segunda-feira, 6 de junho de 2016

MODELO DE TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO ESTILO ENEM (2)


Os discentes que estão estudando o texto dissertativo-argumentativo apresentam, muitas vezes, dificuldades em criar o seu texto e, pensando nisso, apresento uma proposta de redação e uma REDAÇÃO feita com base nas exigências do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Ressalto que não existem modelos fixos, mas variadas formas de se produzir textos da tipologia dissertativo-argumentativa. Entretanto, acredito que, para dar aquele impulso inicial, o modelo apresentado pode ajudar bastante.

PROPOSTA DE REDAÇÃO – PREPARAÇÃO PARA O ENEM

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema “A PRÁTICA DO BULLYING NAS ESCOLAS BRASILEIRAS: UM GRAVE PROBLEMA A SER COMBATIDO”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista.
  
TEXTO 01:                                   

BULLYING NA ESCOLA (Por Thais Pacievitch)

Bullying é de origem inglesa e corresponde a um ato caracterizado pela violência física e/ou psicológica, de forma intencional e continuada, de um individuo, ou grupo contra outro(s) individuo(s), ou grupo(s), sem motivo claro.
No Brasil, a palavra “Bullying” é utilizada principalmente em relação aos atos agressivos entre alunos e/ou grupos de alunos nas escolas. Até pouco tempo, o que hoje reconhecemos como Bullying, era visto como fatos isolados, “briguinhas de criança”, e normalmente família e escola não tomavam atitude nenhuma a respeito.
Atualmente o Bullying é reconhecido como problema crônico nas escolas, e com conseqüências sérias, tanto para vítimas, quanto para agressores. (...)



 TEXTO 02:



TEXTO 03:

PRESIDENTA DILMA SANCIONA LEI DE COMBATE AO BULLYING

Nova norma caracteriza claramente as situações de agressão física, psicológica e moral

A Lei que estabelece o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) em todo o Brasil já está publicada e entra em vigor dentro de 90 dias. O texto foi sancionado pela presidenta Dilma Rousseff e está presente no Diário Oficial da União desta segunda-feira (9). A nova norma caracteriza claramente as situações de agressão física, psicológica e moral que podem ser consideradas bullying e estabelece regras para definir casos de intimidação realizados por meio da internet.
O programa tem por principal objetivo prevenir e combater a prática da intimidação sistemática em toda a sociedade. A abordagem a ser adotada deve evitar, tanto quanto possível, a punição dos agressores, privilegiando mecanismos e instrumentos alternativos que promovam a efetiva responsabilização e a mudança de comportamento hostil.
Lei nº 13.185 determina que será considerada intimidação sistemática (bullying) todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas. A nova Lei entra em vigor dentro de 90 dias.
http://www.brasil.gov.br/governo/2015/11/presidenta-dilma-sanciona-lei-de-combate-ao-bullying

MODELO DE REDAÇÃO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVA ESTILO ENEM


“A PRÁTICA DO BULLYING NAS ESCOLAS BRASILEIRAS: UM GRAVE PROBLEMA A SER COMBATIDO”

Está cada vez mais rotineira, nas escolas brasileiras, a prática de uma violência denominada bullying. Muitas crianças e jovens sofrem diariamente com brincadeiras nada inofensivas, atos violentos e degradantes que os ferem e os humilham diante da comunidade escolar. Essa intimidação sistemática pode gerar sérios transtornos tanto para a vítima quanto para o agressor, que também pode apresentar problemas psicológicos. (*Apresentação geral do tema com considerações pessoais sobre o assunto – configura autoria) A partir dessa observação, reconhece-se, portanto, que o problema do bullying é gravíssimo e deve ser enfrentado por toda sociedade, pois pode destruir a vida de muitas pessoas. (*TESE – pensamento que vai ser defendido ao longo do texto)
Sabe-se que a primeira grande dificuldade que a criança enfrenta se dá no momento em que ela deixa o aconchego do lar e vai viver outras experiências de relacionamento na escola. Nesse momento, começam os desafios de convivência com pessoas diferentes e, logo cedo, os infantes já entram em contato com os preconceitos e, muitas vezes, com a rejeição. Normalmente, o bullying inicia com brincadeiras inocentes que, se não forem monitoradas, esclarecidas, ou até censuradas podem se prolongar por anos, causando na vítima sérios transtornos psicológicos que podem, em casos extremos, provocar o suicídio, (*Explicação sobre como se dá o problema do bullying + considerações pessoais – configura autoria) como foi mostrado, por exemplo, no filme espanhol “Bullying – Provocações sem limites”, em que o personagem principal, Jodi, sofre inúmeras perseguições e agressões, após ir estudar em uma nova escola até que, lamentavelmente, suicida-se. (*Citação de um filme que está relacionado com o tema da redação e com o comentário que foi feito anteriormente – caracteriza repertório sociocultural)
Segundo a psicóloga Ana Cássia Maturano, as vítimas da intimidação sistemática apresentam, no geral, uma personalidade mais frágil e uma baixa autoestima mesmo antes de começarem a sofrer as agressões na escola, fazendo com que, na maioria das vezes, não tenham coragem de se defender e não se sintam seguros em denunciar e/ou pedir ajuda. Já com relação aos agressores, percebe-se que são pessoas que precisam rotineiramente provar a sua superioridade por meio da intimidação, da violência, e não aceitam oponentes. (*Citação da opinião de uma especialista no assunto – caracteriza repertório sociocultural) Entretanto, não é por acaso que sejam assim, pois é muito comum que venham de lares desestruturados, permissivos e/ou violentos. Em ambos os casos, os envolvidos precisam da ajuda dos pais e de acompanhamento especializado. (*Opinião que confirma o que foi exposto da Introdução – configura autoria)
Desse modo, entende-se que é necessário que os gestores e professores estejam atentos à prática de bullying no ambiente escolar e desenvolvam um programa de discussão e de conscientização permanente sobre intimidação sistemática, através de palestras e mesas redondas, inclusive com a participação dos pais, a fim de que todos possam conhecer a problemática e as suas consequências. (*Solução detalhada tendo como agentes principais os gestores e professores, referente ao que foi comentado no 2º parágrafo) Ademais, uma vez detectada tal intimidação, é imprescindível que os genitores e a escola conheçam a extensão do problema e busquem, se necessário, a ajuda de psicólogos para que seja feito um acompanhamento com todos os sujeitos, antes que os transtornos se tornem irreversíveis. Com essas ações, o bullying deixará de ser tomar a alegria de tantas crianças e jovens.(*Solução detalhada tendo como agentes principais os genitores, referente ao que foi comentado no 3º parágrafo)
Autora: Professora Suziane Brasil Coelho


RESUMO DA ESTRUTURA DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVA UTILIZADA NESSA REDAÇÃO

1º Parágrafo: INTRODUÇÃO
- Apresentação geral do tema com considerações pessoais (pensamento próprio) sobre o assunto - configura autoria.
- TESE - pensamento que vai ser defendido ao longo do texto.

2º Parágrafo: DESENVOLVIMENTO
- Explicação sobre como se dá o problema do bullying + considerações pessoais – configura autoria.
- Citação de um filme que está relacionado com o tema da redação e com o comentário que foi feito anteriormente – caracteriza repertório sociocultural.

3º Parágrafo: DESENVOLVIMENTO
- Citação da opinião de uma especialista no assunto em conformidade com o pensamento que está sendo defendido ao longo do texto – caracteriza repertório sociocultural. 
- Opinião que confirma o que foi exposto da Introdução – configura autoria.

4º Parágrafo: CONCLUSÃO
- Solução detalhada tendo como agentes principais os gestores e professores, referente ao que foi comentado no 2º parágrafo.
- Solução detalhada tendo como agentes principais os genitores, referente ao que foi comentado no 3º parágrafo.

Sugestão de detalhamento das intervenções:
- Quem vai fazer? (O AGENTE)
- O que vai fazer? (A AÇÃO)
- Como vai fazer? (O MODO)
- Para que vai fazer? (OBJETIVO/FINALIDADE)-
- Detalhamento (explicação extra sobre um dos elementos anteriores)

sábado, 4 de junho de 2016

ATIVIDADE DE COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO – GÊNERO TEXTUAL: EDITORIAL

ATIVIDADE DE COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO – GÊNERO TEXTUAL: EDITORIAL

TEXTO I:

EDITORIAL  - 29/01/2016

O Brasil no ranking mundial da corrupção
O lugar do Brasil no ranking internacional da corrupção não era bom. Ficou pior

Não é surpresa que o mais recente ranking internacional da corrupção tenha apontado o Brasil com o pior desempenho no mundo. A lista é produzida pela respeitada Transparência Internacional, a ONG com sede em Berlim, fundada em 1993 por um ex-funcionário do Banco Mundial, que empunha a bandeira do combate à corrupção.
A Transparência Internacional assevera que não investiga nem relata casos isolados de corrupção. Seu objetivo é desenvolver ferramentas para combater a corrupção. Para isso, age em parceria com outras organizações afins, empresas e governos. A cada ano, a Transparência Internacional produz um relatório no qual se analisam os índices de percepção de corrupção dos países do mundo.
O lugar do Brasil no ranking internacional da corrupção não era bom. Ficou pior. A Transparência Internacional coloca o Brasil na 76ª posição no ranking de 168 países, uma queda de sete posições em comparação ao relatório anterior. O ranking é montado a partir de sondagens colhidas por diferentes entidades.
Segundo o levantamento, o Brasil empata com Burkina Fasso e Zâmbia, mas perde para países como El Salvador, Bulgária e África do Sul. Dos 100 pontos possíveis, o Brasil conseguiu 38. Portanto, abaixo da média de pontuação do mundo ou mesmo das Américas.
Ressalte-se que o índice (ou o ranking) é estruturado com base na coleta de percepções. É evidente que o estouro do escândalo da Petrobras e toda a sujeira levantada pela Operação Lava Jato são os responsáveis pela queda do Brasil no ranking internacional.
A questão para refletir é a seguinte: mesmo com a corrupção provada e admitida, o Brasil criou barreiras para que os escândalos não se repitam? A resposta é “não”. Um dos estímulos principais à corrupção permanece intacto. No caso, o fatiamento político do setor público como forma de manter o poder. É um problema que se estende também a estados e municípios.
Em contrapartida, é importante ressaltar que a maior percepção da corrupção no Brasil se deu em função do trabalho de instituições como o Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal. A imprensa livre é outro fator determinante. Porém, o avanço só se dará com menos impunidade e porteiras fechadas para os ladrões.

http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2016/01/29/noticiasjornalopiniao,3568366/o-brasil-no-ranking-mundial-da-corrupcao.shtml

01. Os editoriais são gêneros textuais que fazem parte de que grupo de textos?

a) Jurídicos
b) Religiosos
c) Publicitários
d) Jornalísticos
e) Científicos

02. A tipologia textual predominante no gênero textual Editorial corresponde à

a) Narrativa.
b) Descritiva.
c) Injuntiva.
d) Expositiva.
e) Argumentativa.

03. A TESE (principal opinião defendida no texto) defendida no editorial é a de que

a) O Brasil está abaixo da média de pontuação do mundo ou mesmo das Américas com relação à corrupção.
b) O escândalo da Petrobras e da Operação Lava Jato contribuíram para a queda do Brasil no ranking internacional.
 c) O Brasil não criou barreiras para que os atos de corrupção e, por consequência, os escândalos não se repitam mais.
d) A maior percepção da corrupção no Brasil se deu em função do trabalho de instituições como o Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal.
e) O avanço só se dará com menos impunidade e porteiras fechadas para os ladrões.

04. No editorial em estudo, o autor do texto faz uso de argumentos e informações que colaboram para construir a defesa da tese. Indique a alternativa que apresenta as estratégias argumentativas encontradas no texto.

I. Menciona os resultados de uma pesquisa relevante.
II. Cita pensamentos filosóficos.
III. Compara a situação da corrupção no Brasil com a de outros países.
IV. Cita livros que tratam do problema da corrupção.
V. Cita acontecimentos recentes para explicar a posição rebaixada do Brasil no ranking mencionado.
VI. Faz referência a fatos históricos para mostrar que a corrupção é antiga.

a) Estão corretos os itens I, III e VI.
b) Estão corretos os itens II, IV e V.
c) Estão corretos os itens II, III, e V.
d) Estão corretos os itens I, III e V.
e) Estão corretos os itens I, II e VI.

05. Sabe-se que os textos dissertativo-argumentativos são construídos a partir de argumentos e de informações que comprovem esses argumentos. Então, ao analisar as frases seguintes retiradas do texto I, informe se elas correspondem, predominantemente, à informação (I) ou à opinião (O), em seguida, assinale a opção correta.

I. “A lista é produzida pela respeitada Transparência Internacional, a ONG com sede em Berlim, fundada em 1993 por um ex-funcionário do Banco Mundial...” - (     )
II. “Não é surpresa que o mais recente ranking internacional da corrupção tenha apontado o Brasil com o pior desempenho no mundo”. – (      )
III. “A Transparência Internacional coloca o Brasil na 76ª posição no ranking de 168 países,...” – (      )
IV. “A questão para refletir é a seguinte: mesmo com a corrupção provada e admitida, o Brasil criou barreiras para que os escândalos não se repitam? A resposta é “não”.” – (      )
V. “Porém, o avanço só se dará com menos impunidade e porteiras fechadas para os ladrões”. – (      )
VI. “Segundo o levantamento, o Brasil empata com Burkina Fasso e Zâmbia, mas perde para países como El Salvador, Bulgária e África do Sul”. – (      )


a) I – (I); II – (O); III – (I); IV – (O); V – (O); VI – (I).
b) I – (I); II – (O); III – (O); IV – (I); V – (O); VI – (I).
c) I – (O); II – (I); III – (O); IV – (I); V – (O); VI – (O).
d) I – (I); II – (I); III – (I); IV – (O); V – (I); VI – (O).
e) I – (O); II – (O); III – (I); IV – (I); V – (O); VI – (I).


TEXTO II:
EDITORIAL – 26/02/2014

Economizar água já deveria fazer parte de nossa cultura
Uma das mais ricas experiências de convivência com a seca é de Israel

A divulgação pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) do mais recente prognóstico para os próximos três meses em relação à possibilidade de chuvas no Ceará, apesar de indicar pequena melhora na comparação com os dados anteriores, não chega a causar otimismo no povo sertanejo que ainda aguarda um inverno bom para este ano. De acordo com a Funceme a probabilidade de o Estado ter chuvas abaixo da média histórica em março, abril e maio continua sendo de 40%. As pequenas alterações se deram nas categorias de chuvas em torno da média (subiu de 35% para 40%) e chuvas acima da média (caiu de 25% para 20%).
Na verdade, segundo a avaliação dos técnicos, caso se confirme o novo prognóstico, o efeito mais imediato seria a dificuldade de alimentação para o gado. Já quanto à viabilidade do armazenamento de água para consumo humano o reflexo por conta desse quadro não seria tão grande. O fato é que estamos realmente diante de situação na qual é preciso que se pense imediatamente em alternativas de convivência, e não mais que fiquemos a aguardar eternamente pelas chuvas. Nesse sentido, mesmo que o Governo do Estado não tenha aventado a possibilidade de iniciar um racionamento, é preciso que a sociedade se conscientize da importância de poupar água.
A economia de água, por sinal, tem sido tema bastante discutido entre especialistas na temática, justamente antevendo problemas futuros em algumas regiões do planeta. Os momentos de crise são sempre propícios para que se possa mudar, muitas vezes, a cultura de um povo. Por que não fazemos o mesmo agora e já passamos a adotar a economia de água como estratégia para os próximos anos?
Uma das mais ricas experiências de convivência com a seca é de Israel. Lá, nos últimos 30 anos, sem acrescentar uma gota de água, ou um centímetro a mais de terra cultivada, a produção foi aumentada em 17 vezes. Isso por meio da tecnologia, do conhecimento, do uso de forma mais inteligente. Uma das formas de se alcançar isso foi justamente poupando. Hoje, aquele país depende muito menos da chuva. Vê-se, portanto, que é possível combinar meios e métodos com a mudança de cultura.

http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2014/02/26/noticiasjornalopiniao,3212365/economizar-agua-ja-deveria-fazer-parte-de-nossa-cultura.shtml

06. Sobre o gênero textual editorial é correto afirmar:

a) O editorial pode ser escrito por qualquer cidadão que queira manifestar a sua opinião sobre algum assunto.
b) O editorial expõe fatos e informações recentes com o objetivo de deixar os leitores informados sobre os últimos acontecimentos.
c) O editorial representa a opinião da empresa jornalística sobre algum assunto em pauta no momento.
d) O editorial informa a população sobre pesquisas recentes que explicam problemas que estão afetando a sociedade.
e) O editorial expõe a opinião coletiva de determinados grupos da sociedade sobre problemas políticos e sociais.

07. A tese defendida no texto pode ser encontrada em qual trecho a seguir?

a) “...é preciso que se pense imediatamente em alternativas de convivência, e não mais que fiquemos a aguardar eternamente pelas chuvas”.
b) “...apesar de indicar pequena melhora na comparação com os dados anteriores, não chega a causar otimismo no povo sertanejo...”
c) “As pequenas alterações se deram nas categorias de chuvas em torno da média (subiu de 35% para 40%) e chuvas acima da média (caiu de 25% para 20%)”.
d) “A economia de água, por sinal, tem sido tema bastante discutido entre especialistas na temática, justamente antevendo problemas futuros em algumas regiões do planeta”.
e) “Os momentos de crise são sempre propícios para que se possa mudar, muitas vezes, a cultura de um povo”.

08. Para defender uma tese, é necessário que se busque argumentos que levem o seu interlocutor a concordar com o seu pensamento e, para dar sustentação a esses argumentos, algumas estratégias são importantes. No texto II, o autor utilizou quais estratégias argumentativas?

I. Faz referência a fatos históricos para exemplificar como lidamos com os períodos de seca.
II. Cita o prognóstico de um instituto de meteorologia.
III. Compara a situação das poucas no Ceará com a de outros estados do Nordeste.
IV. Cita dados estatísticos que comprovam a escassez de água.
V. Cita opiniões de especialistas sobre diversas tecnologias que poderiam ajudar na economia de água.
VI. Faz comparação entre as formas de lidar com a carência de chuva no Ceará e Israel.

a) Estão corretos os itens I, II e VI.
b) Estão corretos os itens II, IV e VI.
c) Estão corretos os itens I, III e V.
d) Estão corretos os itens II, IV, e V.
e) Estão corretos os itens II, V e VI.

09. Em “Nesse sentido, mesmo que o Governo do Estado não tenha aventado a possibilidade de iniciar um racionamento, é preciso que a sociedade se conscientize da importância de poupar água", a conjunção em destaque foi utilizada para estabelecer qual ideia entre as orações do período?

a) Finalidade
b) Consequência
c) Condição
d) Concessão
e) Proporção

10. No período “Nesse sentido, mesmo que o Governo do Estado não tenha aventado a possibilidade de iniciar um racionamento...”, o termo em destaque poderia ser substituído por qual outro que mantivesse o mesmo sentido?

a) Aprovado
b) Sugerido
c) Defendido
d) Discutido
e) Considerado






GABARITO: 01. D; 02. E; 03. C; 04. D; 05. A; 06. C; 07. A; 08. B; 09. D; 10. E. 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

PROPOSTA DE REDAÇÃO ESTILO ENEM (6)


PROPOSTA DE REDAÇÃO – PREPARAÇÃO PARA O ENEM



A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO em NORMA PADRÃO da língua portuguesa sobre o tema “ELEIÇÕES NO BRASIL: A RESPONSABILIDADE DE CADA CIDADÃO PELA ESCOLHA ADEQUADA DOS SEUS REPRESENTANTES”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista.


TEXTO 01:


A IMPORTÂNCIA DO VOTO CONSCIENTE E BEM DIRECIONADO

Um Brasil melhor surgirá no momento em que se instale definitivamente a ética na política nacional. É notória, quiçá alarmante, a situação de extrema calamidade em que vive o povo brasileiro. Quando digo “povo”, quero retratar a grande maioria dos cidadãos, que vê suas vidas diariamente envoltas numa realidade imoral, criada por falsos representantes seus que, à frente do poder público realizam verdadeiras atrocidades, retribuindo a confiança de toda uma nação na forma de corrupção desmedida, hipocrisia sem pudor e desumanidade irracional.
Inúmeras promessas são feitas assiduamente em todo o território nacional por maus políticos revestidos de más intenções. Travestidos de super-heróis, desfilam um discurso demagógico, garantias de melhoria de condições de vida para a sociedade que, porém, de tão descumpridas, tendem a cair na incredibilidade e em geral não passam do período pré-eleitoral.
A crise brasileira vem se agravando há muitos anos, mas é na atualidade que se mostra mais aguda e complexa. Crise que, num passado não muito longínquo, imaginávamos ser principalmente econômica, mas o presente nos prova que se estende em inúmeros fatores que quase sempre têm origem em má administração e descaso das autoridades que detêm o poder e, que, rotineiramente, evidenciam seu total desprezo pela ética e probidade. (...)

Autor: Alexandre Guimarães Gavião Pinto

http://revistavisaojuridica.uol.com.br/advogados-leis-jurisprudencia/76/artigo272026-1.asp


TEXTO 02:




TEXTO 03:

TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

PESQUISA REVELA QUE COMPRA DE VOTOS AINDA É REALIDADE NO PAÍS

A pesquisa encomendada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre as Eleições 2014 mostra que a compra e venda de votos ainda é uma realidade no Brasil, uma vez que pelo menos 28% dos entrevistados revelou ter conhecimento ou testemunhado essa prática ilegal. A pesquisa foi realizada pela empresa Checon Pesquisa/Borghi e ouviu quase dois mil eleitores de 18 a 60 anos em sete capitais, incluindo o Distrito Federal, de todas as regiões brasileiras e das classes sociais A, B, C e D.
Comprar voto é um crime previsto na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97 – artigo 41-A) e pode levar à cassação do registro ou do diploma do candidato. De acordo com a lei, o candidato não pode doar, oferecer, prometer ou entregar ao eleitor nenhuma vantagem pessoal de qualquer natureza com o fim de obter seu voto. Esse pedido não precisa nem mesmo ser explícito para caracterizar a compra de votos, ou seja, se houver evidência do crime já é suficiente para ensejar a punição.
Uma das conclusões da pesquisa aponta que “a percepção do eleitor no sentido de que a compra de votos é um crime ainda é pequena”. Dessa forma, “muitos enxergam com naturalidade oferecer o voto em troca de benefícios”. O estado que registrou o maior número de pessoas que declaram ter conhecimento de compra de voto foi Roraima, onde 71% dos entrevistados responderam afirmativamente a essa questão. Por outro lado, o Rio Grande do Sul registrou o menor índice, com 18% de respostas positivas. (...)



Instruções:
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.