quinta-feira, 16 de abril de 2020

ATIVIDADE DE COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO - GÊNEROS VARIADOS - DESCRITORES DO SPAECE/SAEB


Texto 1

Brasil ainda tem 11,8 milhões de analfabetos, segundo IBGE

Número corresponde a 7,2% da população de 15 anos ou mais
Paula Ferreira
21/12/2017 - 10:00 / 03/10/2018 - 16:40

RIO - O Brasil ainda tem cerca de 11,8 milhões de analfabetos, o que corresponde a 7,2% da população de 15 anos ou mais. Os dados, divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e se referem ao ano de 2016.
A taxa indica que o Brasil não conseguiu alcançar uma das metas intermediárias estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação (PNE) em relação à alfabetização da população com 15 anos ou mais. A meta 9 do PNE determinava a redução do analfabetismo a 6,5% até 2015, o que não aconteceu. A Lei diz ainda que em 2024 o analfabetismo deve estar erradicado do país.
- Há uma questão estrutural do analfabetismo. Ele está muito mais presente entre a população idosa. O que vemos é algo histórico, mais concentrado em uma população mais velha. Vamos diminuir o analfabetismo à medida que essa população mais velha for morrendo, porque atualmente há mais crianças na escola. Basta olhar os percentuais por faixa etária para comparar isso - avalia a pesquisadora do IBGE, Marina Aguas. (...)

D9
Reconhecer gênero discursivo e/ou suas tipologias textuais.

01. Por suas características textuais, o texto 1 pode ser considerado exemplo do gênero textual
A) Resenha crítica.
B) Artigo de opinião.
C) Reportagem.
D) Notícia.
E) Crônica.

Reconhecer a função de linguagem característica do texto.

02. Todos os textos apresentam uma ou mais funções de linguagem, dependendo de objetivo comunicativo. Ao analisar o conteúdo do texto 1, percebe-se que a função de linguagem predominante é
A) metalinguística.
B) referencial.
C) conativa.
D) emotiva.
E) fática.

D9
Reconhecer gênero discursivo e/ou suas tipologias textuais.

03. O texto 1 é composto, principalmente, por duas sequências tipológicas denominadas
A) expositiva e argumentativa.
B) narrativa e dialogal.
C) expositiva e injuntiva.
D) dialogal e argumentativa.
E) argumentativa e injuntiva.

D1
Localizar informação explícita.

04. De acordo com as informações do texto, pode-se afirmar que o Brasil
A) conseguiu cumprir a meta estabelecida para a redução do analfabetismo.
B) conseguirá acabar com o analfabetismo até o ano de 2024.
C) tem na população mais jovem o maior número de analfabetos.
D) não conseguiu cumprir a meta estabelecida para a redução do analfabetismo.
E) 6,5% de analfabetos é a taxa característica de analfabetismo de países mais desenvolvidos.

D17
Reconhecer o sentido das relações lógico-discursivas marcadas por conjunções, advérbios etc.

05. No trecho “Vamos diminuir o analfabetismo à medida que essa população mais velha for morrendo, porque atualmente há mais crianças na escola”, podemos perceber duas ideias que se relacionam por meio da subordinação e da coordenação, indicando, respectivamente,
A) concessão e proporcionalidade.
B) proporcionalidade e explicação.
C) comparação e explicação.
D) proporcionalidade e conclusão.
E) comparação e concessão.

Texto 2

Análise: No Brasil, não existem ações preventivas
Por André Bloc – Jornal O POVO

A tragédia do Ninho do Urubu teve vítimas e tem culpados. O que aconteceu lá é fruto da negligência incrustada na lógica cultural brasileira. No misto de impunidade, irresponsabilidade e possibilidade de margem de lucro maior, o Flamengo foi cúmplice - ou pelo menos conivente - com um desastre de proporções imensas.
O incêndio no alojamento do Centro de Treinamentos (CT) do Flamengo desencadeou toda uma série de ações, todas atrasadas. Corpos de Bombeiros Brasil afora resolveram vistoriar; Ministérios Públicos abriram ações; CTs foram interditados; clubes saíram - ou pelo menos fingiram sair - da dormência habitual para tentar proteger seus atletas de um destino tão triste quanto o dos jovens do Flamengo. O País parece fadado à espera da próxima tragédia para tentar sanar problemas estruturais. De certa forma, o fogo no Ninho do Urubu serve para, finalmente, figuras de poder agirem de forma a impedir que mais incêndios se alastrem.
Em perspectiva, a tragédia podia ter sido muito maior. Parece que apenas o acaso impede que o mesmo ocorra nos CTs de clubes do Ceará, de São Paulo, de Minas Gerais, Acre, Tocantins. Prevenção é palavra que passa longe do vocabulário popular. A surpresa não é o incêndio no Flamengo. O que surpreende é que não aconteça um por ano.


D9
Reconhecer gênero discursivo.

06. Por suas características textuais, o texto 3 pode ser considerado exemplo do gênero textual
A) Artigo de opinião.
B) Resenha crítica.
C) Relato pessoal.
D) Crônica.
E) Notícia.

D2
Inferir informação em texto verbal.

07. A ideia principal defendida no texto acima consiste no argumento de que
A) os clubes de futebol empenham-se em proporcionar aos jovens oportunidades para um futuro melhor.
B) o corpo de bombeiros é o único responsável pela tragédia ocorrida no CT do Flamengo, porque não realizou a devida fiscalização.
C) existem, por parte de empresários e órgãos públicos, despreocupação e descaso com a questão da segurança predial.
D) a tragédia só não foi maior porque havia extintores que foram usados para apagar as chamas do CT.
E) a segurança dos prédios e estabelecimentos está caótica, mas as prefeituras estão intensificando as fiscalizações.

D3
Inferir o sentido de palavra ou expressão.

08. Nas opiniões do jornalista André Bloc, o verbo parecer foi usado coma intenção de
I. “Parece que apenas o acaso impede que o mesmo ocorra nos CTs de clubes do Ceará, de São Paulo, de Minas Gerais, Acre, Tocantins”.
II. “O País parece fadado à espera da próxima tragédia para tentar sanar problemas estruturais”.

A) confirmar suspeitas.
B) suavizar uma crítica.
C) demonstrar empatia.
D) divulgar informações sigilosas.
E) amenizar o sentimento de culpa.

D14
Reconhecer as relações entre partes de um texto, identificando os recursos coesivos que contribuem para sua continuidade.

09. Para interligar as ideias em um texto, é necessário que sejam estabelecidos vários tipos de coesão que façam com que os pensamentos tenham coerência e lógica. A partir disso, observe os termos grifados e indique a que elementos dos textos estão se referindo.

I. “O que aconteceu lá é fruto da negligência incrustrada na lógica cultural brasileira”.
II. “...para tentar proteger seus atletas de um destino tão triste quanto o dos jovens do Flamengo”.
III. “O que surpreende é que não aconteça um por ano”.

A) Ninho do Urubu – destino – incêndio.
B) Flamengo – dormência – prevenção.
C) Alojamento – incêndio – tragédia.
D) Ninho do Urubu -  CTs – incêndio.
E) Flamengo – destino – tragédia.

Texto 3

“Tem Que Tirar Os Moradores De Rua Para As Pessoas Passearem Com Seus Pets”

Desde meados do século XX, em 1948, o direito à moradia passou a ser considerado um direito fundamental pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, que deu o estopim para o começo da Organização das Nações Unidas. Portanto, desde essa época, o direito à moradia é considerado um direito humano universal, isto é, todas as pessoas devem ter acesso – entre os países integrantes da ONU.
Entretanto, a secretária de Desenvolvimento Social e Esporte de Porto Alegre, Comandante Nádia, afirmou, em entrevista coletiva neste sábado (11/05/2019): “nós não vamos admitir uma cidade, uma praça que esteja cheia de morador de rua. É um lugar público e as pessoas não podem levar seus filhos, seus Pets. Não têm condições de caminhar nem em uma calçada, porque uma pessoa se acha no direito de morar na rua”.
A secretária participou de coletiva onde foi apresentada uma alternativa temporária para moradores de rua que comiam no Restaurante Popular, que foi fechado na última quinta-feira (9); para quem vive na rua, será montada, provisoriamente, uma estrutura no Ginásio Tesourinha, no bairro Menino Deus. Dentro de uma carreta com 18 metros de extensão, estacionada próximo do prédio, serão produzidas as refeições. (...)



D2
Inferir informação em texto verbal.

10. Ao observarmos o que diz a Declaração Universal sobre a questão da moradia e a fala da secretária de Desenvolvimento Social de Porto Alegre sobre os moradores de rua, pode-se afirmar que
A) há uma relação de causa e consequência.
B) há uma concordância completa.
C) há um exemplo metaforizado.
D) há uma ironia subentendia.
E) há uma contradição grave.

D6
Distinguir fato de opinião relativa ao fato.

11. Ao analisar as frases abaixo, aponte aqueles que expressa uma opinião.
A) O direito à moradia passou a ser considerado um direito fundamental pela Declaração Universal dos Direitos Humanos
B) A secretária de Desenvolvimento Social e Esporte de Porto Alegre, Comandante Nádia, afirmou, em entrevista coletiva neste sábado.
C) Não têm condições de caminhar nem em uma calçada, porque uma pessoa se acha no direito de morar na rua.
D) A secretária participou de coletiva onde foi apresentada uma alternativa temporária para moradores de rua que comiam no Restaurante Popular.
E) Dentro de uma carreta com 18 metros de extensão, estacionada próximo do prédio, serão produzidas as refeições.

D16
Estabelecer relação entre tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la.

12. No texto acima, para fundamentar a posição do Portal Raízes diante da fala da Secretária Nádia, foi feito o uso de um repertório de cunho
A) Legal.
B) Literário.
C) Histórico.
D) Estatístico.
E) Geográfico.

D17
Reconhecer o sentido das relações lógico-discursivas marcadas por conjunções, advérbios etc.

13. “Portanto, desde essa época, o direito à moradia é considerado um direito humano universal, isto é, todas as pessoas devem ter acesso – entre os países integrantes da ONU”. O termo destacado é empregado no texto quando se pretende
A) introduzir uma informação nova no texto.
B) explicar de outra forma algo que já se havia dito antes.
C) apresentar uma conclusão com base em afirmação anterior.
D) apontar uma contradição entre ideias presente em um mesmo documento.
E) indicar a finalidade para qual a ação mencionada anteriormente foi realizada.



GABARITO: 01.D ; 02.B ; 03.A ; 04.D ; 05.B ; 06. A; 07.C; 08.B ; 09.A ; 10.E ; 11.C ; 12.A; 13. B

terça-feira, 7 de abril de 2020

PROPOSTA DE REDAÇÃO ESTILO ENEM (Nº 60) - ISOLAMENTO SOCIAL



TEXTOS MOTIVADORES
TEXTO I
Coronavírus: infectologista alerta para risco de ‘escapadinhas’ durante quarentena
Segundo médica, uma quebra, mesmo que seja rápida ou perto de casa, pode ser uma forma de se contaminar e também transmitir o vírus para outras pessoas.
Por G1 Vale do Paraíba e Região - 05/04/2020

Após duas semanas de isolamento, ficar em casa tem sido desafiador para algumas pessoas e a tentação de dar uma ‘saidinha’ durante a quarentena pode até parecer inocente, mas a infectologista Márcia Yamamura da Universidade de Federal de São Paulo (Unifesp) alerta para os problemas coletivos que a quebra da quarentena pode ocasionar (veja vídeo acima).
“Quebrar o isolamento causa impacto sim, porque se todo mundo pensar que é só uma saidinha inocente e que não vai acontecer nada, então vamos todos voltar para as nossas atividades rotineiras e vamos acabar expondo as pessoas ao risco de serem contaminadas, principalmente o grupo de risco”, explica a especialista.
Ainda de acordo com a infectologista, tudo que estamos vivendo durante a pandemia é novo e leva um tempo de adaptação, mas é preciso respeitar as regras, já que o novo coronavírus pode causar grandes complicações aos pacientes e o isolamento é a melhor forma de prevenção. (...)



TEXTO II


Coronavírus: Mesmo durante isolamento social, bairros do Rio registram aumento na circulação de pessoas



TEXTO III
Coronavírus: População pobre terá dificuldades em isolamento, afirma infectologista
IBGE mostra alto índice de aglomeração em residências carentes

A situação dos brasileiros mais pobres durante a pandemia do novo coronavírus “é uma grande preocupação” do médico Marco Aurélio Sáfadi, diretor do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e diretor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. “Com mais de 30 anos de experiência, eu nunca trabalhei com tanta ansiedade”, desabafa. (...)
“É inexorável que a doença vá se alastrar. Como pedir isolamento a uma família onde cinco dormem no mesmo cômodo?”, pergunta o médico. Segundo o estudo Sínteses dos Indicadores Sociais do IBGE, de 2019, 5,6% do conjunto da população e 14,5% da população abaixo da linha da pobreza dormem em cômodos com mais de três pessoas. Conforme critério do Banco Mundial, são considerados pobres pessoas que têm rendimento domiciliar per capita inferior a US$ 5,5 por dia, aproximadamente R$ 27,50.
O IBGE informa que uma parcela significativa de brasileiros mora em condições que trazem dificuldades para o controle de epidemias. Segundo dados do instituto, 12% da população reside em locais com ao menos uma inadequação. Além da alta densidade de pessoas na mesma residência, “a utilização de materiais não-duráveis nas paredes externas do domicílio” e “a ausência, no domicílio, de banheiro de uso exclusivo dos moradores – ou seja, um cômodo com instalações sanitárias e para banho”.


TEXTO IV
"Em pronunciamento na TV, Bolsonaro culpa a imprensa e cobra fim do isolamento social
Por Gazeta do Povo

"Em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão na noite desta terça-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro criticou medidas de isolamento social, o fechamento de escolas e o trabalho da imprensa ao falar mais uma vez à população sobre a crise relacionada ao coronavírus. Bolsonaro afirmou que em um primeiro momento o trabalho do governo federal foi traçar uma estratégia para "salvar vidas e evitar o desemprego em massa", mas também combater pânico e histeria (como voltou a chamar a preocupação com a pandemia). O presidente culpou a imprensa que, segundo ele, espalhou "sensação de pavor" e criticou governadores e prefeitos ao comentar medidas de isolamento social adotadas em diversos pontos do país para evitar a propagação da doença. Em sua fala de cerca de 4 minutos, Bolsonaro cobrou o fim “da proibição de transportes, o fechamento de comércio e o confinamento em massa” e afirmou: devemos, sim, voltar à normalidade"."

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/breves/bolsonaro-pronunciamento-teve-coronavirus/
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PROPOSTA DE REDAÇÃO

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “A DIFICULDADE DE RESPEITAR O ISOLAMENTO SOCIAL EM MEIO À PANDEMIA DO CORONAVÍRUS”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.




segunda-feira, 6 de abril de 2020

GÊNEROS TEXTUAIS COBRADOS NOS VESTIBULARES DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ


Olá, galera! Para quem vai prestar o vestibular da Universidade Estadual do Ceará, é interessante saber quais são os gêneros textuais que foram cobrados nos últimos dez anos. Normalmente, as provas de redação disponibilizam duas propostas para que o candidato possa escolher uma e, assim, produzir o seu texto. Podemos perceber que é mais comum a presença de um gênero argumentativo e outro gênero narrativo, mas também encontramos gêneros descritivos. O gênero argumentativo mais pedido é o Artigo de Opinião e o gênero narrativo mais cobrado é a Crônica. Deem uma olhada e se preparem!






segunda-feira, 30 de março de 2020

Reflexões: Crônica "Em tempos de pandemia", de Suziane Brasil Coelho



Gênero Textual: Crônica

Em tempos de pandemia
Qual é a função de um vírus? Hoje pergunto-me o que podemos aprender com a pandemia do coronavírus. Desde a gripe espanhola em 1917, nunca tínhamos precisado tanto da cooperação entre governos e das próprias pessoas para conter uma doença que já está matando milhares. É verdade que muitos sobreviverão, porque são jovens, não têm hipertensão, não têm diabetes, não têm AIDS, não fazem quimioterapia, não precisam de hemodiálise, não têm doença pulmonar, não fizeram transplante, não têm problema cardíaco; outros sobreviverão porque detêm o dinheiro e podem pagar pelo melhor hospital, por melhores médicos, pelos remédios descobertos, por respiradores artificiais; mas também é verdade que muitos outros morrerão por causa de suas idades avançadas, de doenças preexistentes, de tratamentos que baixam a imunidade e pelo simples fato de ser pobre, de não ter acesso a saneamento básico, a água potável, a sabão para lavar as mãos, a uma comida adequada para manter a imunidade em dia. Quem tem mais valor? Quem merece viver e quem pode morrer sem causar consternação e indignação pública? Quando assistimos aos noticiários e vemos o número de mortos, muitos pensam que “como não foi ninguém da minha família, tudo bem, bola pra frente que a economia não pode parar. Foram os avós de outras pessoas, os pais de outras pessoas, os filhos de outras pessoas, os sobrinhos, os netos, mas isso não importa porque não tinham nada a ver comigo”. São incapazes de se sensibilizarem com o drama do outro, de entenderem a importância da coletividade, do bem comum, da preservação da vida, de todas as vidas, e não somente dos sortudos e privilegiados que não se enquadram nos chamados grupos de risco. O nível de insensibilidade é tamanho que nos deparamos com frases do tipo “só mata velhos”, “só morreu porque tinha diabetes”, “só morreu porque já tinha câncer”...Esse “só” é o que me assusta! Quantos “sós” vão surgindo até dizimar boa parte da população? O egoísmo e o individualismo preenchem o vazio daqueles e daquelas que perderam há muito qualquer sinal de empatia pelo outro, fazendo da sociedade um poço cada vez mais profundo, em que aqueles que estão mais acima aproveitam as benesses e os que estão abaixo contentam-se com os restos, ou matam para sobreviver, ou morrem com nada. Muitos se acham imunes e menosprezam os que não são; muitos querem salvar seus negócios, preferindo, assim, perder suas vidas ou a de seus entes. Lembro a estes que no caixão o dinheiro não irá, restarão apenas a prestação de contas, a hora de pesar na balança a maldade e a bondade, o egoísmo e a generosidade, o individualismo e a solidariedade. Nesta balança, não importa o poder aquisitivo, não importam as roupas e os calçados de grife, não importa a carcaça, mas importam as ações, a consciência e o espírito leve. O vírus, mesmo sem querer, veio nos ensinar muitas coisas, coisas simples, que, inclusive, já conhecemos, contudo não valorizamos ou esquecemo-nos de realçá-las em nossa vida cansada, corrida e atropelada. Agora, com mais tempo, temos a chance de cuidar sem pressa dos nossos filhos, dos nossos pais, do nosso lar; preparar aquela comida que faz bem ao corpo e/ou à alma; dar uma atenção maior aos nossos pets; higienizar tudo, até as mentes; ler os escritores que há muito queríamos, mas o relógio não deixava; transcender o espírito e nos solidarizar com aqueles que são mais vulneráveis. A oportunidade a pandemia nos deu, só resta saber se nós iremos aproveitar e nos humanizar, ou se ficaremos estáticos cada um em seu andar, insensíveis e egoístas, esperando a morte chegar.
Autoria: Suziane Brasil Coelho

Professora de Língua Portuguesa

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

PROPOSTA DE REDAÇÃO ESTILO ENEM - EPIDEMIAS E PANDEMIAS (Nº58)


PROPOSTA DE REDAÇÃO ESTILO ENEM

TEXTOS MOTIVADORES

TEXTO I
EPIDEMIAS ATUALMENTE

Em 2014, a África Ocidental enfrentou o maior surto do vírus Ebola já registrado desde a descoberta da doença, em 1976. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que se tratava da maior epidemia de febre hemorrágica em termos de pessoas afetadas, número de mortos e extensão geográfica.
Em 2016, a organização Médicos Sem Fronteiras publicou um alerta para cinco doenças que poderiam ser epidêmicas: cólera, malária, sarampo, meningite e um grupo de doenças menos conhecidas propagadas por vírus e parasitas. Em países menos desenvolvidos, como muitos do continente africano, as epidemias levam a consequências graves e dizima populações.
No Brasil, a epidemia mais grave e insistente em sociedade é causada pelo vetor Aedes aegypti. Por meio dela, doenças como febre amarela, dengue e febre chikungunya afetam de forma expressiva a população. Além disso, novas doenças surgiram, como a infecção pelo zika vírus, que possui consequências graves e alarmantes, como sua associação à  microcefalia congênita e síndromes neurológicas em bebês.
Todos esses casos são um desafio para o sistema de saúde, para a comunidade científica e para a população. O trânsito de pessoas, cada dia mais facilitado, é uma das causas de propagação de doenças entre os continentes, exigindo que medidas estejam sempre sendo pensadas e aprimoradas para evitar que epidemias prejudiquem a sociedade de forma tão grave quanto acontecia antigamente.


TEXTO II





 TEXTO III
O que aconteceu desde que o novo coronavírus foi descoberto na China
O primeiro alerta foi recebido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 31 de dezembro de 2019
Por AFP - 1 fev 2020, 15h41
Desde o seu surgimento, na cidade chinesa de Wuhan, até a intensificação de medidas internacionais de prevenção, confira as principais etapas da epidemia provocada pelo novo coronavírus chinês.
O primeiro alerta foi recebido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 31 de dezembro de 2019. As autoridades chinesas alertaram para o surgimento de uma série de casos de pneumonia de origem desconhecida na cidade de Wuhan, de 11 milhões de habitantes.
Anunciadas em 9 de janeiro pela OMS e pelas autoridades chinesas, as primeiras análises sequenciais do vírus realizadas por equipes chinesas apontam que esses casos de pneum onia se devem a um novo coronavírus.
Autoridades chinesas de saúde anunciam a primeira morte de um paciente com o vírus em 11 de janeiro.


TEXTO IV
Morte de médico que fez alerta sobre o coronavírus gera revolta na China, e governo anuncia investigação
Por G1 - 07/02/2020
A morte do médico Li Wenliang – apontado como um dos primeiros a identificar a existência do surto do novo coronavírus, alertar as autoridades, e ser convocado pela polícia pela atitude – provocou uma onda de revolta na população, informou a agência France Presse.
A reação negativa após a morte do médico levou as autoridades do país a anunciarem a abertura de uma investigação. A prefeitura de Wuhan deu pêsames à família.
A epidemia já matou 637 pessoas na China e 1 nas Filipinas. Mais de 31 mil pessoas estão infectadas com o vírus 2019-nCoV.

O doutor Li, de 34 anos, morreu no hospital central de Wuahn, cidade de 11 milhões de habitantes que está isolada do mundo desde 23 de janeiro. O oftalmologista contraiu a doença quando tratava um paciente.
Doença subestimada
O governo da China vem sendo acusado de subestimar a gravidade do vírus no início da proliferação da doença e de tentar mantê-lo em segredo. A morte de Wenliang ilustra a situação caótica dos hospitais de Wuhan, muito saturados.
Um alto funcionário do governo provincial admitiu na quinta-feira que os profissionais da área da saúde não contam com equipamento de proteção contra o vírus.




PROPOSTA DE REDAÇÃO

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Os desafios no controle das epidemias e pandemias no século XXI”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.




sábado, 21 de dezembro de 2019

RESULTADO DA 6ª EDIÇÃO DA OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA ESCREVENDO O FUTURO


RESULTADO DA 6ª EDIÇÃO DA OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA ESCREVENDO O FUTURO. 

Com muito orgulho, venho compartilhar com todos que visitam meu blog que, na 6ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, a minha aluna Rúbia Ellen e eu fomos premiadas com a medalha de ouro, na categoria Artigo de Opinião.

"Aprendimentos aterrados à beira-mar" foi o título do Artigo de Opinião produzido pela aluna Rúbia Ellen, que discute o projeto de requalificação da Avenida Beira-Mar, em Fortaleza - CE, e mais precisamente sobre o novo aterramento do mar que está sendo feito pela Prefeitura de Fortaleza.


quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

PROPOSTA DE REDAÇÃO ESTILO UECE (UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ) - Nº 3 - GÊNEROS TEXTUAIS

PROPOSTA DE REDAÇÃO ESTILO UECE


Prezado (a) Candidato(a),

Sabe-se que, na sociedade contemporânea, as discussões que envolvem o meio ambiente e a sua sustentabilidade estão em destaque. É possível, cada vez mais, sentir os efeitos maléficos das ações humanas no Planeta, reflexos de uma exacerbada exploração dos recursos naturais, devido aos excessos do modelo de desenvolvimento econômico vigente e da ausência de políticas públicas que possam viabilizar um acesso mais sustentável e consciente aos recursos naturais, como a água, a fauna e a flora, evitando, assim, a degradação do meio ambiente.

Assim, com base em suas leituras e experiências de vida, a partir dos textos motivadores dispostos abaixo, redija um texto sobre o tema Preservação do Meio Ambiente, escolhendo apenas UMA das propostas abaixo:

Proposta 1: Pensando no descaso do homem para com a natureza e nos impactos que isso causa, imagine que você é o editor-chefe de um famoso jornal e elabore um editorial de modo que fique evidente a opinião da empresa jornalística acerca do assunto. Atente-se para as particularidades desse gênero, evidenciando em seu texto uma exposição do assunto e argumentação em defesa de um ponto de vista.


Proposta 2: Como participante de um grupo de contação de histórias voltado para crianças de comunidades carentes, produza uma fábula, considerando as principais características deste gênero textual e usando-as a favor da preservação do meio ambiente. Apresente os personagens e o habitat em que vivem, mostrando as dificuldades que eles vêm passando devido às transformações causadas pela poluição e o desmatamento.

TEXTO I

A queda da barreira em Brumadinho foi a gota d’água em um mar de lama

A gente no Por Que Não? andava desanimado, vendo os primeiros dias do ano trazerem notícias difíceis para quem acha que o meio ambiente não é ‘um bom negócio’ mas sim a nossa casa.
Pensa comigo: imaginemos que eu comprei uma casa linda, bem do jeito que sempre sonhei. (...) Daí chega alguém e diz que a casa vale X reais e que quer adquirir para isso ou aquilo e eu tenho que tentar explicar para essa pessoa que eu não vejo a minha casa como valendo X, ou mil, ou um milhão de reais, mas apenas (“apenas”) como o meu lar.
E assim é com o Por Que Não? – cada um de nós votou em um candidato, cada um tem o seu entendimento particular de política, e o mais importante para cada um é que o coletivo continue falando, e inspirando, de forma independente na medida do possível.
Acreditamos em um mundo melhor, mas quando pessoas, bichos e natureza é soterrada por um mar de lama esse exercício fica mais difícil. Nos últimos tempos fomos, nós também, soterrados por um mar de notícias complicadas.

Por Luciana Sendyk Lu
Disponível em http://porquenao.org/descaso-continua-e-nosso-trabalho-tambem/.  Acesso em 17/ 11/2019


TEXTO II
A fábula do beija flor
Era uma vez um Beija-Flor que fugia de um incêndio juntamente com todos os animais da floresta. Só que o Beija-Flor fazia uma coisa diferente: apanhava gotas de água de um lago e atirava-as para o fogo.
A águia, intrigada, perguntou:
– Ô bichinho, achas que vais apagar o incêndio sozinho com estas gotas?
– Sozinho, sei que não vou - respondeu o Beija-Flor - mas estou a fazer a minha parte.
Envergonhado, a águia chamou os outros pássaros e, juntos, todos entraram na luta contra o incêndio.
Vendo isto, os elefantes venceram seu medo e, enchendo suas trombas com água, também corriam para ajudar. Os macacos pegaram cascas de nozes para carregar água.
No fim, todos os animais, cada um de seu jeito, acharam maneiras de colaborar na luta. Pouco a pouco, o fogo começou a se debilitar quando, de repente, o Ser Celestial da Floresta, admirando a bravura destes bichinhos e comovido, enviou uma chuva que apagou de vez o incêndio e refrescou todos os animais, já tão cansados – mas felizes…
Que possamos todos nós ter a coragem de fazer a nossa parte e a solidariedade de trabalhar juntos – na fé de estarmos abertos para as bênçãos do Sagrado…
Por Wangari Maathai


TEXTO III
Tragédia do óleo no Nordeste: uma dor que vai durar décadas
Por Wilfred Gadêlha*
Era dia 30 de agosto quando manchas negras surgiram no mar de nove praias da Paraíba, entre elas Tambaba, conhecida por ser um paraíso dos naturistas, no litoral sul do estado. Desde então, o Nordeste tem enfrentado uma hecatombe ambiental, social e econômica. O prejuízo é incalculável. Muito porque o governo federal assumiu, desde o início do problema, uma postura covarde, transferindo suas responsabilidades para as esferas estaduais e municipais, mentindo sobre as ações e sobre a origem do vazamento e, principalmente, deixando de repassar informações importantes para o combate à crise. Mais uma vez, deixou os nordestinos à própria sorte. Pior: essa dor será sentida por décadas.
(...) Levando-se em consideração a ausência de uma reação ligeira e coordenada por parte do governo federal, os próximos anos reservam um quadro sombrio. Para o pesquisador do Institute For The Future (IFTF), Jacques Barcia, os próximos dez anos serão marcados por muitos problemas. “Os efeitos reais de crimes ambientais só são sentidos no longo prazo. Mesmo que a crise do vazamento seja contida agora, o impacto do óleo na vida marinha e na saúde das pessoas só deve ser sentido ao longo da próxima década. Não me espantaria surgir uma doença misteriosa nos próximos anos que, eventualmente, será associada ao vazamento – como foi no caso da zika e os casos de microcefalia. Sem falar nos impactos para o turismo e piscicultura”, alerta Barcia.


TEXTO IV

Preservação do meio ambiente
Hoje é o Dia Mundial do Meio Ambiente, mas, como se diz popularmente, ele não tem muito a comemorar. As agressões à natureza não cessam, o que prejudicará o padrão de vida das gerações futuras. Entre os piores ataques estão os desmatamentos e queimadas de florestas e matas. Os cientistas já provaram que, sobretudo nas regiões tropicais, como o Brasil, a retirada da cobertura vegetal provoca alterações no regime de chuvas, tornando o clima mais seco e quente. (...)
Por incrível que pareça, há apenas um especialista ambiental para realizar perícias em 70 unidades de preservação florestal. Estão a seu cargo a realização de perícia, em caso de agressão, em parques, estações ecológicas, reservas da vida silvestre, reservas de desenvolvimento sustentável e reservas biológicas, além de cursos d’água e barragens. (...)
Apesar dessa situação, o trabalho não está parado. O número de inquéritos contra crimes ambientais tem crescido a cada ano. Sem a fiscalização não será possível conter o avanço da desertificação. (...)





 Por Professora Suziane Brasil