quarta-feira, 4 de maio de 2016

ATIVIDADE DE COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO SOBRE O SONETO "EU CANTAREI O AMOR TÃO DOCEMENTE", DE LUÍS DE CAMÕES.

Soneto "Eu cantarei o amor tão docemente"

Eu cantarei o Amor tão docemente,
por uns termos em si tão concertados,
que dois mil acidentes namorados
faça sentir ao peito que não sente.

Farei que o Amor a todos avivente,
pintando mil segredos delicados,
brandas iras, suspiros magoados
temerosa ousadia e pena ausente.

Também, senhora do desprezo honesto
de vossa vista branda e rigorosa,
contentar-me-ei dizendo a menos parte.

Porém, para cantar de vosso gesto
a composição alta e milagrosa,
aqui falta saber, engenho e arte.                                   
                                     
CAMÕES, Luís. In Rimas. Edição de A. J. da Costa Pimpão.Coimbra, Atlântida Editora, 1973.

ATIVIDADE DE COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO - SONETO "EU CANTAREI O AMOR TÃO DOCEMENTE"

01. Na 1ª estrofe do soneto de Luís de Camões, o eu-lírico expressa um desejo. Que desejo é esse?
a) De que as pessoas não devem amar, porque o amor só traz sofrimento e amarguras.
b) De que as pessoas consertem os seus erros e possam amar verdadeiramente.
c) De decifrar o amor, porque, para ele, é um sentimento misterioso.
d) De conseguir nesta vida um amor que possa lhe fazer feliz.
e) De que as pessoas que não amam, possam desfrutar desse sentimento único, que é o amor.

02. Ao dizer Farei que o amor a todos avivente, o eu-lírico quer que
a) o amor preencha o vazio da vida das pessoas.
b) o amor dê vida, alegria e transforme as pessoas.
c) o amor conquiste os que têm medo de amar.
d) as pessoas vivam exclusivamente pelo amor.
e) as pessoas não queiram amar, porque ele faz sofrer.

03. No poema de Luís de Camões, podemos verificar uma das características do Classicismo. Que característica é essa?
a) A referência à mitologia greco-latina.
b) A reverência ao passado glorioso de Portugal e ao povo português.
c) A preferência por temas universais, como o amor.
d) A preocupação com os desconsertos do mundo.
e) O uso da medida velha, com versos de 5 e 7 sílabas poéticas.

04. O eu-lírico reconhece, na última estrofe, que
a) ele ama incondicionalmente a sua musa e nada pode mudar isso.
b) ele não é capaz de amar a senhora na intensidade que ela merece.
c) em seu coração não cabe amor tão grande e sublime.
d) ele não tem força para resistir a este amor que o maltrata.
e) ele não tem competência para descrever poeticamente os gestos da amada.

05. Ao analisar o gênero literário poesia, de Luís de Camões, podem ser considerados corretos os itens

I. O poema, conforme a sua estrutura, pode ser classificado como soneto.
II. Os três últimos versos são decassílabos.
III. Em todos os versos do poema, verificam-se rimas ricas.
IV. A primeira e a segunda estrofes são denominadas de quarteto.
V. As rimas das duas primeiras estrofes são, quanto à sua posição na estrofe, classificadas como paralelas.

a) I, II e IV.
b) I, III e V.
c) II, IV e V.
d) I, II e V.
e) II, III e IV.

06. Ao analisar a expressão, “temerosa ousadia”, percebe-se o uso da figura de linguagem

a) Eufemismo.
b) Metáfora.
c) Ironia.
d) Paradoxo.
e) Prosopopeia.

07. Ao dizer “aqui falta saber, engenho e arte”, a palavra “engenho”, neste verso, pode ser substituída por

a) sabedoria.
b) orientação.
c) habilidade.
d) humildade.
e) esperteza.                                    






Gabarito: 01.E; 02.B;03.C; 04. E; 05. A; 06: D; 07.C

Um comentário: