segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

PROPOSTA DE REDAÇÃO ESTILO ENEM (36)



PROPOSTA DE REDAÇÃO ESTILO ENEM

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema “DEPRESSÃO: UMA DOENÇA SILENCIOSA QUE PODE CEIFAR VIDAS”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista.

TEXTO I
Depressão é tema de campanha da OMS para Dia Mundial da Saúde de 2017

Para o Dia Mundial da Saúde de 2017, lembrado em 7 de abril, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deu início a uma campanha sobre depressão, transtorno que pode afetar pessoas de qualquer idade em qualquer etapa da vida.
Com o lema “Let’s talk” (“Vamos conversar”, em português), a iniciativa reforça que existem formas de prevenir a depressão e também de tratá-la, considerando que ela pode levar a graves consequências.
Conversar abertamente sobre depressão é o primeiro passo para entender melhor o assunto e reduzir o estigma associado a ele. Assim, cada vez mais pessoas poderão procurar ajuda.
Principais fatos
A depressão é um transtorno mental frequente. Globalmente, estima-se que 350 milhões de pessoas de todas as idades sofrem com esse transtorno.
Depressão é a principal causa de incapacidade em todo o mundo e contribui de forma muito importante para a carga global de doenças. Mais mulheres são afetadas pela depressão que homens. Existem vários tratamentos eficazes para a doença.
A condição é diferente das flutuações usuais de humor e das respostas emocionais de curta duração aos desafios da vida cotidiana. Especialmente quando de longa duração e com intensidade moderada ou grave, a depressão pode se tornar uma séria condição de saúde.
Ela pode causar à pessoa afetada um grande sofrimento e disfunção no trabalho, na escola ou no meio familiar. Na pior das hipóteses, a depressão pode levar ao suicídio. Cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano — sendo a segunda principal causa de morte entre pessoas com idade entre 15 e 29 anos.
Embora existam tratamentos eficazes conhecidos para depressão, menos da metade dos afetados no mundo (em muitos países, menos de 10%) recebe tais tratamentos. Os obstáculos ao tratamento eficaz incluem a falta de recursos, a falta de profissionais treinados e o estigma social associado aos transtornos mentais.
Outra barreira ao atendimento eficaz é a avaliação imprecisa. Em países de todos os níveis de renda, pessoas com depressão frequentemente não são diagnosticadas corretamente e outras que não têm o transtorno são muitas vezes diagnosticadas de forma inadequada.
A carga da depressão e de outras condições de saúde mental está em ascensão no mundo. Uma resolução da Assembleia Mundial da Saúde aprovada em maio de 2013 exigiu uma resposta abrangente e coordenada aos transtornos mentais em nível nacional.

Disponível em: https://nacoesunidas.org/depressao-e-tema-de-campanha-da-oms-para-dia-mundial-da-saude-de-2017/. Acesso em: 13/04/2017, às 01: 22. 

TEXTO II




TEXTO III:
Depressão cresce no mundo, segundo OMS; Brasil tem maior prevalência da América Latina
Doença afeta 4,4% da população mundial e 5,8% dos brasileiros, segundo dados da OMS. Brasil é o país com maior prevalência de ansiedade no mundo: 9,3%.
Por G1
Atualizado 15/03/2017 10h59

A depressão afeta 322 milhões de pessoas no mundo, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira (23) referentes a 2015. Em 10 anos, de 2005 a 2015, esse número cresceu 18,4%. A prevalência do transtorno na população mundial é de 4,4%.
Já no Brasil, 5,8% da população sofre com esse problema, que afeta um total de 11,5 milhões de brasileiros. Segundo os dados da OMS, o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina e o segundo com maior prevalência nas Américas, ficando atrás somente dos Estados Unidos, que têm 5,9% de depressivos.
O país com menor prevalência de depressão nas Américas é a Guatemala, onde 3,7% da população tem o transtorno. Já o país com menor prevalência de depressão no mundo, segundo o relatório, são as Ilhas Salomão, na Oceania, onde a depressão atinge 2,9% da população.
Além dos Estados Unidos, os países que têm prevalência de depressão maior do que o Brasil são Austrália (5,9%), Estônia (5,9%) e Ucrânia (6,3%).
Brasil é recordista em ansiedade
Ainda segundo a OMS, o número de pessoas com transtornos de ansiedade era de 264 milhões em 2015, com um aumento de 14,9% em relação a 2005. A prevalência na população é de 3,6%. É importante observar que muitas pessoas têm tanto depressão quanto transtornos de ansiedade.
O Brasil é recordista mundial em prevalência de transtornos de ansiedade: 9,3% da população sofre com o problema. Ao todo, são 18,6 milhões de pessoas.
Segundo a OMS, o número de pessoas com transtornos mentais comuns, como a depressão e o transtorno de ansiedade, está crescendo especialmente em países de baixa renda, pois a população está crescendo e mais pessoa chegam às idades em que depressão e ansiedade são mais frequentes.
Suicídio
Em 2015, 788 mil pessoas morreram por suicídio. Isso representou quase 1,5% de todas as mortes no mundo, figurando entre as 20 maiores causas de morte em 2015. Entre jovens de 15 a 29 anos, o suicídio foi a segunda maior causa de morte em 2015.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

ATIVIDADE DE COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO - GÊNERO TEXTUAL: ARTIGO DE OPINIÃO

LIVRO DE PAPEL OU DIGITAL?
Os dois carregam vantagens e desvantagens
Por Lelé Guerra, do ZH Opinião.

Assim como quando a televisão surgiu, todos apostaram no fim do rádio e, mesmo com a praticidade dos DVDs, ninguém abriu mão de uma boa sessão de cinema, eis uma questão que ainda divide opiniões: livro de papel ou e-books, que estão surgindo com força e causando encantamento para muitos leitores.
Os dois carregam vantagens e desvantagens. Os leitores sempre trazem o prazer de folhear o livro de papel e não abrem mão do cheiro do livro novo. O livro digital traz a vantagem da facilidade de lê-lo em apenas alguns cliques. Já o peso do livro impresso e o cansaço causado pela tela do computador na leitura dos e-books são apontados como desvantagens.
Não podemos negar as possibilidades que a era digital nos oferece, pois esse é um caminho sem volta. Como professores, temos que ajudar nossa criança e jovem a desenvolver as habilidades de analisar, selecionar, classificar, refletir, julgar as informações recebidas. Esse é o caminho.
O livro, o jornal, a internet são suportes de informação. O mais importante é o que fazer com as informações recebidas. Se suas leituras serão feitas no papel ou na tela, acredito não fazer diferença. Cabe ao professor valer-se dessas leituras para estimulá-los a práticas que possibilitem enfrentar desafios de uma vida em sociedade e fazer uso desse conhecimento para continuar aprendendo ao longo de sua existência.
Acredito que se uma boa literatura for apresentada aos alunos e suas leituras diárias passarem pela análise, seleção e reflexão do leitor, certamente ele se tornará um ser criativo e entenderá que a tecnologia está à sua disposição e não ao contrário. Ela será aquilo que fizermos dela. Se quisermos que ela seja voltada para a banalidade e para o vazio, ela será. Se quisermos que ela seja dinâmica e educativa, ela será, independentemente da plataforma em que o texto se apresentar. A melhor tecnologia é a nossa mente. Ela pensa, raciocina, intui, cria.
E, quanto ao livro de papel, ainda veremos nossos netos e talvez bisnetos com ele na mão por um bom tempo. Essa migração definitiva ainda está distante de acontecer.
Ler é o mais importante. Ler para refletir, divertir-se, ter ideias, posicionar-se, trocar de opinião.

Disponível em http://biblioo.cartacapital.com.br/livros-papel-digital/. Acesso em 17/09/2017, às 22:52.


01. No texto “Livro de papel ou digital?”, a tipologia textual predominante em toda sua extensão é
A) descritiva, porque descreve como são os livros digitais.
B) expositiva, porque expõe as vantagens do livro de papel.
C) argumentativa, porque defende um ponto de vista sobre o assunto.
D) injuntiva, porque indica comandos a serem seguidos para o uso do livro digital.
E) narrativa, porque narra com detalhes a história do livro digital.

02. Para construir a ideia central do texto, o autor, primeiramente, utiliza a estratégia textual de
A) mostrar mais exemplos positivos de uso do livro de papel.
B) enumerar menos aspectos negativos do livro digital.
C) elogiar os dois tipos de livros, mostrando imparcialidade.
D) destacar a importância de acompanhar a revolução digital.
E) elencar aspectos positivos e negativos de cada um dos livros.

03. A tese defendida pelo autor resume-se em afirmar que

A) “Assim como quando a televisão surgiu, todos apostaram no fim do rádio e, mesmo com a praticidade dos DVDs, ninguém abriu mão de uma boa sessão de cinema...”
B) “Se uma boa literatura for apresentada aos alunos e suas leituras diárias passarem pela análise, seleção e reflexão do leitor, ele se tornará um ser criativo e entenderá que a tecnologia está à sua disposição”.
C) “Os leitores sempre trazem o prazer de folhear o livro de papel e não abrem mão do cheiro do livro novo”.
D) “Já o peso do livro impresso e o cansaço causado pela tela do computador na leitura dos e-books são apontados como desvantagens”.
E) “Se quisermos que ela seja dinâmica e educativa, ela será, independentemente da plataforma em que o texto se apresentar”.

04. Para construir o seu pensamento de forma coerente e convincente no texto, o autor emprega a estratégia de
A) exemplificação.
B) ironia.
C) citação filosófica.
D) comparação.
E) depoimento.

05. Em “Esse é o caminho”, o pronome demonstrativo “esse” está fazendo referência a uma informação citada anteriormente. Sabendo disso, indique a informação que pode ser retomada por meio desse pronome no texto.

A) O conflito entre livro de papel ou e-books, que estão surgindo com força e causando encantamento para muitos leitores.
B) Os leitores sempre trazem o prazer de folhear o livro de papel e não abrem mão do cheiro do livro novo.
C) O peso do livro impresso e o cansaço causado pela tela do computador na leitura dos e-books são apontados como desvantagens.
D) Não podemos negar as possibilidades que a era digital nos oferece, pois esse é um caminho sem volta.
E) Ajudar as crianças e os jovens a usarem adequadamente as possibilidades e as ferramentas que a tecnologia oferece.

06. Observe os termos grifados e aponte a alternativa que indica os nomes presentes no texto que fazem referência aos termos grifados nas frases a seguir.

I. “Ela será aquilo que fizermos dela”.
II. “O livro digital traz a vantagem da facilidade de lê-lo em apenas alguns cliques”.
III. “Ela pensa, raciocina, intui, cria”.
IV. “Cabe ao professor valer-se dessas leituras para estimulá-los a práticas que possibilitem enfrentar desafios”.

A) Tecnologia – livro digital – mente – criança/jovem.
B) Mente – livro digital – tecnologia – criança/jovem.
C) Tecnologia – livro digital – leitura – estudantes.
D) Mente – livro de papel – tecnologia – alunos.
E) Leitura – livro digital – mente – criança e jovem.

07. Para ligar estes dois períodos “A melhor tecnologia é a nossa mente. Ela pensa, raciocina, intui, cria” precisamos averiguar qual é a relação de sentido que existe entre eles. Ao compreender essa relação, indique a conjunção que melhor realizará a ligação entre as duas afirmações.
A) Portanto
B) Embora
C) Porque
D) Todavia
E) À medida que

08. No período “Se quisermos que ela seja dinâmica e educativa, ela será,...”, a conjunção destacada transmite ideia de
A) temporalidade.
B) condicionalidade.
C) finalidade.
D) proporcionalidade.
E) concessividade.

Charge 
Disponível em http://blog.crb6.org.br/artigos-materias-e-entrevistas/charge-o-fim-do-jornal-de-papel/. Acesso em 19/01/2018.


 09. Charge é uma ilustração humorística que envolve a caricatura de um ou mais personagens, feita com o objetivo de satirizar algum acontecimento da atualidade. No caso da charge em análise, ao perguntar “como vamos embrulhar peixe no futuro?”, o personagem deu a entender que
A) o jornal impresso é essencial para os idosos se mantenham informados.
B) os idosos desconhecem a importância da leitura de jornal para se informar.
C) o jornal impresso já não tinha serventia, a ser a de embrulhar peixe.
D) embrulhar peixe é mais uma das inúmeras importantes funções que o jornal impresso tem.
E) o fim do jornal impresso trará muitos prejuízos aos leitores, principalmente para os idosos.

10. C om base na frase proferida pelo personagem, “Não haverá peixes no futuro, seu alienadinho!”, pode-se inferir que

I. realmente, o fim do jornal impresso causará um certo desconforto para os seus leitores.
II. para ele, o maior problema é a questão ambiental e não o fim do jornal impresso.
III. o amigo do personagem é uma pessoa bem consciente sobre os problemas do país.
IV. o jornal impresso já não apresenta nenhuma utilidade na era das tecnologias.
V. “alienadinho” é um apelido carinhoso que o personagem usa para se referi ao seu colega.

A) Apenas os itens I e IV estão corretos.
B) Os itens I, II e IV estão corretos.
C) Os itens II, III e V estão corretos.
D) Os itens II, IV e V estão corretos.
E) Apenas os itens II e IV estão corretos.





GABARITO: 01. C; 02. E; 03. B; 04. D; 05. E; 06. A; 07. C; 08. B; 09. C; 10. E


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

ATIVIDADE DE COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO TEXTUAL - TEXTO: SIMPLICIDADE, DE MARTA MEDEIROS


SIMPLICIDADE

É difícil ser simples. Frase surrada, mas perfeita. Diz o que tem a dizer. Comunica. Vai ao ponto.
Somos perdulários nas atitudes e nas descrições. Gastamos saliva à toa, exageramos na dose, perdemos um tempo danado dourando a pílula, sem reparar que poderíamos fazer tudo o que fazemos de maneira mais rápida e funcional.
Para isso, é preciso ter noções de economia. Porque simplicidade é reduzir excessos. É feijão com arroz, preto no branco. Nada de purpurina e orquestra, recheios e encenações. Não precisamos de muita produção para viver. Basta saber dizer sim e não, e dissecar o que for mais complicado. Parece complicado? Mas é tão simples...
Conversando outro dia com alunos de um curso pré-vestibular, me perguntaram como escrever uma redação, prova das mais temidas para os pretendentes a uma vaga na universidade. Simples: sem enrolar. Dizer o que passa pela cabeça como se estivesse conversando com o melhor amigo numa mesa de bar, porém zelando pelo bom uso do xis, do zê e da cedilha. Não abusando dos adjetivos: “Este grande Brasil dilacerado passa por um terrível momento catastrófico e o povo humilde e amargurado sofre inenarráveis mazelas brutais”. Não misturando os assuntos: “Se tivéssemos menos carros nas ruas, poderíamos diminuir a poluição e ouviríamos melhor o silêncio que é sagrado principalmente depois da hora do almoço, quando tiramos aquela soneca porque sofremos de insônia, um dos grandes males da humanidade”. Concentre-se e resuma-se. Escreva um grande rascunho e, depois, strip-tease nele: deixe que fique só o necessário para seduzir o leitor.
Ser simples é facilitar a vida dos outros e a própria vida. Vale para se vestir, para declarar amor, para pedir informação. “Moça, eu saí de casa atrasado e me esqueci de olhar o mapa e agora preciso encontrar a rua Simões Pires pois é lá que tenho aula de piano às quatro horas mas acho que por essa parada não passa ônibus da linha 31, não é? Zzzzzzzzz, tarde demais, a moça pegou no sono.
Concisão é uma questão de hábito e autoconfiança. As pessoas exageram porque acham que não estão sendo notadas. Usam colar, pulseira, brinco, piercing, bracelete e ainda fazem uma tatuagem desde o pescoço até o umbigo: impossível enxergar alguém por trás de tanto adereço. Simplicidade é a busca do absoluto. É escapar de armadilhas e descongestionar o pensamento. O trajeto mais curto para a felicidade. (Junho de 2001)

MEDEIROS, Marta. Non-stop. Porto Alegre: L&PM, 2012.

01. O texto da escritora Marta Medeiros apresenta características que o enquadram como sendo do gênero
A) conto.
B) romance.
C) artigo de opinião.
D) crônica.
E) fábula.

02. Ao concluir a leitura do texto "Simplicidade", percebe-se que ele apresenta um caráter
A) crítico.
B) reflexivo.

C) filosófico.
D) fantasioso.
E) didático.

03. De acordo com a autora, as pessoas exageram nos adereços e acessórios por que
A) desejam ficar mais bonitas e acompanhar a moda.
B) querem ostentar riqueza, poder e fartura.
C) querem se fazer notar, mostrar às outras que elas existem.
D) estão sempre competindo entre si de maneira fútil e alienada.
E) precisam melhorar a autoestima.

04. A autora aconselhou a alguns alunos de pré-vestibular a não abusar de adjetivos na redação e citou o exemplo:
Este grande Brasil dilacerado passa por um terrível momento catastrófico e o povo humilde e amargurado sofre inenarráveis mazelas brutais”
Assinale o item que apresenta todos os adjetivos usados por Marta Medeiros no exemplo citado.

A) grande – dilacerado – terrível – catastrófico – humilde – amargurado – inenarráveis – brutais.
B) dilacerado – momento – terrível – catastrófico – povo – humilde – inenarráveis – brutais.
C) grande – Brasil - terrível – momento – humilde – amargurado – inenarráveis – brutais.
D) dilacerado – terrível – povo – humilde – amargurado inenarráveis – mazelas – brutais.
E) grande – terrível – momento – catastrófico – humilde – amargurado - inenarráveis –mazelas.

05. Pode-se encontrar uma expressão empregada no sentido figurado em
A) “Diz o que tem a dizer”.
B) “Para isso, é preciso ter noções de economia”.
C) “Escreva um grande rascunho e, depois, strip-tease nele...”
D) “...o povo humilde e amargurado sofre inenarráveis mazelas brutais”.
E) “...quando tiramos aquela soneca porque sofremos de insônia...”

06. Em “Somos perdulários nas atitudes e nas descrições”, pode-se substituir, sem prejuízo de sentido, o termo grifado por
A) avarentos.
B) esbanjadores.
C) discretos.
D) simplórios.
E) audaciosos.

07. Para Marta Medeiros, a simplicidade tem vantagens porque
A) as coisas mais simples têm um valor sentimental maior.
B) podemos ficar mais despreocupados e menos ansiosos.
C) sendo simples, gastamos e consumimos menos.
D) ela traz paz de espírito e mais união entre as pessoas.
E) nos ajuda a realizar as atividades de forma funcional e ágil.

08. A autora apresenta uma escrita leve e bem humorada. Então, pode-se afirmar que ela usa um tom de humor na seguinte passagem?
A) "Frase surrada, mas perfeita. "
B) "Somos perdulários nas atitudes e nas descrições". 
C) "Concisão é uma questão de hábito e autoconfiança".
D) "Zzzzzzzzz, tarde demais, a moça pegou no sono". 
E) "As pessoas exageram porque acham que não estão sendo notadas".

09. Na expressão "É escapar de armadilhas e descongestionar o pensamento", identifica-se o uso da figura de linguagem denominada
A) Metáfora.
B) Metonímia.
C) Antítese.
D) Eufemismo.
E) Anacoluto.

10. Em um mesmo texto, podemos encontrar mais de uma função de linguagem. No trecho a seguir retirado do texto de Marta Medeiros, percebe-se que a função da linguagem mais marcante é 
"Para isso, é preciso ter noções de economia. Porque simplicidade é reduzir excessos. É feijão com arroz, preto no branco. Nada de purpurina e orquestra, recheios e encenações. Não precisamos de muita produção para viver. Basta saber dizer sim e não, e dissecar o que for mais complicado".

A) emotiva.
B) fática.
C) metalinguística.
D) referencial.
E) conativa. 




GABARITO: 01. D/ 02. B/ 03. C/ 04. A/ 05. C/ 06. B/ 07. E/ 08. D/ 09. A/ 10. E.





quarta-feira, 8 de novembro de 2017

ATIVIDADE DE COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO - GÊNERO TEXTUAL: ARTIGO DE OPINIÃO


GÊNERO TEXTUAL: ARTIGO DE OPINIÃO
ATIVIDADE DE COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
Caos no Espírito Santo: Mais do que um problema policial, um problema ético!
Por: João Neto Pitta
Tiro para o lado, tiro para o outro, assaltos a lojas e a vidas, feitos, não só por quem já é de costume fazê-lo, mas por cidadãos que batem panelas contra a corrupção, que pregam que bandido bom é bandido morto, pelo João de esquerda, pelo José de direita, e também pelo conhecido cidadão de bem.  E claro que isso vai muito além de uma crise policial, estamos vivendo um declínio ético-moral.
Basta pensar o seguinte: quem faz o bem ou deixa de fazer o mal apenas porque está sendo fiscalizado, não é bom, nem ético, é simplesmente alguém astuto. O caso que citei acima, não é abstrato, aconteceu no Espírito Santo, e enquanto muitas pessoas pararam para pensar somente na crise policial, deixaram de pensar no que é ainda mais grave: o problema ético estrutural. A célebre pergunta da filosofia cai bem, quando o assunto é ética – “por que fazemos o que fazemos?”
O romano Cícero costumava dizer que quem faz o que faz, pensando não no bem da atitude em si, mas na boa aparência que o bem traz para quem o faz, não é ético, é esperto.  Ajudar uma velhinha a atravessar a rua visando o júbilo dos olhares que acompanham e não o bem-estar da senhora é atitude de quem visa à aprovação, à aparência, e não à bondade em si, à atitude virtuosa.
O que você faria se fosse invisível?  Longe de qualquer câmera ou de qualquer olhar observador, somente você e a sua sombra tentando resistir à sedução de seus demônios interiores: pegar ou não pegar o celular perdido, o dinheiro, o tênis de marca. São questões que deixo pra você. (...)
Alguém disse certa vez que o Brasileiro se indigna com a corrupção, não pelo motivo de esta ser uma perversão da ética, e sim por não estar participando dela, estando, portanto, na categoria de besta. E uma coisa que o brasileiro não quer ser é besta, um malandro nunca aceitaria tal alcunha.
Somos defensores da ética da conveniência ”Se está bom pra mim, tudo bem!”, o que não percebemos, é que, olhando por essa perspectiva, não somos mais uma sociedade coletiva com direitos sociais, somos bichos acéfalos que terminarão em uma luta de todos contra todos. (...)
(...) A ética também é um pouco disso – antes de fazer qualquer atitude, parar e pensar “o que a minha mãe pensaria sobre isso?” Ela gostaria que eu pescasse na prova? Que eu roubasse a caneta ou o sonho de alguém? A ética também se escora na capacidade de se colocar no lugar dos outros e lembrar que a vida é muito mais do que um cenário uniforme, entendendo os deveres/direitos de cada um nesse pedaço de tempo e universo. É preciso mensurar as nossas atitudes e, de certa maneira, pensar tal como advertiu Kant, generalizando os nossos atos – imaginando, assim, o que aconteceria caso todos mentissem ou furtassem – para que assim possamos construir uma sociedade menos egoísta e mais ética.

01. No artigo em análise, a partir de um fato ocorrido no Espírito Santo, o autor faz um (a)
a) crítica sobre a violência que se instaurou no Espírito Santo durante a greve dos policiais.
b) comentário sobre os direitos trabalhistas dos policiais e a segurança da população.
c) reflexão sobre o comportamento antiético dos cidadãos brasileiros que faz com que não pensemos na coletividade, mas no ganho pessoal.
d) dedução sobre a possível causa dos brasileiros serem tão desonestos e aproveitadores.
e) questionamento sobre as prioridades que o brasileiro elege para as suas vidas.

02. O texto em análise é um artigo de opinião escrito por João Neto Pitta, estudante de Direito e colunista na empresa Caminhos. Quanto a esse gênero, são consideradas corretas as seguintes características?
I. É um texto dissertativo-argumentativo que defende uma opinião sobre um determinado assunto.
II. É um texto expositivo em que o autor explica sobre determinados problemas que afligem a sociedade.
III. É um texto que representa a opinião da empresa jornalística que o publica.
IV. É um texto que pode ser escrito por qualquer cidadão da sociedade que pretende manifestar a sua opinião.
V. A linguagem formal, culta é uma característica desse gênero textual que pretende convencer o leitor de uma determinada opinião.
VI. É publicado somente em revistas e jornais impressos ou televisivos.

a) II – IV – VI.
b) I – IV – V.
c) I – V – VI.
d) II – III – V.
e) I – III – IV.

03. No artigo em análise, o autor defende a tese (ideia principal) de que
a) crimes foram praticados por cidadãos dito honestos.
b) quem não faz algo errado só porque está sendo vigiado é apenas astuto.
c) não adianta ajudar alguém pensando somente no que vai ganhar com isso.
d) somos defensores da ética da conveniência, isto é, só quando nos convém.
e) Vive-se hoje um declínio ético-moral na sociedade brasileira.

 04. A partir de informações e argumentos citados pelo autor sobre o brasileiro, é possível afirmar que
 I. É um povo que luta diariamente pela sua sobrevivência em meio a tanta corrupção.
II. É um povo que se indigna com a corrupção e protesta em prol do bem coletivo.
III. É um povo que só se indigna com a corrupção quando este não usufrui dela.
IV. É um povo adepto da ética pela conveniência.
V. É um povo altruísta, que, antes de tudo, coloca seus interesses na frente dos outros.

a) os itens III e IV estão corretos.
b) os itens I e III estão corretos.
c) os itens II e IV estão corretos.
d) os itens IV e V estão corretos.
e) os itens I e V estão corretos.
  
05. Na conclusão, o autor do texto optou por fazer o fechamento do seu pensamento propondo, principalmente,
a) uma ação concreta que pode ser tomada pelos governos.
b) angústias que deveriam causar indignação às pessoas.
c) ações reflexivas que devem realizadas por todas as pessoas.
d) uma ação concreta que precisa do apoio de toda a sociedade e das instituições.
e) três soluções que visam ao bem coletivo e não à vantagem individual.

06. "Somos defensores da ética da conveniência...". De acordo com o sentido que a frase destacada ganhou no texto, entende-se "ética da conveniência" por
a) defender os valores éticos em qualquer situação da vida.
b) tratar com respeito todas as pessoas com quem temos contato.
c) defender valores éticos somente quando é do meu interesse.
d) assumir um comportamento passivo e submisso diante da vida.
e) defender éticas diferentes conforme as necessidades de cada um.

07. Em "um malandro nunca aceitaria tal alcunha", a palavra "alcunha" pode ser substituída no texto, sem perder o sentido com o qual foi usada, por
a) nome.
b) indignação.
c) sugestão.
d) desatino.
e) ofensa.

 
08. O uso adequado de elementos coesivos em um texto dissertativo-argumentativo fortalece o poder da argumentação. Sabendo disso, observe atentamente as conjunções utilizadas para ligar os períodos a seguir e aponte a alternativa que indica as ideias transmitidas por essas conjunções.

I. "...não só por quem já é de costume fazê-lo, mas por cidadãos que batem panelas contra a corrupção..."
II. "...não é abstrato, aconteceu no Espírito Santo, e enquanto muitas pessoas pararam para pensar somente na crise policial..." 
III. "...e sim por não estar participando dela, estando, portanto, na categoria de besta".

a) contradição - tempo - conclusão.
b) oposição - consequência - conclusão.
c) adição - tempo - explicação.
d) contradição - concessão - explicação.
e) adversidade - consequência - afirmação.

09. "...o que aconteceria caso todos mentissem ou furtassem – para que assim possamos construir uma sociedade menos egoísta e mais ética". Sobre as conjunções destacadas no período, pode-se afirmar que
I. "caso" é um conjunção que dá ideia de condicionalidade.
II. "ou" é uma conjunção que indica alternância de ações.
III. "para que" é uma conjunção que indica uma concessão.
IV. "caso" é uma conjunção que transmite ideia de concessão.
V. "ou" é uma conjunção que introduz uma explicação.
VI. "para que" é uma conjunção que dá ideia de finalidade.

a) I, III e V estão corretos.
b) II, IV e VI estão corretos.
c) II, III e V estão corretos.
d) I, II e VI estão corretos.
e) I, II e IV estão corretos.

 10. A coesão é essencial para que o autor possa expressar claramente as suas ideias em um texto, pois é por meio da ligação entre as orações, os períodos e os parágrafos que se constrói a tessitura textual. Sabendo disso, pode-se afirmar que o termo referente ao pronome "isso" em "E claro que isso vai muito além de uma crise policial, estamos vivendo um declínio ético-moral" é

a) os tiros para um lado, tiros para o outro.
b) o caos no Espírito Santo.
c) os cidadãos que batem panelas.
d) o conhecido cidadão de bem
e) o caso que citei acima.









GABARITO: 01. C; 02. B; 03. E; 04. A; 05. C; 06. C; 07. E; 08. A; 09. D; 10. B