quinta-feira, 17 de maio de 2018

PROPOSTA DE REDAÇÃO ESTILO ENEM (41) - AS IMPLICAÇÕES DA BANALIZAÇÃO DA AIDS


PROPOSTA DE REDAÇÃO

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “AS IMPLICAÇÕES DA BANALIZAÇÃO DA AIDS NO BRASIL HOJE”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I
AIDS: O NÚMERO DE NOVOS CASOS VOLTOU A CRESCER NO BRASIL
Por Artur Timerman

Precisamos, mais do que nunca, falar sobre AIDS. Enquanto progressos significativos têm sido feitos para eliminar infecções pelo HIV entre crianças, o número de novas contaminações entre adultos cresce. O mais recente relatório da Unaids (Programa da Organização Mundial da Saúde sobre AIDS) sobre o Brasil mostra que a prevenção do HIV precisa ser expandida urgentemente nessa faixa etária.
O Brasil foi um dos primeiros países, entre os de baixa e média renda, a fornecer tratamento gratuito para pessoas que viviam com AIDS. Isso ocorreu em 1996, graças ao Sistema Único de Saúde (SUS). Em consequência dessa política de acesso universal, o Brasil teve uma queda acentuada na taxa de mortalidade associada à AIDS. O país hoje conta com uma das maiores coberturas de tratamento antirretroviral (TARV) entre os países de média e baixa renda: mais da metade (64%) das pessoas que vivem com HIV recebe TARV, enquanto a média global em 2015 foi de 46%.
Mas o problema continua. Os dados da Unaids mostram que em 2010 cerca de 43 mil novos casos de AIDS haviam sido registrados no Brasil. Já em 2015, esse número subira para 44 mil. O país responde por mais de 40% das novas infecções por aids na América Latina, segundo a pesquisa.
O estudo revela ainda que aumentou o número de pessoas que vivem com aids no Brasil. Entre 2010 e 2015, essa população saltou de 700 000 para 830 000 pessoas. O aumento foi de 18%. Hoje, a doença é a causa de 15 000 mortes por ano no país.
Para a Unaids, os brasileiros que viram a epidemia avançar não estão se prevenindo como deveriam; ressalte-se que os jovens compõem o grupo em que se evidencia crescimento mais expressivo no número de novos casos da infecção. Coincidentemente, é o grupo no qual se constata também alarmante aumento no número de casos de sífilis, gonorreia e outras doenças sexualmente transmissíveis.
Outro dado da pesquisa demonstra um fato preocupante: apenas 55% dos brasileiros que vivem com aids hoje recebem o tratamento à base de medicamentos (lembremos, mais uma vez, que esse número era de 64% em 2015).
Esses dados ressaltam a necessidade de nos mantermos atentos. (...)


TEXTO II
As origens da AIDS
Publicado por: Rainer Gonçalves Sousa

No começo do século XX, os habitantes da selva africana tinham o costume de se embrenharem pela densa mata em busca da carne dos macacos. Durante a caça, muitos macacos apresentavam resistência e mordiam os seus futuros predadores. Logo que conseguiam abater um exemplar, esses caçadores colocavam o animal morto e ensanguentado em suas costas. Não raro, o sangue do primata abatido entrava em contato com as feridas daquele caçador africano.
Naquele exato instante, o SIV – um vírus que ataca o sistema imunológico dos macacos – entrava em contato com o organismo humano. Em pouco tempo, a ação desse micro-organismo dava origem ao HIV, responsável pela Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Nesse meio tempo, vários comerciantes de carne de macaco circulavam pelo território africano em cidades onde gastavam seu lucro com as prostitutas locais. Dessa forma, a AIDS acometia as suas primeiras vítimas.
Inicialmente, o reconhecimento da doença e sua transmissão pelo ato sexual eram completamente desconhecidos. Os relatos dos sintomas da AIDS eram comumente confundidos com algum tipo de pneumonia ou anemia profunda. Ao atingirmos a década de 1960, as várias guerras de independência no continente africano fizeram com que alguns infectados se refugiassem na Europa. A partir de então, o vírus da AIDS foi espalhado em novas regiões do planeta.
Um dos primeiros casos registrados no continente americano apareceu no Haiti, no ano de 1978. Na década de 1980, período em que a doença começou a ter maior notoriedade, as explicações para a AIDS circulavam em torno das mais variadas hipóteses. Inicialmente, alguns especialistas identificaram como uma espécie de câncer que acometia somente os homossexuais. Além disso, recomendava-se que o contato com os doentes fosse sistematicamente evitado.
Por conta da alta mortalidade, várias noções equivocadas começaram a se direcionar contra os portadores do vírus HIV. Entretanto, nas últimas décadas, novas pesquisas indicaram as formas de transmissão da doença e que qualquer pessoa – independente da sua escolha sexual – poderia ser acometida pela síndrome. Paralelamente, o desenvolvimento de potentes medicamentos ofereceu uma qualidade de vida maior para os infectados.
Ainda que tantas informações sejam disponibilizadas, vemos que a questão do preconceito e de outros mitos está ligada à doença. Em muitos casos, jovens ignoram a necessidade do uso de preservativos por saberem que os remédios podem oferecer uma vida relativamente confortável. Ao todo, estima-se que vinte e cinco milhões de pessoas tenham sido vitimadas pela doença e que outros 33 milhões sejam portadores do HIV.
Por Rainer Sousa
Mestre em História


TEXTO III




Dica de vídeo sobre a AIDS
Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=8vlVyOwz0J4. Acesso em 13/05/018.



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