domingo, 22 de setembro de 2019

ATIVIDADE SOBRE O GÊNERO TEXTUAL RELATO PESSOAL (REFORMULADA)


ATIVIDADE SOBRE O GÊNERO TEXTUAL RELATO PESSOAL 

TEXTO I
“MINHA FUGA DA COREIA DO NORTE: RELATO DE UMA SOBREVIVENTE”

"Quando eu era pequena, achava que meu país era o melhor do mundo. Cresci cantando uma canção chamada "Nada a Invejar" e eu tinha muito orgulho. Na escola, passávamos muito tempo estudando a história de Kim II-Sung, mas nunca ouvíamos falar muito do mundo lá fora, exceto que os EUA, a Coréia do Sul e o Japão eram inimigos. Embora eu muitas vezes tivesse curiosidade a respeito do mundo externo, eu achava que passaria minha vida inteira na Coréia do Norte, até que tudo mudou de repente.
Quando tinha sete anos, vi pela primeira vez uma execução pública, mas eu achava que a minha vida na Coreia do Norte era normal. Minha família não era pobre, e eu, particularmente, nunca tivera a experiência de passar fome.
Mas um dia, em 1995, minha mãe chegou em casa com uma carta da irmã de um colega de trabalho. Dizia assim, "Quando você ler isso, todos os cinco membros da família não existirão mais neste mundo, porque nós não comemos faz duas semanas. Estamos deitados juntos no chão, e nossos corpos estão tão fracos, que estamos prontos para morrer."
Fiquei muito chocada. Esta foi a primeira vez que fiquei sabendo que pessoas no meu país estavam sofrendo. Pouco tempo depois, quando eu passava por uma estação de trem, vi algo terrível que não consigo apagar da minha memória. Uma mulher sem vida estava deitada no chão, enquanto uma criança magra e faminta em seus braços olhava, desamparada, fixamente para o rosto da mãe. Mas ninguém os ajudava, porque todos estavam muito concentrados em cuidar de si mesmos e de suas famílias.
Uma vasta escassez de alimento atingiu a Coreia do Norte em meados da década de 1990. No fim das contas, mais de um milhão de norte-coreanos morreram durante o período de fome, e muitos só sobreviveram comendo capim, insetos e cascas de árvores. Interrupções no fornecimento de energia elétrica também se tornaram cada vez mais frequentes, então tudo ao meu redor era completamente escuro à noite exceto pelo mar de luzes na China, logo do outro lado do rio perto da minha casa. Sempre me perguntei por que eles tinham luz e nós não. Esta é uma foto de satélite, mostrando a Coreia do Norte à noite, comparada com os países vizinhos.
Este é o rio Amrok, que delimita parte da fronteira entre a Coreia do Norte e a China. Como vocês podem ver, o rio é bem estreito em determinados locais, o que permite que norte-coreanos secretamente atravessem para o outro lado. Mas muitos morrem. Às vezes eu via corpos boiando rio abaixo. Não posso revelar muitos detalhes sobre como saí da Coréia do Norte, mas só posso dizer que, durante os anos difíceis de escassez, eu fui mandada para a China para morar com parentes distantes. Mas eu achei que só ficaria separada da minha família por pouco tempo. Nunca poderia imaginar que levaríamos quatorze anos até voltarmos a viver juntos.
Na China, era difícil viver sendo uma jovem garota, sem minha família. Eu não fazia ideia de como seria a vida como uma refugiada norte-coreana, mas logo descobri que isso não é apenas extremamente difícil, é também muito perigoso, já que refugiados norte-coreanos são considerados, na China, como imigrantes ilegais. Por isso eu vivia constantemente com medo de que minha identidade fosse descoberta, e de que eu fosse repatriada e tivesse um destino terrível de volta à Coreia do Norte. (...)


01. Os gêneros textuais circulam na sociedade diariamente, em uma intensidade frenética, para que possamos nos comunicar e interagir socialmente com as outras pessoas, realizando ações que possibilitam o compartilhamento de informações, a defesa de ideias, as denúncias, as convocatórias, os comunicados, as propagandas e muitas outras. Ao lermos o texto da norte-coreana, percebemos que se trata de um relato pessoal. Como esse gênero pode ser identificado pelos leitores?

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02. Uma característica linguística marcante desse gênero textual é o uso
a) da 3ª pessoa do singular por se tratar de um comentário imparcial.
b) verbos no tempo presente para dar a sensação de algo que acabou de acontecer.
c) verbos no pretérito mais que perfeito por indicar uma história muito antiga.
d) da 1ª pessoa do singular por se tratar de um texto de caráter pessoal.
e) da 1ª pessoa do plural para retratar o coletivo dos coreanos que querem fugir da Coreia.

03. O texto é um relato pessoal de uma coreana sobre tudo que viveu para conseguir sair da Coreia do Norte. A partir da leitura do texto, podem-se considerar como características do relato os itens
I. Uma alta carga emotiva por se tratar de experiências pessoais.
II. Um texto de linguagem clara, objetiva e imparcial que dá mais ênfase às ações do que aos sentimentos.
III. É característica do relato a apresentação de uma análise crítica sobre os fatos mencionados.
IV. A subjetividade é uma marca necessária ao gênero relato considerando a sua função comunicativa.
V. A descrição não é a tipologia predominante em um relato, mas é essencial para a sua construção.
VI. Os pronomes como seu, sua, teu, tua, nosso e nossa são uma marca linguística comum nos relatos.

a) Estão corretos os itens I, IV e V.
b) Estão corretos os itens I, III e IV.
c) Estão errados os itens III, V e VI.
d) Estão errados os itens II, IV e V.
e) Estão corretos os itens I, V e VI.

04. A tipologia textual predominante neste gênero textual é
a) Narrativa, com predominância de verbos no pretérito perfeito e mais-que-perfeito.
b) Descritiva, com destaque para o uso marcante de adjetivos.
c) Expositiva, com predominância de explicações fundamentadas em teorias.
d) Argumentativa, com o objetivo de defender o ponto de vista da coreana.
e) Narrativa, com predominância de verbos no pretérito imperfeito e perfeito.

05. A primeira vez que a norte-coreana percebeu que a situação em que a população vivia na Coreia do Norte era realmente muito difícil foi quando
a) na escola, as crianças passavam muito tempo estudando a história de Kim II-Sung.
b) viu pela primeira vez uma execução pública.
c) sua mãe recebeu uma carta que falava sobre a morte de uma família por fome.
d) uma vasta escassez de alimento atingiu a Coreia do Norte.
e) viu uma mulher sem vida estava deitada no chão com seu filho deitado ao seu lado.

06. O maior de todos os medos da protagonista era de que
a) ela passasse fome com sua família.
b) ela fosse repatriada para a Coréia.
c) algum refugiado morresse na travessia.
d) não conseguisse sobreviver na China.
e) ficasse longe de sua família por muito tempo.

07. Em que situações da vida as pessoas costumam fazer relatos pessoais? Enumere pelo menos quatro exemplos de situações comunicativas em que as pessoas produzem relatos desse tipo.

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TEXTO II
Morre estudante americano que foi preso na Coreia do Norte
Em 19 jun 2017

Uma semana após Otto Warmbier, de 22 anos, ser libertado em coma, família anuncia sua morte em hospital de Ohio, nos EUA. Jovem passou 17 meses preso no país asiático. Médicos afirmam que ele sofreu danos cerebrais. O estudante americano Otto Warmbier, de 22 anos, que esteve preso durante 17 meses na Coreia do Norte antes de retornar aos Estados Unidos em coma há uma semana, morreu nesta segunda-feira (19/06), anunciou sua família num comunicado. A causa da morte não foi divulgada.
"Infelizmente, o maltrato terrível e tortuoso que nosso filho recebeu das mãos de norte-coreanos assegurou que nenhum outro desfecho fosse possível além deste triste que experimentamos hoje", afirmou a família de Warmbier, após a sua morte no Centro Médico da Universidade de Cincinnati, em Ohio.
Warmbier foi detido na Coreia do Norte em janeiro de 2016. Acusado de ter tentado roubar um cartaz de propaganda no hotel no qual estava hospedado como turista, ele foi condenado por subversão a uma pena de 15 anos de prisão e trabalhos forçados.
Em coma, o estudante foi libertado na última terça-feira e transportado de volta aos Estados Unidos. De acordo com médicos, ele sofreu danos cerebrais, mas a causa destes danos não é conhecida.
Pyongyang alegou que Warmbier entrou em coma logo após o julgamento que aconteceu em março do ano passado. O regime disse que o estudante teria contraído botulismo e tomado um remédio para dormir. A família do jovem contesta a versão norte-coreana. Médicos que examinaram Warmbier após sua libertação disseram que não havia sinais de botulismo em seu organismo.
Três americanos continuam presos na Coreia do Norte - dois professores universitários da Universidade de Ciência e Tecnologia de Pyongyang, detidos neste ano, e um sexagenário de origem sul-coreana naturalizado americano, capturado em uma região de fronteira com a China em 2105. Todos são acusados de atos hostis contra o regime de Kim Jong-un.


08. Depois da leitura do texto II, é possível perceber que ele apresenta características comuns ao gênero textual
a) Notícia
b) Crônica
c) Reportagem
d) Relato pessoal
e) Relato de viagem

09. Após ler o texto II, podemos perceber que ele foi escrito com qual objetivo comunicativo?

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10. Com base nas informações do texto II, pode-se concluir que o governo americano e os pais de Otto Warmbier
a) confirmaram a versão dada pelo governo norte-coreano.
b) ameaçaram o governo norte-coreano para que a verdade fosse dita.
c) descobriram o que realmente aconteceu ao americano Otto Warmbier.
d) não acreditaram na versão dada pelo governo norte-coreano.
e) inventaram uma outra versão para atacar o governo norte-coreano.

11. “Todos são acusados de atos hostis contra o regime de Kim Jong-um’. Sabendo que o americano Otto Warmbier foi preso por tentar roubar um cartaz de propaganda no hotel no qual estava hospedado como turista, como você interpreta esses “atos hostis”?

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12. “Morre estudante americano que foi preso na Coreia do Norte”. Em alguns textos, os verbos são empregados no tempo presente, mesmo se referindo a fatos passados, como ocorreu no título do texto II, com o verbo morrer. Qual é a intenção dessa escolha linguística?
a) criar expectativa no leitor.
b) não deixar dúvida no leitor.
d) reforçar a ideia de ação passada.
d) transmitir a sensação de ação futura.
e) transmitir a sensação de que acabou de ocorrer.

13. Os textos I e II falam sobre a Coreia do Norte, mas abordam histórias diferentes. Quais diferenças de estilo textual podemos perceber entre os dois textos (título, conteúdo, tempos verbais...)?

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TEXTO III


14. De acordo com a análise da linguagem não- verbal, pode-se concluir que
I. Os imigrantes, provavelmente, são de origem africana.
II.  A bandeira representa a união europeia.
III. O muro representa a necessidade de se manter a segurança contra os inimigos.
IV. O homem de paletó representa os líderes dos países que não querem receber os imigrantes.
V. O balão com as reticências indica que o líder europeu está em dúvida se permitirá a entrada dos refugiados.
VI. Muitos refugiados entram principalmente nos países europeus por terra.

a) os itens I, II e VI estão corretos.
b) os itens II, III e IV estão corretos.
c) os itens I, II e IV estão corretos.
d) os itens II, V e VI estão corretos.
e) os itens I, III e V estão corretos.

15. O texto I e o texto III abordam a questão dos refugiados. Sobre esses dois textos é correto afirmar que
a) tratam do tema dos refugiados sob a mesma perspectiva, sendo um verbal e o outro não-verbal.
b) mostram os diferentes dramas sofridos pelos refugiados que tentam uma vida melhor.
c) o texto I aborda a rejeição aos refugiados coreanos e africanos que buscam abrigo.
d) o texto II aborda a questão do preconceito racial e a perseguição do Estado.
e) emitem opiniões diferentes sobre o drama dos refugiados africanos e coreanos.

16. Relatos pessoais são importantes para que histórias reais se tornem conhecidas pela família, por amigos, pelo público, por psicólogos ou até pela polícia, caso seja necessário. Isso dependerá do objetivo do relato. Pense em algo da sua vida que queira relatar: uma alegria, uma conquista, uma viagem, uma decepção, um trauma, uma denúncia e escreva a seguir:

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domingo, 8 de setembro de 2019

PROPOSTA DE REDAÇÃO ESTILO ENEM (53) - INCLUSÃO DE PESSOAS AUTISTAS NO BRASIL

PROPOSTA DE REDAÇÃO

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “OS DIREITOS DOS AUTISTAS NO BRASIL E SUA INCLUSÃO NA SOCIEDADE”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I
Regulamenta a Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012,
DECRETA:
*Art. 1º A pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais.
Parágrafo único. Aplicam-se às pessoas com transtorno do espectro autista os direitos e obrigações previstos na Convenção Internacional sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, promulgados pelo Decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009, e na legislação pertinente às pessoas com deficiência.
*Art. 2º É garantido à pessoa com transtorno do espectro autista o direito à saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, respeitadas as suas especificidades.
*Art. 3º É garantida proteção social à pessoa com transtorno do espectro autista em situações de vulnerabilidade ou risco social ou pessoal, nos termos da Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993.
*Art. 4º É dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar o direito da pessoa com transtorno do espectro autista à educação, em sistema educacional inclusivo, garantida a transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a educação superior.
*Art. 5º Ao tomar conhecimento da recusa de matrícula, o órgão competente ouvirá o gestor escolar e decidirá pela aplicação da multa de que trata o caput do art. 7º da Lei nº 12.764, de 2012.
*Art. 6º Qualquer interessado poderá denunciar a recusa da matrícula de estudantes com deficiência ao órgão administrativo competente.
*Art. 7º O órgão público federal que tomar conhecimento da recusa de matrícula de pessoas com deficiência em instituições de ensino vinculadas aos sistemas de ensino estadual, distrital ou municipal deverá comunicar a recusa aos órgãos competentes pelos respectivos sistemas de ensino e ao Ministério Público.
*Art. 8º A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, juntamente ao Conade, promoverá campanhas de conscientização sobre os direitos das pessoas com transtorno do espectro autista e suas famílias.
*Art. 9º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 2 de dezembro de 2014; 193º da Independência e 126º da República.
DILMA ROUSSEFF


TEXTO II
Mãe de autista recebe mensagem de outra mãe negando convite para festa de criança: 'Seu filho é problemático'
O menino tem apenas 2 anos de idade e a mãe que é de Campo Grande (MS) disse que ficou chocada com a mensagem. Mãe do aniversariante disse que as outras crianças "ficam incomodadas" com o garoto.
Por Jaqueline Naujorks, G1 MS — Campo Grande - 03/08/2019

A mãe do pequeno Arthur, de apenas 2 anos de idade, viveu na última semana uma situação dolorosa que é comum a muitas mães com filhos que precisam de cuidados especiais. Sara Onori, de 22 anos, recebeu pelo WhatsApp a mensagem da mãe de um colega de escola do garoto dizendo que não convidaria Arthur, que é autista, para a festa da criança: "Seu filho é meio problemático", disse a mulher.
Na mensagem a mãe da criança diz que a negativa do convite é porque "as outras crianças vão ficar incomodadas". A mulher finaliza dizendo "Espero que você me entenda".
Sara conta que estava em um grupo de mensagens com outras mães e em dado momento percebeu que elas falavam de uma festa. Ao perguntar que festa seria, recebeu a mensagem da mulher e ficou tão chocada que nem sequer respondeu: "Ela era minha amiga e tenho certeza que sabia da condição do Arthur, fiquei tão triste com a mensagem que estou até agora sem ação", desabafou.



TEXTO III


Após protestos, Bolsonaro sanciona lei que inclui autistas no Censo 2020
Presidente se irritou de manhã com manifestantes que cobravam a adoção da medida. Primeira-dama atuou para convencê-lo da importância da questão
Por Da Redação - 18 jul 2019, 18h08

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quinta, 18, o projeto de lei que torna obrigatória a inclusão de informações sobre pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Censo 2020. A pesquisa, produzida pelo IBGE, registra características e condições de vida da população brasileira.
A sanção à medida foi comunicada por Bolsonaro em seu perfil no Twitter. A decisão ocorre após o presidente ter se irritado durante a manhã com um grupo de manifestantes que se reuniu em frente ao Palácio do Alvorada, em Brasília, para cobrá-lo sobre a assinatura da lei. Ele vinha sinalizando desde a semana passada que poderia vetar o projeto.
Bolsonaro assinou a medida ao lado da primeira-dama, Michelle, e do apresentador Marcos Mion. A mulher do presidente fez pressão ao longo dos últimos dias para convencê-lo da importância do projeto. Já Mion, que é pai de um filho autista, foi até Brasília para se reunir com autoridades e impedir o veto. (...)


TEXTO IV



Por Suziane Coelho

terça-feira, 27 de agosto de 2019

PROPOSTA DE REDAÇÃO ESTILO ENEM (52) - PRESERVAÇÃO DA AMAZÔNIA


A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema A NECESSIDADE DE UMA POLÍTICA GOVERNAMENTAL SÉRIA DE PRESERVAÇÃO DA AMAZÔNIA, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I

Desmatamento da Amazônia aumentou 15% no acumulado em 12 meses, diz instituto
Considerando o período entre janeiro e julho, o total da área desmatada foi de 3.348 km². Isso representa uma variação de -0,41% em relação aos mesmos meses de 2018.
Por G1 - 16/08/2019 08h53

O desmatamento da Amazônia aumentou 15% no acumulado de agosto de 2018 a julho de 2019 em comparação com total registrado nos 12 meses anteriores. Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que não é ligado ao governo. A área desmatada nos últimos 12 meses chegou a 5.054 km².
O sistema do Imazon utiliza na medição o período entre agosto e julho da mesma forma que o Prodes, sistema oficial usado pelo governo federal para monitorar o desmatamento da Amazônia.
De acordo com especialistas, o intervalo começa em agosto de um ano e termina no ano seguinte para que se possa abranger melhor as épocas de chuva e seca na região, que podem influenciar na ação de queimadas ou extração de árvores.
Levando em conta apenas o período entre janeiro e julho de 2019, o total da área desmatada, segundo o SAD, foi de 3.348 km². Isso representa uma variação de -0,41% em relação aos mesmos meses de 2018.
Julho teve maior aumento
Se considerado somente o último mês de julho, o desmatamento da Amazônia Legal foi 66% maior do que em julho de 2018, chegando a 1.287 km², segundo o Imazon. Ou seja, 25% do desmate registrado no período foi no mês passado.
A área da Amazônia Legal abrange nove estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e parte dos estados de Mato Grosso, Tocantins e Maranhão. (...)


TEXTO II



Disponível em https://br.pinterest.com/pin/470063279847672441/. Acesso em 24/08/2019.

TEXTO III

'Não queremos propaganda negativa do Brasil', diz Bolsonaro sobre dados do desmatamento na Amazônia
Na semana passada, Bolsonaro afirmou que diretor do Inpe estaria 'agindo a serviço de uma ONG'; segundo o órgão federal, desmatamento na região cresceu 60% em junho
Renata Vieira - 21/07/2019 - 15:56

BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro afirmou, neste domingo, que a maneira como os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre o desmatamento da Amazônia têm sido divulgados prejudica a imagem do país no exterior.
Bolsonaro disse ainda que os ministros Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia, e Ricardo Salles, do Meio Ambiente, vão conversar com o diretor do instituto, Ricardo Magnus Osório Galvão, sobre os dados e sua estratégia de divulgação.
— Ele tem mandato, eu não vou falar com ele. Quem vai falar vai ser o Marcos Pontes e talvez também o Ricardo Salles. O que nós não queremos é uma propaganda negativa do Brasil. A gente não quer fugir da verdade, mas aqueles dados pareceram muito com os do ano passado, e deu um salto, então eu fiquei preocupado com aqueles números, obviamente, e fiquei achando que eles poderiam não estar condizentes com a verdade. Então, ele vai conversar com um desses dois ministros, ou com os dois, durante a semana e toca o barco — afirmou o presidente quando chegava para um almoço numa galeteria em Brasília.
Na sexta-feira, Jair Bolsonaro questionou os dados de aumento do desmatamento na Amazônia e disse suspeitar que o diretor do órgão oficial responsável pela coleta dessas informações está "a serviço de alguma ONG".
Em entrevista à TV Globo neste sábado, Ricardo Galvão afirmou que o presidente está o acusando em público esperando que ele se demita , como fez com o ex-presidente do BNDES Joaquim Levy, que pediu demissão do cargo em junho após críticas de Bolsonaro .
— Eu não vou me demitir, disse Galvão.


TEXTO IV




Por Suziane Coelho



sexta-feira, 23 de agosto de 2019

REPERTÓRIO SOCIOCULTURAL FILÓSOFO BYUNG-CHUL HAN


Você que está se preparando para o Enem 2019 não pode deixar de ler esse material postado no blog decifrandotextosecontextos.blogspot.com sobre o filósofo contemporâneo Byung-Chul Han. Essa matéria foi publicada pelo jornal El País e resume os principais pensamentos defendidos por Han a partir de uma análise dissecante dos comportamentos individuais e sociais na pós-modernidade. Ainda tem dicas de temas para redação em cada tópico abordado! Leia e confira!! 




Byung-Chul Han: “Hoje o indivíduo se explora e acredita que isso é realização”
O filósofo sul-coreano, um destacado dissecador da sociedade do hiperconsumismo, fala sobre suas críticas ao “inferno do igual”

As Torres Gêmeas, edifícios idênticos que se refletem mutuamente, um sistema fechado em si mesmo, impondo o igual e excluindo o diferente e que foram alvo de um ataque que abriu um buraco no sistema global do igual. Ou as pessoas praticando binge watching (maratonas de séries), visualizando continuamente só aquilo de que gostam: mais uma vez, multiplicando o igual, nunca o diferente ou o outro... São duas das poderosas imagens utilizadas pelo filósofo sul coreano Byung-Chul Han (Seul, 1959), um dos mais reconhecidos dissecadores dos males que acometem a sociedade hiperconsumista e neoliberal depois da queda do Muro de Berlim. Livros como A Sociedade do CansaçoPsicopolítica e A Expulsão do Diferente reúnem seu denso discurso intelectual, que ele desenvolve sempre em rede: conecta tudo, como faz com suas mãos muito abertas, de dedos longos que se juntam enquanto ajeita um curto rabo de cavalo.
“No 1984 orwelliano a sociedade era consciente de que estava sendo dominada; hoje não temos nem essa consciência de dominação”, alertou em sua palestra no Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona (CCCB), na Espanha, onde o professor formado e radicado na Alemanha falou sobre a expulsão da diferença. E expôs sua particular visão de mundo, construída a partir da tese de que os indivíduos hoje se autoexploram e têm pavor do outro, do diferente. Vivendo, assim, “no deserto, ou no inferno, do igual”.

Temas:
1. A exposição exagerada nas redes sociais
2. O consumo exacerbado e a ditadura do igual
3. A autenticidade da aparência e do comportamento nas redes sociais.

- Autenticidade. Para Han, as pessoas se vendem como autênticas porque “todos querem ser diferentes uns dos outros”, o que força a “produzir a si mesmo”. E é impossível ser verdadeiramente diferente hoje porque “nessa vontade de ser diferente prossegue o igual”. Resultado: o sistema só permite que existam “diferenças comercializáveis”.


Temas:
1. O capitalismo e a indústria do consumo
2. A padronização como elemento essencial da engrenagem capitalista.

- Os outros. Esta é a chave para suas reflexões mais recentes. “Quanto mais iguais são as pessoas, mais aumenta a produção; essa é a lógica atual; o capital precisa que todos sejamos iguais, até mesmo os turistas; o neoliberalismo não funcionaria se as pessoas fossem diferentes”. Por isso propõe “retornar ao animal original, que não consome nem se comunica de forma desenfreada; não tenho soluções concretas, mas talvez o sistema acabe desmoronando por si mesmo... Em todo caso, vivemos uma época de conformismo radical: a universidade tem clientes e só cria trabalhadores, não forma espiritualmente; o mundo está no limite de sua capacidade; talvez assim chegue a um curto-circuito e recuperemos aquele animal original”.


Temas:
1. O estresse no ambiente de trabalho
2. Trabalho escravo na contemporaneidade
3. Síndrome de Burnout: um drama da sociedade atual

- Autoexploração. Na opinião do filósofo, passou-se do “dever fazer” para o “poder fazer”. “Vive-se com a angústia de não estar fazendo tudo o que poderia ser feito”, e se você não é um vencedor, a culpa é sua. “Hoje a pessoa explora a si mesma achando que está se realizando; é a lógica traiçoeira do neoliberalismo que culmina na síndrome de burnout. E a consequência: “Não há mais contra quem direcionar a revolução, a repressão não vem mais dos outros”. É “a alienação de si mesmo”, que no físico se traduz em anorexias ou em compulsão alimentar ou no consumo exagerado de produtos ou entretenimento.


Temas:
1. Fake News e suas consequências na sociedade.
2. O controle de dados e a manipulação dos usuários.
3. A liberdade de pensamento e o controle de dados.

- ‘Big data’.”Os macrodados tornam supérfluo o pensamento porque se tudo é quantificável, tudo é igual... Estamos em pleno dataísmo: o homem não é mais soberano de si mesmo, mas resultado de uma operação algorítmica que o domina sem que ele perceba; vemos isso na China com a concessão de vistos segundo os dados geridos pelo Estado ou na técnica do reconhecimento facial”. A revolta implicaria em deixar de compartilhar dados ou sair das redes sociais? “Não podemos nos recusar a fornecê-los: uma serra também pode cortar cabeças... É preciso ajustar o sistema: o ebook foi feito para que eu o leia, não para que eu seja lido através de algoritmos... Ou será que o algoritmo agora fará o homem? Nos Estados Unidos vimos a influência do Facebook nas eleições... Precisamos de uma carta digital que recupere a dignidade humana e pensar em uma renda básica para as profissões que serão devoradas pelas novas tecnologias”.


Temas:
1. O respeito à diversidade cultural, social e de gênero.
2. As relações pessoais no século XXI: a conexão com o igual.
3. A influência dos likes na autoestima dos usuários das redes sociais.

- Comunicação. “Sem a presença do outro, a comunicação degenera em um intercâmbio de informação: as relações são substituídas pelas conexões, e assim só se conecta com o igual; a comunicação digital é somente visual, perdemos todos os sentidos; vivemos uma fase em que a comunicação está debilitada como nunca: a comunicação global e dos likes só tolera os mais iguais; o igual não dói!”.


Temas:
1. O conflito entre a vida real e a vida virtual.
2. A realidade distorcida no mundo virtual.

- Jardim. “Eu sou diferente; estou cercado de aparelhos analógicos: tive dois pianos de 400 quilos e por três anos cultivei um jardim secreto que me deu contato com a realidade: cores, aromas, sensações... Permitiu-me perceber a alteridade da terra: a terra tinha peso, fazia tudo com as mãos; o digital não pesa, não tem cheiro, não opõe resistência, você passa um dedo e pronto... É a abolição da realidade; meu próximo livro será esse: Elogio da Terra. O Jardim Secreto. A terra é mais do que dígitos e números.


Temas:
1. A falta de empatia nas relações contemporâneas.
2. A degeneração das relações pessoais pelo egoísmo
3. A incapacidade de perceber o outro na contemporaneidade.
4. O culto a si mesmo incentivado pela exposição nas redes sociais.

- Narcisismo. Han afirma que “ser observado hoje é um aspecto central do ser no mundo”. O problema reside no fato de que “o narcisista é cego na hora de ver o outro” e, sem esse outro, “não se pode produzir o sentimento de autoestima”. O narcisismo teria chegado também àquela que deveria ser uma panaceia, a arte: “Degenerou em narcisismo, está ao serviço do consumo, pagam-se quantias injustificadas por ela, já é vítima do sistema; se fosse alheia ao sistema, seria uma narrativa nova, mas não é”.

Temas:
1. A vida estressante no século XXI e suas consequências.
2. Ócio produtivo: um tempo para a reflexão e a criatividade.
3. O tempo como elemento consumidor de nossas forças e energias.

- Tempo. É preciso revolucionar o uso do tempo, afirma o filósofo, professor em Berlim. “A aceleração atual diminui a capacidade de permanecer: precisamos de um tempo próprio que o sistema produtivo não nos deixa ter; necessitamos de um tempo livre, que significa ficar parado, sem nada produtivo a fazer, mas que não deve ser confundido com um tempo de recuperação para continuar trabalhando; o tempo trabalhado é tempo perdido, não é um tempo para nós”.

Disponível em https://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/07/cultura/1517989873_086219.html. Acesso em 17/06/2019.


Disponível em https://fbb.br/curso-de-filosofia/. Acesos em 26/08/2019.

Por Suziane Coelho