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terça-feira, 30 de abril de 2024

PROPOSTA DE REDAÇÃO ESTILO ENEM Nº 73 - ASSUNTO: BULLYING

 

PROPOSTA DE REDAÇÃO ESTILO ENEM

 

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “A NECESSIDADE DO COMBATE AO BULLYING NAS ESCOLAS BRASILEIRAS”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

 TEXTO I

Especialistas indicam formas de combate a atos de intimidação

Um em cada dez estudantes brasileiros é vítima de bullying – anglicismo que se refere a atos de intimidação e violência física ou psicológica, geralmente em ambiente escolar. O dado foi divulgado esta semana pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2015.

Especialistas, como a professora de psicologia Ciomara Shcneider, psicanalista de crianças e adolescentes, defendem que pais e escola devem estar atentos ao comportamento dos jovens e manter sempre abertos os canais de comunicação com eles. Para ela, o diálogo continua a ser a melhor arma contra esse tipo de violência, que pode causar efeitos devastadores em crianças e adolescentes.

A Lei nº 13.185, em vigor desde 2016, classifica o bullying como intimidação sistemática, quando há violência física ou psicológica em atos de humilhação ou discriminação. A classificação também inclui ataques físicos, insultos, ameaças, comentários e apelidos pejorativos, entre outros.

O bullying se diferencia das brigas comuns – as que chegam às vias de fato ou as que ficam apenas na discussão. Isso é considerado normal por Ciomara e chega, segundo ela, a fazer parte do desenvolvimento. O problema, afirma, é quando se torna algo rotineiro, em que um jovem ou grupo começa a perseguir um ou mais colegas.

De acordo com Ciomara, crianças que têm um perfil mais retraído costumam ser as maiores vítimas. No geral, elas apresentam maior dificuldade para se expressar ou se abrir em casa ou na escola. O medo de piorar a situação, quando a chantagem costuma fazer parte das agressões, também contribui para o silêncio.

“Os casos de bullying começam muito mais silenciosos e, por isso, são mais graves. Quem sofre a agressão não conta nem na escola nem na família, mas começa a mudar o comportamento”, explica. De acordo com ela, queda no rendimento escolar, faltas na escola e mudanças no comportamento são os sinais mais frequentes apresentados por quem sofre esse tipo de violência. Por isso, família e escola devem estar sempre atentos para os sinais que são apresentados pelos jovens.

Os mesmos cuidados, alerta a psicóloga, valem para situações enfrentadas fora da escola, seja no mundo virtual – como em casos de cyberbullying –, na vizinhança onde moram ou nos locais que costumam frequentar.

Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Educação

http://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/34487

 TEXTO II

 Adolescente de 13 anos morre após ser agredido pelas costas por dois estudantes em escola no litoral de SP

Pai da vítima afirmou que filho sofria bullying e acredita que a morte aconteceu em decorrência dos golpes nas costas, em uma escola de Praia Grande, SP. O garoto sofreu com dores e dificuldade para respirar. A causa da morte ainda é investigada.

Por Gyovanna Soares, g1 Santos – Em 18/04/2024

Um menino de 13 anos morreu uma semana depois de dois colegas pularem sobre as costas dele dentro de uma escola estadual em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O pai de Carlos Teixeira afirmou que o filho era saudável e acredita que a morte aconteceu em decorrência da agressão sofrida. Segundo apurado pelo g1, o caso foi registrado na Polícia Civil e a causa da morte ainda está sendo investigada.

"A gente leva a criança para escola achando que a criança vai estudar, que vai estar segura e, ao final, olha o que acontece", lamentou o pai de Carlos, Julisses Fleming, de 42 anos, que trabalha como porteiro e manobrista.

Os dois meninos que teriam pulado sobre Carlos estudavam com ele no 6º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Professor Júlio Pardo Couto, conforme apurado pela equipe de reportagem.

A agressão aconteceu no último dia 9 de abril e, segundo o pai, no mesmo dia o adolescente reclamou de dores nas costas e falta de ar.

Julisses disse que levou o filho à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Praia Grande ao menos três vezes na semana, onde o filho era medicado e, em seguida, liberado.

Os sintomas do adolescente se intensificaram na segunda-feira (15) e o pai decidiu levá-lo à UPA Central de Santos (SP), onde ele precisou ser internado e entubado. Na terça-feira (16), ele foi transferido para Santa Casa de Santos e morreu após três paradas cardiorrespiratórias.

https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2024/04/18/adolescente-de-13-anos-morre-apos-ter-sido-agredido-pelas-costas-por-dois-estudantes-em-escola-no-litoral-de-sp.ghtml

TEXTO III




quinta-feira, 22 de outubro de 2020

REDAÇÃO ESTILO ENEM - COMPETÊNCIA 1: CRASE (PARTE 1)

COMPETÊNCIA 1: CRASE (PARTE 1)

          A crase é um fenômeno linguístico que ocorre devido à regência de um nome ou de um verbo que pede a preposição A e, logo depois vem um substantivo feminino que aceita o artigo definido A.

1. O que está relacionado, está relacionado A (preposição)alguma coisa.

2. Ansiedade é um substantivo feminino que aceita o artigo A.

 

·       EXEMPLOS DE FRASES

•        EXPLICAÇÃO

  •          “...situação laborativa se opõe a integridade econômica e pessoal do indivíduo,...” 

•        O verbo “opor-se” é transitivo indireto e pede a preposição A + substantivo feminino (artigo A):

•        “...situação laborativa se opõe à integridade econômica e pessoal do indivíduo,...” 

•        "...faz-se necessário aplicar esse  pensamento as práticas xenofóbicas..."

 

        ·       O verbo “aplicar” é transitivo direto/indireto e pede a preposição A (no objeto indireto) + substantivo feminino (artigo As):

        ·       "...faz-se necessário aplicar esse pensamento às práticas xenofóbicas..." 

•        “...passou a ter dificuldades para se posicionar frente as adversidades de seu cotidiano...”

 

        ·       O nome “frente” pede a preposição A + substantivo feminino (artigo As):

        ·       “...passou a ter dificuldades para se posicionar frente às adversidades de seu cotidiano...” 

 

 

ATENÇÃO: Uma dica que pode ajudar na hora do sufoco, para saber se coloca o sinal indicativo da crase ou não, é trocar (mentalmente) o substantivo feminino por um masculino. Se, com o masculino, usarmos a contração AO, com o feminino, usaremos À.

Exemplo: “Isso se deve (a) ausência do poder público em áreas periféricas”.

Seguindo a dica: Se no lugar de “ausência” (substantivo feminino) usássemos a palavra “descaso” (substantivo masculino), a oração ficaria assim: “Isso se deve AO descaso do poder público em áreas periféricas”.

Sendo assim: Se, com o masculino, usa-se AO, com o feminino, usa-se À.

Exemplo: “Isso se deve à ausência do poder público em áreas periféricas”.