo bem!”, o que não percebemos, é que, olhando por essa perspectiva, não somos mais uma sociedade coletiva com direitos sociais, somos bichos acéfalos que terminarão em uma luta de todos contra todos. (...)
(...) A ética também é um pouco disso – antes de fazer qualquer atitude, parar e pensar “o que a minha mãe pensaria sobre isso?” Ela gostaria que eu pescasse na prova? Que eu roubasse a caneta ou o sonho de alguém? A ética também se escora na capacidade de se colocar no lugar dos outros e lembrar que a vida é muito mais do que um cenário uniforme, entendendo os deveres/direitos de cada um nesse pedaço de tempo e universo. É preciso mensurar as nossas atitudes e, de certa maneira, pensar tal como advertiu Kant, generalizando os nossos atos – imaginando, assim, o que aconteceria caso todos mentissem ou furtassem – para que assim possamos construir uma sociedade menos egoísta e mais ética.

01. No artigo em análise, a partir de um fato ocorrido no Espírito Santo, o autor faz um (a)
a) crítica sobre a violência que se instaurou no Espírito Santo durante a greve dos policiais.
b) comentário sobre os direitos trabalhistas dos policiais e a segurança da população.
c) reflexão sobre o comportamento antiético dos cidadãos brasileiros que faz com que não pensemos na coletividade, mas no ganho pessoal.
d) dedução sobre a possível causa dos brasileiros serem tão desonestos e aproveitadores.
e) questionamento sobre as prioridades que o brasileiro elege para as suas vidas.

02. O texto em análise é um artigo de opinião escrito por João Neto Pitta, estudante de Direito e colunista na empresa Caminhos. Quanto a esse gênero, são consideradas corretas as seguintes características?
I. É um texto dissertativo-argumentativo que defende uma opinião sobre um determinado assunto.
II. É um texto expositivo em que o autor explica sobre determinados problemas que afligem a sociedade.
III. É um texto que representa a opinião da empresa jornalística que o publica.
IV. É um texto que pode ser escrito por qualquer cidadão da sociedade que pretende manifestar a sua opinião.
V. A linguagem formal, culta é uma característica desse gênero textual que pretende convencer o leitor de uma determinada opinião.
VI. É publicado somente em revistas e jornais impressos ou televisivos.

a) II – IV – VI.
b) I – IV – V.
c) I – V – VI.
d) II – III – V.
e) I – III – IV.

03. No artigo em análise, o autor defende a tese (ideia principal) de que
a) crimes foram praticados por cidadãos dito honestos.
b) quem não faz algo errado só porque está sendo vigiado é apenas astuto.
c) não adianta ajudar alguém pensando somente no que vai ganhar com isso.
d) somos defensores da ética da conveniência, isto é, só quando nos convém.
e) Vive-se hoje um declínio ético-moral na sociedade brasileira.

 04. A partir de informações e argumentos citados pelo autor sobre o brasileiro, é possível afirmar que
 I. É um povo que luta diariamente pela sua sobrevivência em meio a tanta corrupção.
II. É um povo que se indigna com a corrupção e protesta em prol do bem coletivo.
III. É um povo que só se indigna com a corrupção quando este não usufrui dela.
IV. É um povo adepto da ética pela conveniência.
V. É um povo altruísta, que, antes de tudo, coloca seus interesses na frente dos outros.

a) os itens III e IV estão corretos.
b) os itens I e III estão corretos.
c) os itens II e IV estão corretos.
d) os itens IV e V estão corretos.
e) os itens I e V estão corretos.
  
05. Na conclusão, o autor do texto optou por fazer o fechamento do seu pensamento propondo, principalmente,
a) uma ação concreta que pode ser tomada pelos governos.
b) angústias que deveriam causar indignação às pessoas.
c) ações reflexivas que devem realizadas por todas as pessoas.
d) uma ação concreta que precisa do apoio de toda a sociedade e das instituições.
e) três soluções que visam ao bem coletivo e não à vantagem individual.

06. "Somos defensores da ética da conveniência...". De acordo com o sentido que a frase destacada ganhou no texto, entende-se "ética da conveniência" por
a) defender os valores éticos em qualquer situação da vida.
b) tratar com respeito todas as pessoas com quem temos contato.
c) defender valores éticos somente quando é do meu interesse.
d) assumir um comportamento passivo e submisso diante da vida.
e) defender éticas diferentes conforme as necessidades de cada um.

07. Em "um malandro nunca aceitaria tal alcunha", a palavra "alcunha" pode ser substituída no texto, sem perder o sentido com o qual foi usada, por
a) nome.
b) indignação.
c) sugestão.
d) desatino.
e) ofensa.

 
08. O uso adequado de elementos coesivos em um texto dissertativo-argumentativo fortalece o poder da argumentação. Sabendo disso, observe atentamente as conjunções utilizadas para ligar os períodos a seguir e aponte a alternativa que indica as ideias transmitidas por essas conjunções.

I. "...não só por quem já é de costume fazê-lo, mas por cidadãos que batem panelas contra a corrupção..."
II. "...não é abstrato, aconteceu no Espírito Santo, e enquanto muitas pessoas pararam para pensar somente na crise policial..." 
III. "...e sim por não estar participando dela, estando, portanto, na categoria de besta".

a) contradição - tempo - conclusão.
b) oposição - consequência - conclusão.
c) adição - tempo - explicação.
d) contradição - concessão - explicação.
e) adversidade - consequência - afirmação.

09. "...o que aconteceria caso todos mentissem ou furtassem – para que assim possamos construir uma sociedade menos egoísta e mais ética". Sobre as conjunções destacadas no período, pode-se afirmar que
I. "caso" é um conjunção que dá ideia de condicionalidade.
II. "ou" é uma conjunção que indica alternância de ações.
III. "para que" é uma conjunção que indica uma concessão.
IV. "caso" é uma conjunção que transmite ideia de concessão.
V. "ou" é uma conjunção que introduz uma explicação.
VI. "para que" é uma conjunção que dá ideia de finalidade.

a) I, III e V estão corretos.
b) II, IV e VI estão corretos.
c) II, III e V estão corretos.
d) I, II e VI estão corretos.
e) I, II e IV estão corretos.

 10. A coesão é essencial para que o autor possa expressar claramente as suas ideias em um texto, pois é por meio da ligação entre as orações, os períodos e os parágrafos que se constrói a tessitura textual. Sabendo disso, pode-se afirmar que o termo referente ao pronome "isso" em "E claro que isso vai muito além de uma crise policial, estamos vivendo um declínio ético-moral" é

a) os tiros para um lado, tiros para o outro.
b) o caos no Espírito Santo.
c) os cidadãos que batem panelas.
d) o conhecido cidadão de bem
e) o caso que citei acima.









GABARITO: 01. C; 02. B; 03. E; 04. A; 05. C; 06. C; 07. E; 08. A; 09. D; 10. B




sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

ATIVIDADE DE COMPREENSÃO, INTERPRETAÇÃO, GRAMÁTICA e TEXTO


ATIVIDADE DE COMPREENSÃO, INTERPRETAÇÃO, GRAMÁTICA E TEXTO - GÊNEROS VARIADOS

Versos Íntimos
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!


Augusto dos Anjos

01. Ao analisar a linguagem usada pelo poeta Augusto dos Anjos, percebe-se que na tentativa de se aproximar do leitor e manter um diálogo com ele, o autor utiliza, principalmente,
A) palavras coloquiais que estão presentes no cotidiano do leitor.
B) verbos e pronomes na 2ª pessoa do singular.
C) palavras formais que faziam parte do vocabulário dos leitores da época.
D) verbos e pronomes na 3ª pessoa do singular.
E) a 1ª pessoa do plural, porque ele se inclui no grupo de pessoas com quem dialoga.

02. Os versos “Somente a Ingratidão - esta pantera - / Foi tua companheira inseparável! / Acostuma-te à lama que te espera!” são exemplos de uma característica marcante na poesia de Augusto dos Anjos que é
A) a descrença em Deus e na espiritualidade.
B) a análise subjetiva e emotiva da realidade.
C) a busca incessante por um amor impossível.
D) a contradição entre sentimentos e pensamentos.
E) o pessimismo com relação ao ser humano.

03. Nos versos “O beijo, amigo, é a véspera do escarro, / A mão que afaga é a mesma que apedreja”, percebe-se que o poeta retrata a ação humana do (a)
A) desprezo.
B) inveja.
C) egoísmo.
D) soberba.
E) traição.

04. EmSe a alguém causa inda pena a tua chaga, / Apedreja essa mão vil que te afaga”, a conjunção destacada estabelece coesão com as duas orações seguintes transmitindo ideia de
A) finalidade.
B) causa.
C) condição.
D) conclusão.
E) concessão.

Charge


05. De acordo com a análise dos textos verbal e não verbal da charge, pode-se afirmar que
A) Os problemas que afligem o sistema carcerário são recentes e esporádicos.
B) O sistema prisional brasileiro consegue ressocializar cerca de 50% dos presos.
C) O sistema prisional brasileiro apresenta problemas e deficiências antigos e recorrentes.
D) A maioria dos presos não foi sequer julgada oficialmente e superlotam os presídios.
E) A maioria dos presos não possuem advogados para representá-los e, por isso, ficam mais tempo do que o devido nos presídios.

06. Em “O advogado do Melequinha está aqui e precisa falar com ele”, foi usada uma conjunção que faz a ligação entre as duas orações porque tem valor semântico de
A) oposição, porque une duas ações adversas, contrárias.
B) conclusão, porque une duas ações, em que a segunda é a conclusão da primeira.
C) explicação, porque une duas ações, em que a segunda explica a ideia da primeira.
D) adição, porque une duas ações complementares que se somam.
E) alternância, porque a ocorrência da primeira ação impede a realização da segunda.

Transformar a realidade

Ter uma sociedade inclusiva significa muito mais do que colocar o aluno dentro da sala de aula regular ou universalizar o ensino. Significa apoiar a pessoa com deficiência em todos os âmbitos, fornecendo as condições necessárias para que a cidadania se expresse em sua plenitude. O Poder Público tem papel fundamental nesse processo ao garantir ações que promovam resultados eficazes e eficientes para uma sociedade mais acolhedora.
Não basta, no entanto, criar legislações diversas que teorizem acerca de determinações que não são exequíveis. O ideal é fornecer subsídios para que essa construção rumo à inclusão total se dê cotidianamente – mesmo que aos poucos. Afinal, todos são iguais diante da lei, mas há alguns que necessitam de atendimentos específicos, e o Poder Público deve garantir os subsídios para que não lhes faltem os direitos básicos, principalmente os compromissos firmados na Constituição Federal de 1988.
Há muitos avanços a serem celebrados – é preciso que se ressalte. Os direitos já garantidos, a disseminação do conhecimento sobre a inclusão e a convivência com o diferente são conquistas que, paulatinamente, tomam a sociedade por um impulso que a faz querer mais. E é esse impulso que deve unir família, escola e Poder Público num só pensamento: transformar a realidade.


07. A TESE (ideia principal) defendida no texto é a de que

A) “Ter uma sociedade inclusiva significa muito mais do que colocar o aluno dentro da sala de aula regular ou universalizar o ensino”.
B) “Significa apoiar a pessoa com deficiência em todos os âmbitos, fornecendo as condições necessárias para que a cidadania se expresse em sua plenitude”.
C) “O Poder Público tem papel fundamental nesse processo ao garantir ações que promovam resultados eficazes e eficientes para uma sociedade mais acolhedora”.
D) “O ideal é fornecer subsídios para que essa construção rumo à inclusão total se dê cotidianamente...”
E) “E é esse impulso que deve unir família, escola e Poder Público num só pensamento: transformar a realidade”.

08. Um argumento forte utilizado no texto para justificar a atuação necessária do Poder Público na inclusão das pessoas com deficiência foi de que
A) Ter uma sociedade inclusiva significa muito mais do que colocar o aluno dentro da sala de aula regular ou universalizar o ensino.
B) Não basta criar legislações diversas que teorizem acerca de determinações que não são exequíveis.
C) Afinal, todos são iguais diante da lei, mas há alguns que necessitam de atendimentos específicos.
D) Os direitos já garantidos, a disseminação do conhecimento sobre a inclusão e a convivência com o diferente são conquistas que, paulatinamente, tomam a sociedade por um impulso que a faz querer mais.
E) Não devem faltar aos portadores de deficiência os direitos básicos, principalmente os compromissos firmados na Constituição Federal de 1988.

Cartaz

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=56103

09. O objetivo do cartaz em análise é
A) despertar o senso crítico dos jovens.
B) incentivar o hábito de ler.
C) divulgar bons livros para leitura.
D) estimular a troca de livros para ampliar a leitura.
E) alertar sobre os riscos de ficar sem leitura.

10. Ao ler "Bastam 15 minutos por dia mergulhado nos livros para você se dar melhor nos estudos e na vida" e  a frase "solta a sua imaginação", percebe-se que poderíamos usar, para ligar os períodos, a conjunção

A) "mas", pois a ideia que relaciona os períodos é de oposição.
B) "logo", pois a ideia que relaciona os períodos é de conclusão.
C) "ou", pois a ideia que relaciona os períodos é de alternância.
D) "porque", pois a ideia que relaciona os períodos é de explicação.
E) "mas também", pois a ideia que relaciona os períodos é de adição.



GABARITO: 01. B; 02. E; 03. E; 04. C; 05. C; 06. D; 07. C; 08. E; 09. B; 10. D