segunda-feira, 11 de julho de 2016

SUGESTÃO DE MODELO DE TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO ESTILO ENEM (3)

MODELO DE TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO

Dando continuidade ao nosso estudo sobre a redação do Enem, hoje compartilho com vocês mais um modelo de redação sobre o tema que postei na semana passada com dicas de repertório sociocultural. No modelo citado, deixo grifadas todas as estratégias de composição textual utilizadas para a produção desse texto.


TEMA: A IMPUNIDADE NO BRASIL E A “JUSTIÇA” COM AS PRÓPRIAS MÃOS


Na contemporaneidade, presencia-se rotineiramente, em todo Brasil, casos de vingança popular que, muitas vezes, culminam com o espancamento e/ou o assassinato de possíveis suspeitos de crimes diversos, que vão desde roubo de celulares a estupros. Essa reação da população é inflamada pela sensação de impunidade que muitos têm com relação à punição dos criminosos que, em alguns casos, não existe e, em outros, parece não ser aplicada a contento. (*Apresentação do tema e apanhado geral sobre o assunto com considerações sobre a situação atual) Apesar da insatisfação da população com a Justiça, acredita-se que a “justiça” com as próprias mãos amplia ainda mais a violência, instaura na sociedade a barbárie e ameaça o estado democrático de direito. (*TESE – pensamento que vai ser defendido ao longo do texto)

Nesse sentido, sabe-se que esse sentimento de impunidade no Brasil é antigo. Há relatos históricos de que o rei Dom João III, nas primeiras décadas de 1500, aplicou a política do perdão, como incentivo ao povoamento da nova terra. (*Argumento pautado em referência histórica – repertório sociocultural) Hoje, não se pode negar que muito foi feito para aprimorar o direito penal, todavia algumas deficiências ainda são constatadas na legislação e na qualidade das investigações policiais. (*Comparação com a situação atual) A punibilidade pelo Estado é moderada e amarrada por diversos princípios que visam garantir, a todos os cidadãos, o Estado democrático de direito, a dignidade da pessoa humana, a presunção da inocência e o direito de defesa. (*Comentário explicativo sobre o que foi mencionado antes) Essas conquistas precisam ser respeitadas para que não se corra o risco de punir um inocente e de cultivar uma violência descomunal de todos contra todo mundo. (*Opinião que reforça a tese e deixa mais marcada a autoria)

De acordo com o filósofo inglês Thomas Hobbes, o homem é o lobo do homem, isto é, o ser humano é o seu próprio e pior predador. (*Repertório filosófico que está relacionado com os comentários que virão depois) A “justiça” aplicada pelo povo diretamente não comporta princípios e leis, pois o que move essas pessoas é o desejo de vingança, é o ódio que corre nas veias. (*Explicação sobre a atitude praticada pela população) Entretanto, muitas vezes, esquecem que tal “justiça” pode ser praticada também pelos parentes e amigos daqueles que foram espancados e mortos, sem o devido julgamento. (*Contra-argumento que retoma a tese defendida) Se atitudes vingativas e insanas forem alimentadas, viveremos mais uma vez a seleção natural de Darwin, em que sobreviverá aquele que for mais forte e capaz de se adaptar ao meio, no caso em questão, aquele que for capaz de torturar e matar mais. (*Opinião sobre o argumento citado anteriormente, com utilização repertório científico) Com certeza, não será assim que a verdadeira justiça irá existir e a paz social estará presente no cotidiano do povo brasileiro. (*Opinião que reforça a tese e deixa mais marcada a autoria)

Por fim, compreende-se aqui que o “justiçamento” popular nem sempre espera a defesa e as provas de culpabilidade, por isso não pode ser considerado justiça. (*Confirmação da opinião defendida na TESE) Para minimizar essa sensação de impunidade que o brasileiro sente, é necessário que o código penal brasileiro seja reavaliado e reformulado pelos legisladores, a fim de que o Judiciário possa julgar mais adequadamente todos os tipos de criminosos. (* 1ªSolução detalhada para o problema da sensação de impunidade) Além disso, é crucial que os governos estaduais invistam mais na polícia civil, para que os agentes possam ter condições reais de investigação e, assim, mais crimes possam ser solucionados e os suspeitos encaminhados à justiça. (* 2ªSolução detalhada para o problema da sensação de impunidade)

RESUMO DA ESTRUTURA DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVA UTILIZADA NESSA REDAÇÃO

1º Parágrafo:
- Apresentação do tema e apanhado geral sobre o assunto com considerações sobre a situação atual.
- TESE – pensamento que vai ser defendido ao longo do texto.

2º Parágrafo:
- Argumento pautado em referência histórica – caracteriza repertório sociocultural.
- Comparação entre o período histórico citado e a situação atual da justiça.
- Comentário explicativo sobre o que foi mencionado antes.
- Opinião que reforça a tese e deixa mais marcada a AUTORIA.

3º Parágrafo:
- Repertório filosófico que está relacionado com os comentários que virão depois.
- Explicação sobre a atitude praticada pela população, exemplificando repertório filosófico citado.
- Contra-argumento que retoma a tese defendida.
- Opinião sobre o argumento citado anteriormente, com utilização repertório científico.
- Explicação sobre o 2º argumento desse parágrafo, fortalecendo o pensamento defendido.
- Opinião que reforça a tese e deixa mais marcada a AUTORIA.

4º Parágrafo:
- Confirmação da opinião defendida na TESE.
- 1ª Solução detalhada para o problema da sensação de impunidade.
- 2ª Solução detalhada para o problema da sensação de impunidade.

Sugestão de detalhamento das intervenções:
- Quem vai fazer?
- O que vai fazer?
- Como vai fazer?
- Por que vai fazer? e/ou Para que vai fazer?

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